“José Roberto Guzzo está no auge”, afirmou Augusto Nunes em uma entrevista ao OesteCast, em abril de 2023. “É o melhor jornalista brasileiro.” A conclusão é a mesma para nove entre dez leitores. “Seus textos são de uma simplicidade enganosa”, explicou Augusto. “Parece fácil. É como se uma criança estivesse contando uma história. Você entende tudo.”
Se quisesse, Guzzo poderia ser tão rebuscado quanto os autores mais verbosos da literatura brasileira. “Mas ele escolheu escrever com essa simplicidade que só vi na obra de José J. Veiga”, observou Augusto. “Parece que está escrevendo uma história infantil — e isso é o maior dos elogios.” Era com esse didatismo excepcional que Guzzo analisava a política brasileira.
“Amava muito meu irmão, compartilhamos uma história de vida que poucos conseguiram”, escreveu Tereza Guzzo, irmã de J. R. Guzzo. “Nesses últimos anos de vida, juntamente com a Revista Oeste, ele pôde revelar toda a sua magnitude como jornalista. Pela primeira vez em sua vida, não foi empregado, e sim patrão de suas ideias e com toda a liberdade de expressá-las. Deixo aqui minha admiração pela Oeste, nesse momento difícil e delicado que o Brasil atravessa. Vamos em frente. Ainda veremos seus maiores anseios serem conquistados. Bravo, meu irmão querido e referência de uma prática jornalística da melhor qualidade”.
Guzzo deixou uma marca especial em todos os que conviveram com ele. Isso fica evidente nos textos que compõem esta edição especial. Lendo cada um desses relatos, é possível compreender a dimensão do jornalista, do mentor e do amigo que morreu neste sábado, 2 de agosto, vítima de um infarto.
Paulista da capital, Guzzo consagrou-se como diretor de redação da Veja, comandando a fase de maior crescimento da revista, que alcançaria a quarta maior tiragem do mundo. Um dos fundadores de Oeste, integrante do conselho editorial e seu principal colunista, partiu depois de contribuir decisivamente para o sucesso da revista.
Agora, a Oeste segue em frente, levando adiante o legado consolidado por Guzzo: fazer o certo, todos os dias, com responsabilidade e precisão. “Quem nos acompanha pode ter certeza de que eu, Augusto Nunes e a turma da redação continuaremos a fazer exatamente o que fazemos”, afirmou Guzzo durante o Encontro de Gigantes, em dezembro de 2024. “Não vamos mudar. Enquanto existir a Oeste, será assim.”
Boa leitura.
Branca Nunes,
Diretora de Redação




Merecida homenagem. Obrigado J R Guzzo.
Senti muito a morte dele. Teve um tempo na minha vida que imaginei algumas pessoas, pessoas que me fizerem crescer como pessoa, seriam “imorríveis e endoencíveis”. Ele era um deles.
Acompanhei o Guzzo desde 81 quando era assinante de veja. Ultra jornalistas
Certamente fará muita falta. Como assinante da revista, toda sexta ficava ansioso para ler o artigo do Guzzo, sem menosprezo aos demais colunistas que são ótimos. Vamos em frente.
Merece todas as homenagens! Perda irreparável
Deixará saudades!
Sempre estaremos do lado certo, respondeu Guzzo a Fiuza no especial da Oeste -Encontro de Gigantes-.Não queremos mudar o Brasil, apenas fazer o que já fazemos,isso nunca mudaremos.Obrigada Branca, fica a missão
Parabéns pela homenagem, Revista Oeste !