Pular para o conteúdo
publicidade
Um Landing Craft, Vehicle, Personnel (LCVP) do USS Samuel Chase, tripulado pela Guarda Costeira dos EUA, desembarca tropas na Praia de Omaha na manhã de 6 de junho de 1944 (Dia D) | Foto: Robert F. Sargent/Domínio Público
Edição 168

O exemplo da maior de todas as gerações

Precisamos apreciar a perspectiva de que, por mais desesperadora que esteja nossa situação, o mundo é um lugar melhor por causa de um 6 de junho

Ana Paula Henkel
-

De tempos em tempos precisamos revirar algumas páginas da história e trazer os fatos para a superfície destes estranhos anos em que vivemos. Palavras sem o respeito histórico são comumente usadas hoje em dia com absoluto desprezo pela turba jacobina que precisa calar e cancelar todos aqueles que não se ajoelham para suas posições político-ideológicas — quem não endossa as ações fascistas persecutórias dos justiceiros sociais é logo tachado de nazista. Mergulhar na dimensão correta do passado não apenas protege as reais vítimas de regimes totalitários, mas nos dá a real proporção do que, de fato, é a defesa da liberdade.

Para os amantes de história, como eu, a semana foi marcada por uma data profundamente especial para o Ocidente e para o mundo. Há 79 anos, na Segunda Guerra Mundial, os Aliados atacaram as praias da Normandia no histórico Dia D — 6 de junho de 1944 —, e a queda de Hitler se iniciava. A invasão marcou o maior desembarque anfíbio desde que os persas, comandados por Xerxes em 480 a.C., invadiram o continente grego. Quase 160 mil soldados britânicos, norte-americanos e canadenses invadiram cinco praias da França, ocupada pelos nazistas. O plano era libertar a Europa Ocidental após quatro anos de ocupação, avançar para a Alemanha e acabar com o regime nazista.

Ostensivamente, o ataque parecia impossível até mesmo para ser planejado, quanto mais colocado em prática. As tropas alemãs de Hitler haviam repelido com grandes perdas canadenses um ataque anterior à Normandia, em agosto de 1942, e os alemães já calculavam aproximadamente a chegada dos Aliados. Dessa maneira, Hitler colocou seu melhor general, Erwin Rommel, no comando das defesas da Normandia.

Erwin Rommel, em 1942/43 | Foto: Wikimedia Commons

A gigantesca força militar empenhada no Dia D exigia enormes operações para suprimentos de armas. Não havia meios de capturar nem mesmo um porto na costa francesa, fortemente armada e protegida pelos alemães. Então, para os Aliados desembarcarem tantas tropas de maneira rápida, uma operação de total supremacia naval e aérea seria necessária. Eles teriam que rebocar da Grã-Bretanha seus próprios portos, colocar em operação seu próprio gasoduto através do Canal da Mancha e inventar novos navios e veículos blindados apenas para entrar e sair das praias. As famosas unidades alemãs Panzer, tropas experientes com mais de três anos de combate na Frente Oriental e armadas com assustadores tanques, estavam confiantes de que poderiam aniquilar em questão de dias invasores levemente armados em menor número que tentassem penetrar no mapa conquistado pelos alemães nas praias da Normandia.

Para ter alguma chance de furar a poderosa força militar de Hitler, uma operação sólida com o mínimo de chance de sucesso exigia um procedimento para lá de robusto e arriscado — mais de 80 quilômetros de espaço de pouso nas praias francesas. Na vasta extensão que seria usada, no entanto, havia locais de pouso que seriam menos do que ideais para a total potencialidade da operação. A Praia de Omaha, em particular, era um desses pontos de fraqueza para os Aliados.

A França estava tomada pelos alemães e ninguém sabe ao certo quantos soldados, aviadores e marinheiros aliados foram perdidos durante as primeiras 24 horas do Dia D nas praias da Normandia. Alguns historiadores concordam que cerca de 10 mil vítimas é um bom palpite, incluindo mais de 4 mil mortos. Apenas na Praia de Omaha, a área de pouso mais arriscada para os Aliados, mais de 400 soldados foram mortos, feridos ou capturados a cada hora do primeiro dia. Os penhascos da geografia local ofereciam linhas de fogo perfeitas para os alemães, já que o grande campo de visão de todo o desembarque era muito favorável de cima dos desfiladeiros. Paredões de concreto bloqueavam o acesso das praias, e as tropas alemãs de elite haviam recentemente reforçado as fortificações.

Desembarque na Praia de Omaha no Dia D, 6 de junho de 1944 | Foto: Shutterstock

A Praia de Omaha é um dos lugares mais falados quando o assunto é Segunda Guerra Mundial, exatamente por ser um trágico paradoxo do Dia D. Enquanto os outros quatro locais de pouso funcionaram como um relógio perfeito e com poucas baixas, a Praia de Omaha provou ser um pesadelo terrível. As imagens de Omaha registradas em muitos documentários mostram que ali, diante da morte absoluta e do terror, nasceria o caminho para a vitória dos Aliados e a libertação do mundo das garras nazistas. Nas sete semanas seguintes de combate na Normandia, quase 250 mil soldados aliados foram mortos ou feridos na histórica Operação Overlord. Os Aliados não conquistaram a Normandia até o final de julho de 1944, quando finalmente invadiram as planícies da França e começaram a correr em direção à Alemanha.

Muitos aqui nos Estados Unidos nesta semana relembram seus veteranos e se perguntam como os americanos em Omaha seguiram firmes, direto de suas embarcações em meio a um caótico desembarque e uma saraivada de metralhadoras e artilharia pesada alemã. Por que, apesar de terem sido abatidos em massa, ali mesmo nas areias da Praia de Omaha, eles não pararam ou mesmo se reagruparam? Porque eles acreditavam na palavra “liberdade”. Acreditavam que ela sempre foi a pedra angular da nação norte-americana e da civilização ocidental. Homens forjados no sacrifício, moldados em uma geração que emergiu da pobreza esmagadora da Grande Depressão para enfrentar a realidade de que as potências do Eixo queriam destruir sua civilização e os princípios de seu país. Eles estavam convencidos de que lutavam pela causa certa. Eles não se impressionaram com a força tecnológica alemã ou de seus militares com anos de experiência em batalha. Eles entenderam, como seus predecessores na América, que nada nos Estados Unidos era garantido e que toda geração tem sua tocha para ser recebida e sua responsabilidade para ser exercida quando chamada para o campo de batalha — onde quer que esteja.

Soldados norte-americanos operam rádios do Signal Corps, entre 6 e 8 de junho de 1944, na Normandia, França | Foto: Shutterstock

Os homens e mulheres que lutaram nessa guerra foram heroicos e ganharam o título de A Maior Geração, não apenas durante a Segunda Guerra Mundial, mas também antes e depois dela. Aqueles que lutaram na Segunda Guerra Mundial passaram a juventude na Grande Depressão. A idade média dos norte-americanos durante a guerra era 26 anos, então a geração da Segunda Guerra Mundial nasceu entre 1915 e 1919. Eles haviam experimentado a quebra do mercado de ações, a devastação e queda dos pilares econômicos e o início da Grande Depressão na infância. Essa geração passou os dez anos seguintes de sua vida tentando encontrar trabalho. Qualquer dinheiro ganho voltava para a família para ajudar a manter a casa aquecida e a comida na mesa.

Os homens de Omaha não acreditavam que a América precisava ser perfeita para ser boa — apenas muito melhor do que a alternativa apresentada ao mundo. O mínimo que nossa geração — rica, ociosa, afetada e tão frequentemente egocêntrica com seus ridículos pronomes — pode fazer é lembrar quem eles foram, o que fizeram e quanto devemos a eles, e, por isso, esta semana eu não poderia escrever sobre outro assunto.

Além de lembrarmos e prestarmos homenagens ao histórico Dia D, é no começo do mês que também lembramos a morte de Ronald Reagan, em 5 de junho de 2004. O 40º presidente norte-americano lutou incansavelmente contra o comunismo e regimes totalitários não apenas quando estava na Casa Branca, mas durante décadas de sua vida. E foi em 1984, na celebração de 40 anos do desembarque das tropas norte-americanas nas praias da Normandia, que Reagan fez um discurso histórico no Cemitério e Memorial Americano na Praia de Omaha, com a presença de alguns veteranos norte-americanos que sobreviveram àquela batalha. 

O presidente norte-americano Ronald Reagan e o presidente François Mitterrand, da França, participam de uma cerimônia de colocação de coroas de flores no cemitério norte-americano na Praia de Omaha (6/6/1984) | Foto: Wikimedia Commons

Em seu discurso, facilmente encontrado na internet, com a voz embargada, ele diz: “Quarenta verões se passaram desde a batalha que vocês travaram aqui. Vocês eram jovens no dia em que tomaram esses penhascos; alguns de vocês eram apenas garotos, com as mais profundas alegrias e prazeres da vida diante de vocês. No entanto, vocês arriscaram tudo aqui. Por quê? Por que vocês fizeram isso? O que os levou a deixar de lado o instinto de autopreservação e arriscar suas vidas para tomar esses penhascos? O que inspirou todos os homens dos exércitos que aqui se reuniram? Nós olhamos para vocês e, de alguma forma, sabemos a resposta. Fé e crença. Lealdade e amor”.

É difícil imaginar, mesmo diante de tantas fotografias e imagens, o que a Força Expedicionária Aliada experimentou em 6 de junho de 1944. A maioria dos homens que desembarcou nas águas da Normandia naquele dia tinha 20 e poucos anos. Eles deveriam estar trabalhando no comércio local, ajudando seus pais nas plantações ou aproveitando as férias de verão das aulas da faculdade. Em vez disso, eles estavam a mais de 8 mil quilômetros de distância de casa, e no lugar mais perigoso do mundo.

Todos os dias, lamentamos a morte de mais desses bravos homens. Agora, na casa dos 90 anos de idade, logo chegará o momento em que nenhum deles estará entre nós. Jamais podemos esquecer seu heroico serviço e sacrifício naquele dia fatídico há 79 anos. Devemos valorizar sua memória, agradecer a Deus por eles em nossas orações e garantir que as gerações futuras saibam de seu valor — cada vez mais incomum. Os soldados do Dia D representam a humanidade em seu aspecto mais nobre, valente e altruísta. Eles realmente foram A Maior Geração que a humanidade já viu.

Cemitério militar norte-americano na Normandia, França | Foto: Pixabay

No final do discurso de Reagan na homenagem aos veteranos em 1984, o tom é de profunda gratidão àqueles que sacrificaram sua vida por todos nós, mas há também um aviso: “Quando a guerra acabou, havia vidas a serem reconstruídas e governos a serem devolvidos ao povo. Havia nações para renascer. Acima de tudo, havia uma nova paz a ser assegurada. Essas eram tarefas enormes e assustadoras. (…) Nós, na América, aprendemos lições amargas de duas Guerras Mundiais: é melhor estarmos prontos para proteger a paz, do que nos abrigarmos cegamente no mar, correndo para responder apenas depois que a liberdade já tiver sido perdida. Aprendemos que o isolacionismo nunca foi e nunca será uma resposta aceitável a governos tirânicos”.

Por mais que estejamos vivendo um momento complicado em nossa história, com auras totalitárias embrenhando-se em nossas páginas, neste feriado prolongado, pare por alguns minutos e converse com os filhos, sobrinhos e netos sobre a história do Dia D

Nossas batalhas hoje contra esses governos tirânicos, hoje rondando nossa bandeira, são incrivelmente menores e incomparáveis àquelas vividas por homens de extrema bravura há 79 anos. Mas a vez de a nossa geração lutar por algo muito maior e que vai além do nosso tempo de vida chegou. E é deles, desses homens, que podemos tirar o exemplo de patriotismo — palavra tão demonizada pela atual geração mimada, afetada e egocêntrica — que pode e deve servir como combustível durante tempos de sacrifício, disposição e compromisso com o futuro.

Memorial próximo à Praia de Utah, Normandia, França | Foto: Shutterstock

Por mais que estejamos vivendo um momento complicado em nossa história, com auras totalitárias embrenhando-se em nossas páginas, neste feriado prolongado, pare por alguns minutos e converse com os filhos, sobrinhos e netos sobre a história do Dia D. Saia das redes sociais e dê uma chegadinha com a sua família ali no YouTube ou na Netflix e coloque na barra de pesquisa: “D-Day”. Inspire-se. Mergulhe nas imagens e lave-se nas lágrimas que são difíceis de ser evitadas. Precisamos apreciar a perspectiva de que, por mais desesperadora que esteja nossa situação, o mundo é um lugar melhor por causa de um 6 de junho. E é esse legado que nos move adiante. 

Leia também “O amor venceu”

53 comentários
  1. Luiz Marques Barreto Vianna
    Luiz Marques Barreto Vianna

    ???

  2. Leonora Fink
    Leonora Fink

    Excelente homenagem aos valentes defensores da liberdade, da soberania das Nações e dos povos envolvidos no conflito. Obrigada.

  3. Gilson Herz
    Gilson Herz

    Parabéns Ana.

  4. Osvaldo Pasqual Castanha
    Osvaldo Pasqual Castanha

    Maravilhoso exto, uma pequena mas justa homenagem a esses bravos guerreiros que livraram o mundo de uma ideologia cruel Parabéns Ana Paula.

  5. Jorge Alberto de Oliveira Marum
    Jorge Alberto de Oliveira Marum

    “Pouso”? A palavra não seria “desembarque”?

  6. Candido Andre Sampaio Toledo Cabral
    Candido Andre Sampaio Toledo Cabral

    Que o Brasil tenha no futuro o dia D que nos livre do comunismo.

  7. Carlos Augusto De Andrade Borges
    Carlos Augusto De Andrade Borges

    Obrigado, Ana Paula.

  8. marcelo bouchardet gomes leite
    marcelo bouchardet gomes leite

    Melhor colunista da revista na atualidade,O dia D marcou profundamente gerações que deram o sangue pela liberdade.Hoje temos jovens de cabelo rosa,roupa verde,unha vermelha que se sentem ofendidos por qualquer coisa.Realmente,a geração de valor foi essa que com 20 anos de idade ao invés de estar em uma passeata woke estavam tomando tiro e vendo seus amigos morrerem para viverem em liberdade.

  9. Oldemar Reis Sebalhos
    Oldemar Reis Sebalhos

    Parabéns Ana Paula por esse belo texto!!!!

  10. Lia Crespo
    Lia Crespo

    Belíssimo artigo, Ana. Belíssimo!

  11. JHONATAN SURDINI
    JHONATAN SURDINI

    Entrar na guerra para defender o LULA???? RSSSS!!

  12. José Luíz Ferreira Mairink
    José Luíz Ferreira Mairink

    Texto maravilhoso, Ana Paula. Obrigado pela lembrança, grande campeã.

  13. Jamicel Francisco Rocha Da Silva
    Jamicel Francisco Rocha Da Silva

    O Dia D sempre me inspirou, desde a juventude!

    O Mais Longo dos Dias, inesquecível na memória de todos nós que amamos a liberdade!

    Um tributo a nossos heróis!

  14. MARCOS ANTONIO SIEBRA
    MARCOS ANTONIO SIEBRA

    Parabéns pelo artigo inspirador. Vamos precisar de muita coragem pra enfrentar os comunistas que tomaram nosso Brasil de assalto, e sem a proteção das Forças Armadas.

  15. Giovani Santos Quintana
    Giovani Santos Quintana

    Difícil conter as lágrimas lendo esse artigo…

  16. THIAGO LUI REGIANI
    THIAGO LUI REGIANI

    essa geração e as próximas estão perdidas.. não há esperança….
    game over!!!

  17. Mauro Motta Martins
    Mauro Motta Martins

    Eu servi Ana Paula. Em 1983 prestei o Serviço Militar Obrigatório e, durante a seleção para o NPOR, quase entrei numa briga física com um cidadão que achou que poderia classificar como idiota quem quisesse servir. Anos mais tarde esse demonstrou quem fora realmente idiota (Mauro Hofmann, um dos acusados da morte daquelas pessoas na Boate KISS). Tenho muitas pesquisas feitas sobre guerras na história humana e delas, pode-se afirmar, que quem as desencadeia não merece que a história os retrate mas quem as encerra merece os louros em dobro. Esses “louros dobrados” são a sequência daquilo que buscou aquele que ofereceram suas vidas para as encerrarem. Desde os primeiros conflitos, parodiando Churchill, nunca tantos dependeram tanto daqueles que mais se sacrificaram. Um homem corajoso cria nome. Homens corajosos fazem história. Mas. os destemidos, esses se tornam história. Temos muitos exemplos bons. Pensando dessa forma, com as informações que temos, sem medo de ofender ao Senhor Ronald Reagan, “aquele discurso”, do aniversário de 40 anos do Dia D, não fora de difícil construção.

  18. NELSON SANT ANNA
    NELSON SANT ANNA

    Que Deus continue abençoando aqueles jovens que participaram do memorável desembarque e que nos legaram com seus gestos heroicos o real sentido da expressão Liberdade ora tão ameaçado nos dias que correm.
    Viva o Dia D!

  19. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    Ana Paula, então desembarque em nosso pais até 2025 e venha ser nossa Senadora da República. Penso que o Senado Federal será a única instituição que poderá colocar a Lei e a Ordem funcionando neste pais. Apesar de pessoalmente achar excessivo 3 senadores (atualmente inúteis) por Estado, duas vagas se abrirão em 2026, e você facilmente preencheria 1 delas.
    Parabéns Ana, é muito conhecimento da historia politica, social além do esporte de 2 grandes nações, que nos serão muito úteis para democratizar nosso pais.

  20. L. C. Baldu
    L. C. Baldu

    Infelizmente nossa geração perdida, mimada, afetada pela militância e egocêntrica… nada tem a ver com esses bravos, que herdaram um mundo muito melhor do que nossos avós, e mesmo assim não se importam com nada, só olham seu próprio umbigo. Espero que as gerações que, espero, virão, sejam melhor do que esta que está ai…

    1. L. C. Baldu
      L. C. Baldu

      Os petralhas querem apagar a história, principalmente a deles, mas não se apaga a história…

  21. Antonio Carlos Almeida Rocha
    Antonio Carlos Almeida Rocha

    oi Ana, obrigado por relembrar esse momento. A liberdade sempre custa caro! zelar pela liberdade requer perseverança, informação histórica (como a que você nos traz agora) e sobretudo, coragem!!! Nao é fácil, os tiranos, os totalitários nos intimidam, nos ameaçam, para dizer o mínimo. Mas a história sempre tem uma lata de lixo reservada à eles! pode demorar, mas já estão nela gente como Louis 14, Lenin, Stalin, Kruchev, Mao, Pol Pot, Hitler, Mussolini, Franco, Salazar, Pètain, Fidel Castro, Hugo Chavez, Maduro, Ortega, Vargas, Médici, Khadafi, familia Kim, Ceausescu, Tito, nossa…a memória nao alcança para tanto, faltaram os africanos, que são muitos! mas a lata de lixo está lá, a espera dos que se estão apresentando no momento…

    1. L. C. Baldu
      L. C. Baldu

      Faltou um…L

  22. Humberto Pires Da Cunha
    Humberto Pires Da Cunha

    Sempre me delicio com as colunas escritas por Ana Paula. Mas hoje além de me deliciar me emocionei. Pelo conteúdo, pela História, pelos fatos reais e especialmente pela maneira como ela escreve. Sou consumidor de tudo que diz respeito à Segunda Guerra Mundial. Parabéns, espero que este texto tenha tocado os corações dos jovens, a maioria deles são tão desorientados e sem conhecimento algum de nossa História. Forte Abraço. Pátria!

  23. Humberto Pires Da Cunha
    Humberto Pires Da Cunha

    Sempre me delicio com delicio com as colunas escritas por Ana Paula. Mas hoje além de me deliciar me emocionei. Pelo conteúdo, pela História, pelos fatos reais e especialmente pela maneira como ela escreve. Sou consumidor de tudo que diz respeito à Segunda Guerra Mundial. Parabéns, espero que tenha tocado o coração dos jovens, a maioria tão desorientados e sem conhecimento algum de nossa História. Forte Abraço. Pátria!

  24. DONIZETE LOURENCO
    DONIZETE LOURENCO

    Ana Paula, seu brilhante artigo me remeteu ao tempo de cursinho pré vestibular quando li o livro Nada de Novo no Front de Erich Maria Remarque relatando sua participação na primeira Guerra Mundial, também em território francês.
    Da segunda guerra ainda escuto da minha mãe, hoje com 87 anos, os relatos das dificuldades vividas pela maioria da população brasileira para conseguir comprar o básico como açúcar ou querosene de iluminação (as casas tinham lamparinas).
    Infelizmente hoje a juventude de 20 e poucos anos não tem ciência do momento que vivemos e os perigos que isso representa para toda a sociedade.

  25. judson rui de o mello
    judson rui de o mello

    Estamos vivendo a mesma história de dominação nestes tempos bárbaros. Deus nos ajude, campeã!

  26. Osvaldo Russi De Domenico
    Osvaldo Russi De Domenico

    Grato Ana Paula por essas importantes informações históricas. Vivemos hoje no Brasil momentos muito negativos, onde o sistema jurídico vem sendo destruído nos últimos quatro anos, desde o fim da prisão após condenação em segunda instância. A partir daí os 9, agora 8 integrantes do grupo que não representa a maioria do povo brasileiro, vem descumprindo desavergonhadamente nossa Constituição e o ordenamento jurídico deste País, liberando todo tipo de criminoso, de corruptos políticos a líderes do narcotráfico, e encarcerando gente inocente, julgados “em lotes”, sem qualquer comprovação de culpa. A divisão de poderes na nossa República não funciona. As lideranças do Parlamento continuam bloqueando o seu funcionamento. A volta da prisão após condenação em primeira e nunca depois da condenação em segunda instância deve ser urgentemente aprovada pelo Parlamento, juntamente com o fim do foro privilegiado. Nosso Executivo foi tomado por um grupo de criminosos condenados, numa eleição fraudada, onde um candidato, criminoso condenado, jamais poderia ter concorrido. É urgente a revisão dos poderes do Presidente do Senado, para que não seja permitido a ele continuar bloqueando o funcionamento desse Poder. Acredito ser muito perigoso o bloqueio do correto funcionamento dos Poderes da República. Apesar da índole pacífica do povo brasileiro, a violação de seus direitos básicos à liberdade com responsabilidade, à ordem e à justiça poderá acabar não deixando escolha aos brasileiros.

  27. Jaques Goldstajn
    Jaques Goldstajn

    Ana Paula, impressionou-me muito a sua forma interior para à luta! Lembrou-me o peça de Shakespeare de Henrique V antes da batalha contra os franceses, em muito maior número! Os ingleses venceram empurrados pela força do rei.
    Grato

  28. Joao Helder Mottin
    Joao Helder Mottin

    Parabéns pelo artigo estimada Ana.
    Forte abraço.

  29. Jorge Kendi Sobue
    Jorge Kendi Sobue

    Olá Ana Paula, saudações.
    Sempre leio seus textos, nem sempre coloco minhas impressões, pois elas seriam redundantes. Este seu texto é primoroso: a história de 79 anos atrás colocada nos dias de hoje retrata a mais pura verdade. Chegou nossa hora. De darmos o nosso exemplo às gerações futuras. Parabéns pelo seu trabalho e continue sempre assim, lembrando as glórias passadas e nos dando coragem, esperança e luz ao presente e futuro.

  30. Frederico Oliveira dos Santos Melo
    Frederico Oliveira dos Santos Melo

    Texto sensacional e mais uma excelente dica para assistirmos à tarde.

  31. Marlos Rocha De Medeiros
    Marlos Rocha De Medeiros

    Admirador de seus textos, nesse vc se superou! Simplesmente empolgante e patriótico. Parabéns Ana Paula Henkel!!!!

  32. MB
    MB

    ??????????????
    Nossos rapazes brasileiros lutaram nas colinas da Itália. 500 estão sepultados lá! TEMOS COMPROMISSO NA LUTA PELA LIBERDADE! ABAIXO TODA DITADURA!

  33. RICARDO TEIXEIRA DA CRUZ RIOS
    RICARDO TEIXEIRA DA CRUZ RIOS

    Salve o 06 de junho. Salve os 79 (setenta e nove) anos do Dia D. Salve a Liberdade que dia após dia está sendo roubada de nós. Muitas pessoas se esquecem que Hitler era do Partido Socialista alemão originário dos sindicatos daquele país. Hitler queria dominar o mundo. Em sua ignorância sanguinária, chegou a dizer que, em relação ao Brasil, ele resolveria esse assunto com um telefonema. Tirando alguns países europeus, o tirano Hitler não tinha conhecimento do mundo, mas achava que poderia dominá-lo e instalar o maior império que esse planeta já viu. O Terceiro Reich. Ser humano algum nasceu para ser escravo de ninguém. Se os aliados não vencessem a Segunda Guerra Mundial, todas as gerações que sucederam aquela barbárie estariam escravas do Terceiro Reich. Quem nunca teve liberdade ou não a conhece, está fadado a viver na eterna escravidão. Coreia do Norte e Cuba são exemplos clássicos. Não há qualquer poder de reação de suas populações. As pessoas que vivem nesses países estão totalmente desalentadas e acostumadas a viver assim. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos tem um relatório completo sobre a participação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial. Nesse documento, a maior potência econômica e bélica do mundo tece o detalhamento do avanço dos brasileiros no norte da Itália ao dizer que a FEB foi fundamental para a libertação, combatendo os alemães, daquela região italiana. Sem a FEB, a resistência alemã permaneceria onde estava. Os nossos herois brasileiros não são lembrados e homenageados como deveriam ser. Já nos Estados Unidos, aquela geração que lutou na Segunda Guerra Mundial é sempre lembrada e homenageada por seus compatriotas. Eu só tive acesso a esse relatório da FEB por meio do Canal The History. Se eu não pesquisasse sobre esse assunto, eu nunca saberia de nada. Coisas assim, não são ensinadas como devem em nossas escolas. Principalmente quando temos um comunismo que insiste em fincar raízes em nosso país. A Terceira Guerra Mundial está logo ali no Estreito de Taiwan. Os americanos levam vantagem em relação aos chineses e russos. Têm o melhor equipamento bélico do mundo e os melhores militares também. Se os americanos, na Segunda Guerra Mundial, não ocupassem quase todas as ilhas do Pacífico, durante a campanha militar contra os japoneses, os Estados Unidos estariam vulneráveis aos avanços chineses e russos. Eu só não admito as Américas do Sul e Central ficarem neutras e impedidas de desenvolverem armas nucleares. Se os americanos não armarem e treinarem essas regiões, os chineses, rapidamente, as ocuparão. Os chineses já estão instalando bases militares na África e querem instalar uma no sul da Argentina em Uchuaia. Tomara que isso não aconteça. Ana Paula, mais uma vez, você nos presenteou com um texto, simplesmente, brilhante. Parabéns!

    1. Osvaldo Russi De Domenico
      Osvaldo Russi De Domenico

      Parabéns por suas palavras. Continuamos acreditando no Brasil e na maioria do povo brasileiro.

  34. Bruno
    Bruno

    Em nome da Fé. Texto brilhante.

  35. Marcus Borelli
    Marcus Borelli

    Guardando as devidas proporções, precisamos de um dia B, um B de Brasil e todos lutarmos contra o mal temporário que nos aflige. Como alguém disse: eles passarão e nós passarinho.

  36. Osmar Lanz Filho
    Osmar Lanz Filho

    É sempre muito prazeroso e esclarecedor ler a cada semana este texto repleto de história,patriotismo e sentimentos.Sendo também um amante da história,principalmente contemporânea,é gratificante contactar a cada 7 dias,pedaços dela,bem escritas
    e sempre com uma mensagem valiosa.Vamos continuar,cada um a sua maneira,a luta ,para chegarmos ao “nosso dia D”,que
    vai ser aquele em que o Brasil voltar ao estado democrático de direito,à liberdade de expressão plena e a justiça imparcial e
    para todos.
    O mal não pode e não vai triunfar!

  37. Graciela Mateos de Marzio
    Graciela Mateos de Marzio

    Texto inspirador, Ana! Parabéns!

  38. Roberto Gomes
    Roberto Gomes

    Bah. Que ainda tenhamos lágrimas para chorar pelos que deram suas vidas pela nossa liberdade. Que não tenhamos vergonha de chorar nossas lágrimas e que o Cão das Lágrimas ainda esteja ali próximo de nós para nos consolar por não esquecermos nossa dívida com esse sacrifício humano pela nossa vida ainda não nascida.

  39. Francisco helilton Moreira de souza
    Francisco helilton Moreira de souza

    Ana Paula parabéns pelo ótimo artigo. Só existe uma frase para explicar a grandeza daqueles que deram suas vidas e libertaram o mundo do jugo nazista: ordinary men! Extraordinary times

    1. Ivan Sérgio de Paula lima
      Ivan Sérgio de Paula lima

      Maravilhoso texto, Ana!
      Sou cada vez mais seu fã !

      1. Jaques Goldstajn
        Jaques Goldstajn

        Ana Paula, impressionou-me muito a sua forma interior para à luta! Lembrou-me o peça de Shakespeare de Henrique V antes da batalha contra os franceses, em muito maior número! Os ingleses venceram empurrados pela força do rei.
        Grato

  40. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Ana maravilhosa, você tem algum livro seu? Adoraria ter um livro seu, prepreservá-lo a sete chaves

  41. Edson procidonio da silva
    Edson procidonio da silva

    Parabéns pelo artigo minha ídola Ana Paula. Sou fâ de toda a revista OESTE e não perco um dia sequer, do OSF. Boa semana.

  42. Silas Veloso
    Silas Veloso

    Muito bom assinalar o q aquela geração passou antes da Normandia: uma primeira guerra mundial e depressão econômica. Foram moldados na dor e nisso está sua grandeza, seguir adiante quando poderiam procurar prazer

  43. CARLOS ALBERTO DE MORAES
    CARLOS ALBERTO DE MORAES

    Ana Paula, só vc paractrazer uma lembrança tão importante, num momento tão oportuno e com uma reflexão que tra o passado ao nosso presente.
    Parabéns pelo excelente trabalho.

  44. Eduardo
    Eduardo

    Querida Ana Paula,
    Esse texto reforça a idéia que temos : você é simplesmente genial.
    Poucos conhecem essa história com detalhes, mas com certeza ela é fantastica.
    Apenas lembrando uma frase de Fernando Pessoa que acredito, poderia ser citada também, quando ele lamenta todas as vidas perdidas durante as expedições dos portugueses que se lançaram corajosamente ao mar com suas frágeis caravelas :
    – Ó mar salgado, quanto do seu sal são lágrimas de Portugal?
    E valeu a pena ? Tudo vale a pena, se a alma não é pequena.

  45. Ines Maria Costa
    Ines Maria Costa

    Chorei por um momento. Obrigado a todos os valentes combatentes Aliados. Belissimo texto.

    1. Jorge Kendi Sobue
      Jorge Kendi Sobue

      Olá Ana Paula, saudações.
      Sempre leio seus textos, nem sempre coloco minhas impressões, pois elas seriam redundantes. Este seu texto é primoroso: a história de 79 anos atrás colocada nos dias de hoje retrata a mais pura verdade. Chegou nossa hora. De darmos o nosso exemplo às gerações futuras. Parabéns pelo seu trabalho e continue sempre assim, lembrando as glórias passadas e nos dando coragem, esperança e luz ao presente e futuro.

  46. Gabriel Miranda
    Gabriel Miranda

    Simplesmente sensacional.

Anterior:
A suprema conversão
Próximo:
O perigo da liberalização das drogas para consumo próprio
Newsletter

Seja o primeiro a saber sobre notícias, acontecimentos e eventos semanais no seu e-mail.