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Edição 282

A crise já chegou ao setor de serviços

E mais: sobem inadimplência, contração de seguros, investimentos no Tesouro direto e em imóveis de luxo; Embraer, iFood e Bio Ritmo querem se expandir

O setor de serviços no Brasil registrou em julho o ritmo mais intenso de contração de sua atividade em mais de quatro anos. Segundo a pesquisa IGet do banco Santander, na comparação com o mesmo mês do ano passado, julho registrou uma queda de 8,3%.

Esse foi o décimo resultado negativo consecutivo para os serviços nessa base de comparação. Um resultado que está provocando uma piora da confiança entre os empresários. Além disso, pela primeira vez em nove meses, começam a se cortar empregos, em meio à inadimplência dos clientes, alta carga tributária e esforços de reestruturação.

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Inadimplência vai subir

A inadimplência deve aumentar até o final do ano. Segundo a projeção trimestral de inadimplência de pessoas físicas, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Ibevar), em parceria com a FIA Business School, os índices têm registrado um crescimento consistente até outubro de 2025.

Para a pesquisa, a taxa de inadimplência total de pessoas físicas aumentará de 4,35% em agosto para 4,43% em outubro. Por sua vez, a inadimplência com recursos livres, que exclui operações com taxas regulamentadas e recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), terá uma elevação mais acentuada, de 6,50% para 6,58% no mesmo período.

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Brasileiro quer Tesouro Direto

O número de brasileiros que estão investindo no Tesouro Direto fora da região Sudeste, a mais rica do país, está aumentando. Segundo os dados divulgados pela Bolsa de Valores de São Paulo (B3), houve um aumento de 94% no Norte e 97% no Nordeste. O número total de investidores pessoas físicas no Tesouro Direto chegou a superar os três milhões no começo deste ano.

No primeiro semestre de 2025, o total aplicado no Tesouro Direto aumentou 19%, alcançando R$ 169,9 bilhões. Além do número de investidores, também cresceu o volume individual aplicado, com um saldo médio por CPF que aumentou 31% de dezembro a julho, chegando a R$ 2,27 mil.

O número total de investidores pessoas físicas no Tesouro Direto chegou a superar os três milhões no começo deste ano | Foto: Shutterstock

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Caminho das Índias

A Embraer está cogitando a instalação de uma fábrica na Índia. A informação foi divulgada pelo vice-presidente de Inteligência de Mercado da Embraer Defesa e Segurança, Mario Monteiro, durante o evento LIDE Brasil Índia Fórum.

A nova planta seria a consequência de uma eventual vitória em um processo licitatório na Índia, que teria o potencial de ser o maior contrato da história da Embraer. Por enquanto, a fabricante brasileira de aviões já abriu um escritório em Delhi. O cargueiro militar C-390 Millennium, ponta de diamante da tecnologia militar da Embraer, está cotado para substituir a frota de transporte de médio porte da Força Aérea Indiana.

Cargueiro militar C-390 Millennium | Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Todo o mundo quer seguro

A contração de seguros no Brasil cresceu 8,6% nos primeiros cinco meses do ano, superando os R$ 31,5 bilhões. Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), 47% do total de prêmios foi em seguros de Vida (modalidades individual e coletiva), 28% no Prestamista e 12% em Acidentes Pessoais. Na comparação com os números obtidos no mesmo período do ano anterior, as maiores altas ocorreram em prêmios de seguro das modalidades Doenças Graves (17,8%) e Vida Individual (11,6%).

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Bio Ritmo turbinada

A rede de academias Bio Ritmo, segmento premium do grupo Smart Fit, quer abrir pelo menos outras dez unidades até o final do ano, com um investimento previsto de R$ 100 milhões. Um aporte que dobrará em 2026, alcançando R$ 200 milhões. O objetivo da marca é chegar a sessenta academias em operação no país, com a meta de nacionalizar a marca.

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iFood acredita no Brasil

O iFood anunciou que investirá R$ 17 bilhões no Brasil entre abril 2025 e março 2026. Um valor superior aos R$ 10,3 bilhões investidos pela plataforma em 2024 e dos R$ 13,6 bilhões em 2025. Entre os principais objetivos da plataforma com esses recursos estão o impulsionamento do tráfego, aumento da recorrência de compras no aplicativo e ampliação dos segmentos de atuação da empresa.

O montante também será direcionado às áreas de tecnologia e inovação, como o desenvolvimento de inteligência artificial proprietária. O presidente-executivo do iFood, Diego Barreto, disse que a plataforma mantém uma perspectiva positiva sobre a economia brasileira.

iFood anunciou que investirá R$ 17 bilhões no Brasil entre abril 2025 e março 2026 | Foto: Shutterstock

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São Paulo de luxo

O mercado imobiliário de luxo não para de crescer em São Paulo. No primeiro trimestre de 2025, o segmento registrou um crescimento de 238,9% nos lançamentos em comparação com o mesmo período do ano passado. Em termos de volume, foram alcançadas 993 unidades vendidas entre janeiro e março, uma alta de 57,4% em relação ao primeiro trimestre de 2024. Segundo os dados da Brain Inteligência Estratégica, foram vendidos R$ 7,9 bilhões em imóveis de alto padrão.

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Está cada vez mais caro morar

Os preços dos imóveis residenciais continuam subindo no Brasil, tanto para venda quanto para locação. Segundo os dados do Índice FipeZAP, em julho os valores médios de venda registraram uma alta de 0,58%, superando a inflação registrada no mesmo mês do ano passado, que tinha sido de 0,45%.

No ano, a valorização acumulada chegou a 3,93% e, nos últimos 12 meses, os preços subiram 7,31%. Uma alta superior à da inflação oficial do período, estimada em 5,30% pelo IPCA do IBGE, e ao IGP-M, o chamado índice do aluguel, que acumulou 2,96%. Os imóveis de um dormitório continuam liderando as altas de preços, chegando a subir 8,54%. Uma porcentagem muito superior às altas das unidades com dois ou três quartos.

Os preços dos imóveis residenciais continuam subindo no Brasil | Foto: Shutterstock

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Está tudo bem, obrigado, diz BB Seguridade

O BB Seguridade acredita que o segundo semestre não será tão complicado. Segundo o diretor financeiro da subsidiária do Banco do Brasil, Rafael Sperendio, não são aguardadas grandes mudanças na sinistralidade do seguro agrícola. O executivo explicou que o BB Seguridade vai trabalhar o preço do seguro agrícola de maneira “um pouco mais agressiva” nos próximos meses, mas “com cautela”, diante das incertezas climáticas.

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Cai produção de carros

A produção de veículos no Brasil diminuiu 3,6% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado, totalizando 237.835 unidades. Segundo o relatório mensal da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), nos primeiros seis meses do ano a produção de veículos no Brasil cresceu 6,1%, totalizando 1,47 milhão de unidades.

Na comparação com junho, foi registrado um aumento de 15,7% na fabricação e 14,2% nas vendas, graças, em parte, ao programa de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do governo federal.

A produção de veículos no Brasil diminuiu 3,6% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado | Foto: Shutterstock

Leia também “A agonia do Banco do Brasil”

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