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Fachada das casas de palafitas à beira do rio, na periferia de São Luís do Maranhão, onde não existe saneamento básico para a população. Foto de 2009, final do governo Lula | Foto: Celso Junior/Estadão Conteúdo/AE
Edição 160

Em busca do retrocesso perpétuo

Lula, o PT e a esquerda têm de segurar o Brasil na miséria, na ignorância e no atraso; ou é desse jeito, ou não existem. É daí que vêm os votos que lhes permitem estar no governo

J. R. Guzzo

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As coisas no Brasil de hoje, e na maior parte destes anos 2000, ficam mais fáceis de entender se você partir de uma constatação básica: o programa de destruição que Lula, o PT e a esquerda vêm aplicando contra a população brasileira quando estão no governo tem um método. Não é apenas a roda da fortuna e do azar, que trazem para os países subdesenvolvidos, junto com a maré enchente e a maré vazante, a incompetência, a desonestidade orgânica e a pirataria do dinheiro público — as marcas mais óbvias dos quase 14 anos em que eles estiveram na presidência da República. O Brasil, certamente, deu azar nesse período. Foi governado por gente integralmente inepta, sem qualquer qualificação para dirigir sequer um carrinho de picolé — a começar pelo próprio Lula, o mais exibido de todos na sua incompetência sem cura. Mais: foi governado por parasitas que nunca trabalharam na vida, não de verdade; passaram suas existências simulando atividade no serviço público, na universidade ou em coisas assim, mas nunca foram capazes de produzir um único parafuso. Sua obsessão, o tempo todo, foi arrumar empregos bem pagos (empregos, não trabalho) na máquina estatal, onde estão até hoje, aos milhares e para sempre. Mais do que tudo, roubaram como nunca se roubou no Brasil ou no mundo — comandaram o maior sistema de corrupção jamais visto na história humana, provado na justiça com confissões, documentos e devolução voluntária de dinheiro roubado. Tudo bem: você está cansado de saber que é assim. O problema é que a soma de tudo isso não é o pior. O pior é que o Sistema Lula age desta maneira porque não pode agir de outra — se fizer diferente do que tem feito vai cair morto, direto, e o instinto de sobrevivência simplesmente não admite que isso venha a acontecer.

Lula perdeu em todos os Estados brasileiros, sem falhar um, onde há mais progresso e menos pobreza; ganhou em todos os Estados, também sem falhar um, onde há mais subdesenvolvimento e mais miseráveis
Pode até não ser uma coisa consciente, ou não ser consciente o tempo todo, mas o fato da vida real, provado pela observação objetiva das realidades concretas e visíveis, é que Lula, o PT e a esquerda precisam fazer, o tempo todo, o pior governo que for possível — só assim, e de nenhum outro modo, conseguem se manter vivos. É muito simples. Lula, o PT e a esquerda, obrigatoriamente, têm de segurar o Brasil na miséria, na ignorância e no atraso; ou é desse jeito, ou não existem. É daí que vêm os votos que lhes permitem estar no governo — ponto final. Na verdade, Lula não admite nem mesmo que o país fique parado. Exige, o tempo todo, que ande para trás e que se crie mais pobreza; se não fosse assim, pela exploração direta do eleitorado mais miserável, ele não seria ninguém até hoje. Não se trata propriamente de crueldade intencional ou de satisfação em ver as pessoas sofrerem, embora os resultados das suas ações sejam integralmente perversos. O que condena o Sistema Lula a fazer o que faz é a lógica mais elementar — sem pobreza a esquerda brasileira morre. Precisa da miséria como os seres vivos precisam de ar; o progresso, de qualquer tipo, é uma tragédia para Lula e tudo o que tem em volta de si. Reduzir o número de pobres, para eles, é puro e simples suicídio político — e não é razoável esperar que contribuam com a própria morte, não é mesmo?

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