As ações do Banco do Brasil estão em queda livre há semanas, demonstrando um sentimento comum entre os investidores: o sofrimento está apenas começando. Nos últimos dois meses, o valor dos papéis listados do banco público despencou em mais de 30%, após a divulgação do desastroso balanço do primeiro trimestre do ano. No dia seguinte à publicação dos resultados trimestrais, o Banco do Brasil chegou a despencar 12% em apenas um pregão.
Muitas casas de análises e bancos de investimento já cortaram suas previsões para o preço das ações, pois esperam outros semestres complicados para o BB. Isso porque a inadimplência em segmentos como o agronegócio, onde o Banco do Brasil atua como operador dominante, deve continuar aumentando, pressionando os resultados. Além disso, a aceleração da constituição de provisões e a pressão sobre a margem financeira deverão piorar o cenário. As previsões para o segundo trimestre são de uma queda superior a 30% na comparação com os primeiros três meses do ano, e quase a metade se comparado com o mesmo período de 2024.
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Raízen pode entrar em RJ?
Uma possível recuperação judicial da Raízen está sendo precificada pelos analistas da Faria Lima. A gigante dos combustíveis e do setor de açúcar está vendendo seus ativos para tentar pagar mais de R$ 34,3 bilhões de dívidas. Desde que as vendas começaram, a empresa cedeu mais de R$ 2,7 bilhões.
Entretanto, a empresa continua industrialmente sólida, e a alavancagem, atualmente em 3,2x o Ebitda, não é ainda catastrófica. As ações da empresa estão em queda livre na Bolsa de Valores de São Paulo, acumulando um prejuízo de quase 30% em seis meses.

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CADE investiga Microsoft
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) abriu uma investigação contra a Microsoft por possível abuso de posição dominante. A denúncia foi apresentada pela rival Opera, que alegou uma “vantagem injusta no segmento de navegadores” por parte da empresa de Bill Gates. Na prática, a Microsoft está sendo acusada pela empresa norueguesa de criar obstáculos ao uso de navegadores alternativos ao Edge.

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Heineken investe no Brasil
A Heineken vai inaugurar uma nova cervejaria no Brasil em 2025. A fabricante holandesa investiu meio bilhão de euros (cerca de R$ 3,2 bilhões) para construir a planta, como parte da estratégia de expansão em mercados emergentes. O anúncio ocorreu durante a divulgação dos resultados trimestrais, que mostram uma queda na receita líquida da fabricante de cerveja entre janeiro e junho, mas um aumento de volumes no segundo trimestre do ano.

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GNL no Porto do Açu
O Porto do Açu poderia se tornar um polo de importação e exportação de gás. A Gás Natural Açu (GNA) assinou um compromisso com a Nova Transportadora do Sudeste (NTS) para estudar a instalação de terminal de gás natural liquefeito (GNL) na infraestrutura marítima. O valor total da obra, que contará com uma conexão à malha integrada de gás, poderá chegar a R$ 6 bilhões.
Uma vez conectado ao Gasoduto de Integração do Norte Fluminense (GASINF), o terminal terá a capacidade prevista para movimentar até 16 milhões de metros cúbicos de gás por dia, atendendo termelétricas e novas demandas regionais, inclusive com gás extraído do pré-sal.
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JPMorgan entra no mundo dos criptocartões
O gigante bancário americano JP Morgan permitirá que seus clientes comprem criptomoedas utilizando cartões de crédito. O banco assinou uma parceria com a gigante do mundo cripto Coinbase superando a tradicional cautela que operadores financeiros consolidados demostraram até o momento com esses ativos digitais.
Graças às mudanças de legislação promovidas pelo governo Trump, que está, ao mesmo tempo, regulamentando e liberalizando o setor, os ativos digitais começaram a conquistar os gostos dos consumidores e investidores, levando grandes bancos a entrar no mercado. O mercado de criptomoedas atingiu recentemente uma avaliação de US$ 4 trilhões e deve crescer ainda mais à medida que as regras nos EUA se tornem mais definidas.

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Contas públicas vão piorar
A previsão dos analistas para as contas públicas brasileiras é unânime: o que já está ruim vai piorar. Em junho, o setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 47,1 bilhões. Um resultado pior do que a expectativa de mercado, que apontava para um déficit de R$ 41 bilhões.
Para o restante do ano, a dívida pública deverá continuar subindo, dessa vez de forma ainda mais acentuada, por causa da desaceleração da atividade econômica e da piora do resultado nominal, chegando próxima de um nível de 80% do PIB.
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Alívio no tarifaço
O tarifaço de 50% anunciado pelo governo dos Estados Unidos prevê centenas de exceções sobre produtos brasileiros exportados para o mercado americano. Com isso, a alíquota efetiva que os EUA aplicarão sobre todas as exportações brasileiras será de 30,8%, segundo os cálculos do Goldman Sachs.
Segundo o banco de investimento, o efeito do tarifaço no PIB teria um impacto negativo de 0,15 ponto percentual. Todavia, o próprio Goldman admite que esse resultado poderia ser ainda pior, e que a previsão estaria “distorcida para cima”.
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Vale e BHP na mira
A Vale e a BHP estão sendo processadas judicialmente em Londres por causa de honorários advocatícios. A Pogust Goodhead, que representa mais de 600 mil brasileiros em um processo em andamento contra a BHP sobre o desastre de Mariana de 2015, iniciou um processo para obter 1,3 bilhão de libras (cerca de R$ 6 bilhões) por não receber o pagamento de 130 mil acordos feitos entre as duas empresas e pessoas atingidas pelos efeitos do colapso da barragem.
Segundo a empresa, a BHP, a Vale e a Samarco, essa última uma joint-venture das duas gigantes, teriam pressionado os reclamantes a “fazer acordos sobre suas reivindicações por um valor muito abaixo do seu valor real”.
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A nova paixão da XP por assessorias
A XP não para de comprar partes de escritórios de assessorias de investimentos. A gigante da Faria Lima adquiriu uma participação minoritária no escritório de assessoria de investimento Inove, que detêm R$ 7 bilhões sob custódia de mais de 8 mil clientes e prevê chegar a R$ 10 bilhões até o final de 2026. Esse é o décimo acordo selado pela XP desde o começo do ano com as mesmas características. Em abril, tinha sido a vez da 3A Riva, que possui mais de R$ 17 bilhões sob custódia.

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