Imagine um presidente ser convidado para uma cúpula de Nações desenvolvidas, da qual seu país não faz parte, viajar até lá com o dinheiro do pagador de impostos, falar mal do evento, constranger os anfitriões durante a reunião e precisar ser repreendido publicamente por mau comportamento. Esse é o resumo da visita do presidente Lula da Silva ao encontro do G7 — formado por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão —, no Canadá, nesta semana.
Pelo menos duas cenas da viagem canadense serão lembradas por muito tempo por líderes mundiais. A mais grotesca foi a falta de compostura durante a foto oficial do G7. Enquanto todos os convidados, perfilados, aguardavam os cliques dos fotógrafos, o petista virou-se de lado e tentou puxar papo com a italiana Giorgia Meloni, que o ignorou, e o português António Costa, presidente do Conselho Europeu. Imediatamente, o francês Emmanuel Macron e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, tiveram de lhe chamar a atenção. Os demais riram da situação.
Mas não parou por aí. Inexplicavelmente, Lula resolveu quebrar o protocolo e fez um gesto com as mãos para as câmeras, um sinal conhecido como hang loose. Por quê? Ninguém entendeu. Na saída, ainda empurrou com a barriga o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, com quem teria uma conversa particular, mas desmarcou na última hora.
Outro momento constrangedor ocorreu já na mesa de debates do G7. Aparentemente, Lula teve problemas técnicos com o aparelho de tradução simultânea, o que atrasou o início da reunião. Até aí, tudo bem. Mas chamou a atenção dos participantes o modo grosseiro como o petista tratou seus assessores (veja os vídeos abaixo).
Não bastasse esse combo de cenas que rodou o mundo, Lula ainda fez questão de criticar o G7: disse que a reunião, para a qual foi convidado por pura gentileza, não deveria acontecer. Nenhum outro chefe de Estado convidado cometeu tamanha deselegância — estavam lá África do Sul, Austrália, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Índia, México e Ucrânia. Por que o brasileiro foi malcriado? Porque o colega russo Vladimir Putin não foi chamado pelos anfitriões. “Putin participava do G8. Acho que o G7, no fundo, no fundo, não há nem necessidade de existir o G7. O G20 é mais representante”, disse na entrada do hotel. “O G20 tem mais densidade humana, mais densidade econômica. O G7 existe desde 1975, desde a Crise do Petróleo, são os primos ricos que se reúnem.”
Ademais, Lula foi o único líder político no encontro mundial que fez questão de atacar Israel em meio à guerra contra o terror do outro lado do planeta. Outra vez o petista ficou na contramão do grupo. “Os recentes ataques de Israel ao Irã ameaçam fazer do Oriente Médio um campo de batalha, com consequências globais inestimáveis”, disse, mais uma vez culpando os israelenses por lutarem pela sobrevivência. Aliás, ao falar da Faixa de Gaza, sacou a cartada da “fome” de novo: “Nada justifica a matança indiscriminada de milhares de mulheres e crianças e o uso da fome como arma de guerra”.
Janja
Desta vez, Janja da Silva não embarcou com o marido. Mas reportagens recentes podem indicar o motivo. A primeira informação foi publicada pelo jornal O Globo há duas semanas. “Crises e falas de Janja ajudaram Lula a perder 1 milhão de seguidores em seis meses”, diz o título da reportagem. A um ano do início da corrida eleitoral, essa fuga em massa de apoiadores nas redes sociais é desastrosa para quem pretende ir às urnas hoje em dia. Por exemplo: e se todas essas pessoas estiverem aptas a votar? Poderia significar 1 milhão de votos a menos? Trata-se de um governo que não tem nenhuma marca (como ocorreu com Bolsa Família, PAC, Luz Para Todos, no passado). Em Brasília, os próprios deputados ironizam que Lula só cumpre “agenda de vereador”, inaugurando lombadas ou reformas de calçadas. Detalhe: o petista investiu tudo na contratação de um marqueteiro profissional, que dá expediente dentro do Palácio do Planalto — e, a cada dia, fica mais claro que Sidônio Palmeira não vai fazer milagre.
Os dados exibidos pelo jornal foram feitos por uma consultoria externa chamada Ativaweb. O estrago foi maior nas contas do Instagram e do Facebook, onde Janja aparece com mais frequência, principalmente postando fotos e vídeos feitos por seus assessores em viagens ao exterior. Como ela também faz referências a Lula, uma conta contamina a outra.
Janja também foi duramente criticada por usuários do TikTok depois de pedir ao ditador chinês, Xi Jinping, para aplicar censura na plataforma. O TikTok é terreno do eleitorado mais jovem. Os usuários, obviamente, não gostaram da ideia da mordaça sobre o que compartilham livremente.
Aliás, a péssima repercussão do episódio chinês é comparada a outro capítulo em que a primeira-dama deixou os marqueteiros do PT de cabelo em pé. O vídeo com maior circulação (mundial) foi o insulto ao empresário Elon Musk, então assessor de Donald Trump, durante a reunião do G20: “Eu não tenho medo de você. Inclusive, fuck you, Elon Musk”, disse. Outro momento deprimente foi a dancinha (“Namastê!“) ao desembarcar na Índia na semana em que o Rio Grande do Sul era assolado pela tragédia das chuvas.
Outro dado alarmante dessa pesquisa nas redes sociais para Lula é o mapeamento do desgaste de acordo com a localização dos usuários na internet. Os piores índices são registrados no Nordeste e no Norte por causa do escândalo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O motivo é simples: não foi necessário explicar para aposentados e pensionistas que eles foram roubados por uma quadrilha instalada no governo e nos sindicatos de esquerda.


Volta ao mundo
Além da derrocada nos perfis nas redes sociais, outra notícia revela como Janja é uma crise constante. O site Poder360 publicou um levantamento sobre as viagens da primeira-dama. Os números assustam: ela já passou 130 dias no exterior desde que chegou a Brasília — seu passaporte tem o carimbo de 35 países. Detalhe: ela ficou 24 dias rodando o mundo sem a presença de Lula.
Aqui cabe um questionamento básico: quem autorizou — e por qual motivo — Janja a viajar sem a companhia do marido, se ela não detém cargo público? A resposta é absurda: Lula autorizou a mulher a fazer o tour mundial, sem nenhum amparo em lei. A própria Advocacia-Geral da União (AGU) proíbe a mulher ou o marido de presidente da República de representar o país em qualquer tipo de evento.

No caso de Janja, porém, o chefe da AGU, Jorge Messias, resolveu redigir uma salada jurídica, incompreensível, que leva o nome de “orientação normativa número 94”, de abril deste ano. Ele fez isso depois de uma ofensiva da oposição na Justiça para tentar descobrir quanto ela já gastou do dinheiro dos brasileiros.
Na prática, o texto de Messias reafirma que primeira-dama não tem cargo público no Brasil, mas o trecho abaixo fala numa exceção sui generis. O ministro diz que Janja “possui natureza jurídica própria” — seja lá o que isso quer dizer, já que ela não é dona nem representa uma empresa ou ente da federação. Diz o parágrafo segundo:
“II — Esta função sui generis é voluntária, não remunerada e não autoriza a assunção de compromissos formais em nome do Estado brasileiro, mas lhe atribui a capacidade de exercer, em certa medida, a representação do Presidente da República, no âmbito de uma linguagem simbólica que detém significação reconhecida à luz do costume.”
Outro ponto importante na normativa de Messias aborda o sigilo dos gastos de Janja e sua equipe mundo afora. O sétimo parágrafo fala em proteger sua intimidade:
“VII — Deve ser examinada, caso a caso, a eventual incidência de restrição constitucional ou legal de acesso às informações, como em razão de segurança ou proteção de intimidade.”
No caso de alguns destinos, Janja chegou a viajar antes mesmo da missão brasileira decolar — Rússia, Japão, Vaticano e China. Como ela carrega uma comitiva própria, com cinco assessores em média, todos empregados no Palácio do Planalto, a conta fica mais cara. Por exemplo: em fevereiro, foi a Roma participar de um evento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU). A excursão custou pelo menos R$ 260 mil — só uma parte dos gastos são públicos.
O destino preferencial do casal é Paris. A primeira-dama já passou dias na capital francesa sem o petista, segundo ela, a convite do presidente Emmanuel Macron. Em março, foi a um evento sobre nutrição; no ano passado, aos Jogos Olímpicos. Quando foi questionado sobre as viagens da mulher sem ter cargo público, Lula disse que ela “não nasceu para ser dona de casa”.
“Ela vai continuar fazendo o que ela faz, porque a mulher do presidente Lula não nasceu para ser dona de casa. Ela vai estar onde ela quiser, vai falar o que ela quiser, e vai andar para onde ela quiser, é assim que eu acho que é o papel da mulher”, disse. “A Janja tem maioridade suficiente para responder aquilo que é sério. Aquilo que é molecagem, aquilo que é fake news, aquilo que é irresponsabilidade, não precisa responder, a história vai julgar.”
Na quarta-feira, 4, Lula, Janja e sua enorme comitiva — oito ministros, senadores, deputados, seguranças e assessores — desembarcaram outra vez na França. Hospedaram-se no Hotel Intercontinental Paris Le Grand, um dos mais luxuosos do mundo, onde também ficaram em 2023. Segundo o site do jornalista Cláudio Humberto, a estadia custou R$ 1,2 milhão — a suíte tem 230 metros quadrados, cozinha privativa, quatro quartos e vista para a Ópera Garnier, fundada por Luís XIV. De lá, seguiram para Nice, no hotel Le Negresco, onde é possível escolher suíte com vista para o mar — o hotel tem restaurante com Estrela Michelin, praia privativa e limusine.
Enquanto o petista se reunia com Macron, a primeira-dama foi a um desfile de moda. O encontro com amigas estilistas foi batizado de “O Brasil criativo por natureza”. Ocorreu num dos mais caros restaurantes de Paris e, segundo o site Metrópoles, fez parte de uma série de compromissos de Janja sem o marido. Ou seja, mesmo com a avalanche de reportagens mostrando a gastança no exterior, ela deu de ombros e embarcou. Janja só reclamou que uma das convidadas repassou detalhes do evento, que pretendia manter em sigilo.

Em reportagem recente, o jornal Folha de S.Paulo listou constrangimentos causados por ela em missões diplomáticas do governo brasileiro por desrespeitar protocolos. Na Índia, foi a única acompanhante a se intrometer na reunião dos líderes do G20 — esses eventos são fechados ao público e à imprensa. Janja, contudo, não só entrou na sala como fez postagens sobre o teor do encontro nas suas redes sociais. Resumindo: ela vazou uma reunião a portas fechadas para o mundo inteiro (veja abaixo). Todas as demais 18 primeiras-damas estavam em Nova Déli, em outra agenda, preparada para elas pelos anfitriões.

Ao contrário de todos os ministros e do próprio Lula, a primeira-dama não aceita críticas a nada do que fala, nem às viagens. Ela diz ser vítima de machismo e misoginia. Na China, quando correspondentes e agências internacionais reportaram o constrangimento causado pela fala dela, a cartada do vitimismo reapareceu. Detalhe: eventos como esse no país asiático são estritamente protocolares e seguem regras rígidas — tanto que um jornalista estrangeiro questionou o motivo de ela ter achado que poderia dirigir comentários ao ditador Xi Jinping. “Vejo machismo e misoginia da parte de quem presenciou a reunião e repassou de maneira distorcida o que aconteceu”, respondeu Janja à rede de TV CNN. “Não há protocolo que me faça calar.”
O fato é que o país nunca teve uma inquilina tão cara em Brasília: da mobília e do enxoval novos no Palácio do Planalto à fatura do cartão corporativo, tudo sai do bolso do pagador de impostos. A boa notícia é que a estadia no poder tem data para acabar. Já o constrangimento para a diplomacia e a imagem tisnada vão dar mais trabalho para os próximos inquilinos resolverem.
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Essa casal já deveria de estar nos quintos dos infernos. A esperança nunca morre. Morram seus parasitas F D P.
Lula e Janja é o Brasil descendo a ladeira e envergonhando os brasileiros.
Essa malandra de porta de cadeia acha que o povo vai esquecer dessas extravagancias com o dinheiro alheio.
Temos Silvio Navarro para sempre refrescar nossa memoria.
Esperar o quê do Filho de Belzebu e de sua rameira de quinta categoria que ocupam, por ora, a Presidência da República?
o filho do Petista Usurpador já deu a definição correta dessa senhora!!
Pode repetir aqui o que o enteado dela lhe chamou? “Put@ oportunista”! Foi ele que falou, não eu!! Ou fica melhor de “marmita de presidiário” Nunca tivemos um desgoverno tão ruim, vingativo, revanchista como esse! Mas pode piorar ano que vem, seus vassalos e sabujos farão de tudo pro criminoso continuar no cargo!
No quesito ” Pior do Brasil “, a Janja é um emblema por ter ” abrido ” aos ” cidadões ” a real desimportância de uma Primeira-Dama destrambelhada, egocentrista, uma senhora de 58 anos que não respeita a liturgia do cargo. Claro que a pessoa só dá o que tem, mas a Janja é um desastre à parte. Deterioração do Desgoverno Lula 3 é em parte obra da Janja, coisa de nova rica deslumbrada, mas rica com o dinheiro do povo e não por seus próprios méritos. O outro ” Pior do Brasil” é que a USP tantos e esforçou para desmelhorar o Magistério, a Ciência e o respeito do Brasil, jornalão de São Paulo mostra que a ” USP cai em ranking internacional e deixa top 100 das melhores universidades do mundo.” Puro suco de lulismo petismo com nuances janjianas. Pobre Brasil.
Está bem de acordo com o lixo de país e sociedade que somos.
Eu não sou lixo, nunca votei nesse analfabeto. O STF que o elegeu sabemos muito bem.