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Alexandre de Moraes, Luiz Roberto Barroso, Dias Toffoli e Gilmar Mendes | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Alexandre de Moraes, Luiz Roberto Barroso, Dias Toffoli e Gilmar Mendes | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Edição 289

A crise veste toga

O Brasil só voltará à normalidade quando o Supremo voltar a respeitar a lei

Até este primeiro quarto do século 21, o Brasil acreditava ter conhecido todas as formas de governo, tanto as já testadas no resto do mundo quanto bizarras invenções nativas. Desde o Descobrimento, houve um pouco de tudo. Os primeiros no comando foram os donos de capitanias hereditárias natimortas. Depois vieram o governador-geral único, a dupla de governadores-gerais (um mandava no Sul, outro no Norte) e o vice-rei. Com a chegada da Corte portuguesa, a colônia virou reino e a demência da rainha Maria I, a Louca, transferiu o poder absoluto para o príncipe regente João VI. A proclamação da Independência resultou na adoção do regime monárquico, mas D. Pedro I não demorou a distanciar-se do Brasil para garantir a uma filha o trono de Portugal. Deixou para trás um problema de bom tamanho: aos cinco anos, seu sucessor teria de esperar mais 13 para alcançar a maioridade exigida pela tradição.

Os grandes do reino resolveram aguardar a passagem do tempo com um regente no comando. Sob a alegação de que o padre Feijó, ocupante do cargo, andava espaçoso demais, trocaram a regência una pela regência trina. Como também essa ideia não funcionou, a maioridade do sucessor foi antecipada e D. Pedro II virou imperador aos 14 anos. Conteve as frequentes revoltas regionais, venceu a Guerra do Paraguai e envelhecia em sossego quando um general monarquista, Deodoro da Fonseca, resolveu proclamar a República. O imperador seria trocado por presidentes – escolhidos pela maioria do eleitorado ou beneficiados por fraudes descaradas – que, nas décadas seguintes, se alternariam com ditadores civis, juntas militares, generais ungidos pela cúpula das Forças Armadas e, depois da Constituição de 1988, candidatos vitoriosos nas urnas.

Quadro oficial de dom Pedro II e Teresa Cristina | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Quadro oficial de Dom Pedro II e Teresa Cristina | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Em matéria de forma de governo, já não falta mais nada, suspiraram milhões de brasileiros cansados de experimentos de risco. Erraram: faltava alojar no Palácio da Alvorada um homem que nunca leu um livro e não sabe escrever, e em seguida a mulher que, em cinco anos e meio, não conseguiu dizer coisa com coisa. Não é pouco. Mas parece quase nada diante da mais bizarra e desastrosa forma de governo já testada nestas paragens: a ditadura do Judiciário. Entrincheirado no Supremo Tribunal Federal, o alto comando reúne bacharéis em Direito indicados por chefes do Executivo com o aval do Legislativo. Divididos em duas categorias — os incapazes e os capazes de tudo —, transformam-se em Superjuízes quando se cobrem de negro. O decano Gilmar Mendes é o técnico do Timão da Toga. O artilheiro é Alexandre de Moraes, que age de acordo com códigos legais só existentes na própria cabeça e sonha com a transformação do país num imenso xilindró.

“Dirijo uma Vara Criminal que cuida de dois mil casos”, gabou-se Mores num palavrório para plateias amestradas. Nessa multidão de réus e indiciados, não há um único devoto de Lula, tampouco qualquer espécie de esquerdista. Só mentem, pecam e agridem alguma lei imaginária os que insistem em duvidar das acusações feitas pelo ministro a Jair Bolsonaro. O ministro faz o sinal da cruz quando pensa no seu Satã preferido. Como deixar de punir com 27 anos de cadeia um genocida, fascista, golpista, afanador de joias e assediador de baleias, fora o resto? Como não enxergar um facínora em quem ousa manifestar-se nas ruas em favor da anistia? Ninguém sabe com exatidão quantos inquéritos Moraes administra. Mas há celas e tornozeleiras eletrônicas suficientes para confiscar o direito de ir e vir até da moça do batom, do mendigo autista e de septuagenárias armadas de rosários.

O Supremo costumava ser comparado a um arquipélago formado por 11 ilhas sem qualquer comunicação entre si. Um exagero, claro. Mas o começo das transmissões da TV Justiça confirmou que as sessões no plenário não tinham parentesco com os debates na Câmara dos Lordes. As decisões eram precedidas por debates que muitas vezes desandavam em bate-bocas nada condizentes com o tratamento cerimonioso. Os insultos destoavam dos protocolares “Vossa Excelência” ou do “Eminente Colega” que abriam a frase ofensiva. Em 2012, por exemplo, no epílogo do julgamento do Mensalão, Joaquim Barbosa recomendou ao “eminente ministro” Gilmar Mendes que não o tratasse “como se estivesse falando com um dos seus capangas em Mato Grosso”. O atual decano do STF, aliás, é um brigão vocacional. Irritado com um voto divergente de Nunes Marques, repetiu numerosas vezes a frase “não haverá salvação para o juiz covarde”.

Alexandre de Moraes, Lula e Luís Roberto Barroso | Foto: Ton Molihna/Agência Brasil

Esse temperamento beligerante o expõe a réplicas especialmente rudes. Uma delas, produzida por Luís Roberto Barroso em 2018, ainda faz sucesso nas redes sociais: “Me deixa de fora desse seu mau sentimento. Você é uma pessoa horrível. Uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia. Qual é sua ideia? Qual é sua proposta? Nenhuma! É bílis, ódio, mau sentimento, mal secreto, uma coisa horrível. Vossa Excelência nos envergonha, Vossa Excelência é uma desonra para o tribunal, uma desonra para todos nós. Um temperamento agressivo, grosseiro, rude. É péssimo isso. Vossa Excelência desmoraliza o Tribunal. É muito penoso para todos nós termos que conviver com Vossa Excelência aqui. Não tem ideia, não tem patriotismo, está sempre atrás de algum interesse que não o da Justiça. Uma vergonha, um constrangimento.” Se é que houve, a TV Justiça não divulgou o contragolpe de Gilmar.

Em 2023, durante a sessão de posse de Barroso na presidência do STF, afagos verbais recíprocos avisaram que os antagonistas de 2018 se tornaram bons amigos. “O destino não poderia ter sido mais generoso com a nossa República”, começou Gilmar. “A posse de Vossa Excelência na presidência desta Suprema Corte representa galardão que coroa uma carreira jurídica de excelência”. Barroso mandou às favas as pitadas de psicopatia: “Agradeço honrado sua bela oração em nome da Corte e as palavras generosas a mim dirigidas que guardarei no coração”. A maioria do STF é contrária a qualquer tipo de anistia — para os inimigos externos. Entre os integrantes da Corte, sobra compaixão. É preciso juntar as ilhas para fortalecer a ditadura do Judiciário.

Cármen Lúcia ganhou a simpatia da bancada hegemônica graças a uma conversão tão radical quanto à vivida por São Paulo Apóstolo na estrada de Damasco. A mulher que recitou “Cala a boca já morreu” passou a defender a censura com prazo de validade e agora quer amordaçar plataformas. “É preciso impedir que 213 milhões de pequenos tiranos soberanos dominem os espaços digitais no Brasil”, delirou, reduzindo a pequenos tiranos todos os habitantes do país. “Eu cooptei a Cármen Lúcia”, jactou-se Gilmar Mendes num jantar em Cuiabá. Depois de nomear-se filha adotiva do decano, Cármen conversa diariamente com ele. Sem testemunhas por perto.

Antes da conversão, ouvi a então presidente do STF jurando ao juiz Sérgio Moro, num evento em São Paulo, que nem colocaria em votação a lei que autorizava o começo do cumprimento da pena depois da condenação em segunda instância. Fez mais que esquecer a promessa: votou a favor da mudança defendida por Gilmar. Agora, alguém só é considerado culpado depois de recusado o último recurso apresentado à última instância. Foi graças a essa esperteza que Lula saiu da cadeia onde descansava havia 500 dias. Para seguir expandindo os poderes do Judiciário, os conspiradores togados precisavam de um candidato com chances de impedir a reeleição de Bolsonaro. Precisavam de um Lula. 

Autor do histórico voto que implodiu o monumento à fantasia, Luiz Fux sangrou a árvore envenenada plantada em 14 de março de 2019, logo no início do governo Bolsonaro. Naquele dia, o então presidente do STF, Dias Toffoli, abriu de ofício — sem ter sido provocado pelo Ministério Público, a polícia ou qualquer parte interessada — o Inquérito 4.781, ou Inquérito das Fake News, apelidado de Inquérito do Fim do Mundo pelo ministro aposentado Marco Aurélio Mello. Também à revelia das normas do tribunal, que determinam tais escolhas por sorteio, Toffoli entregou a Alexandre de Moraes o cargo de relator do inquérito instaurado “com o objetivo de investigar a existência de notícias fraudulentas (fake news), denunciações caluniosas e ameaças contra a Corte, seus ministros e familiares”. Menos de um mês depois, em 11 de abril de 2019, a revista Crusoé publicou trechos do depoimento em que Marcelo Odebrecht, delator da Operação Lava Jato, revelava o codinome utilizado para se referir a Dias Toffoli dentro da empreiteira: “o amigo do amigo de meu pai”.

 Três dias depois, Alexandre de Moraes ordenou que os sites da Crusoé e do Antagonista — que também havia divulgado a descoberta — eliminassem o material publicado, para livrar-se da multa diária de R$ 100 mil. A repercussão negativa provocou o recuo dos censores togados. Mas a contraofensiva não demorou. Em 29 de abril de 2020, o relator Moraes suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal, sob a alegação de que Bolsonaro pretendia usar uma instituição que não é um órgão de inteligência do governo para obter informações de maneira ilegal. O presidente errou ao piscar primeiro. Moraes avançou sem resistências sólidas até o surgimento da Vaza Toga. Há algumas semanas, o antigo subordinado Eduardo Tagliaferro vem divulgando provas dos métodos criminosos usados pelo ministro e um juiz auxiliar para forjar provas que incriminem inocentes. O feroz inquisidor evita comentar o caso e continua à caça de motivos para punir a testemunha que vem resgatando a verdade. É ele quem precisa de álibi.  

Em 2024, quando comandou o TSE, Cármen Lúcia compreendeu que seria impossível repetir o desempenho do antecessor nos mais de 5,5 mil municípios brasileiros. Em 2022, Moraes batera o recorde brasileiro de abuso de poder com as ações ilegais concebidas para inibir, constranger, intimidar ou punir veículos de comunicação, jornalistas, candidatos e empresários que não se dobravam a avisos e ameaças. O STF e o TSE agiram como partidos políticos e influenciaram fortemente os resultados da disputa. Como reprisar tais crimes nos milhares de municípios brasileiros? Melhor deixar por conta dos juízes das cidades as questões eleitorais. Resultado: a apuração dos votos consumou-se em clima de tranquilidade, foram eleitos os mais votados, que tomariam posse sem sobressaltos. A mudança para melhor deveu-se ao retraimento dos dois tribunais que haviam tumultuado as eleições anteriores. Basta esse exemplo para identificar os responsáveis pela insegurança jurídica e política que atormenta o Brasil. O país só voltará à normalidade quando o Supremo reaprender a respeitar a lei. A crise veste toga.

Os ministros do STF Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, Luiz Inácio Lula da Silva e o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, durante a solenidade comemorativa ao Dia do Soldado, em 2024, Brasília | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Leia também “O picadeiro da ONU”

26 comentários
  1. Mucio Ricardo Caleiro Acerbi
    Mucio Ricardo Caleiro Acerbi

    Mestre Augusto Nunes sempre perfeito. Que aula de historia e de direito. Pena que os deuses supremos não tenham a coragem de ler e se deleitar.aprendendo com o mestre. Mas nunca é tarde. Vistam as sandálias da humildade.

  2. Sandra A. Hipolito
    Sandra A. Hipolito

    Ainda acho cedo pra ter assinatura VITALÍCIA, quando temos um DELTAN/ NOVO/ AMOEDO , que deseja reassumir com Moro/ PSDB uma decisão que por traz temos ALCKMIN E ALEXANDRE MORAES. E PERDIDA MAIS NAO MENOS ESTRATEGICA COMO DELTAN, MAIS RAIVOSA QUANTO CARMEM MANIPULAVEL E MANIPULADA a CRISTINA , que vinha a frente da revista , mais ambicionou demais . ENTROU NO JOGO DAS ELEIÇÕES, MAIS NAO CONHECE O JOGO E MUITO MENOS as pedras. PORQUE O PARTIDO QUE NAO O SEU A ESTA APOIANDO!?, querem suas ideias , não querem como BOLSONARO somente seus votos, ou seja, seu legado.

  3. Luiz Paulo de Deus Quadros
    Luiz Paulo de Deus Quadros

    Perfeito mestre Augusto. E o que estamos vendo hoje é, parte do nosso STF, guardião da Constituição, considerar a parte que não lhe interessa ou contraria inconstitucional.

  4. Daniel BG
    Daniel BG

    Excelente artigo!
    O PowerPoint da Lava Jato que aponta toda a sujeira para Lula está mais válido que antes.
    Lula é famoso. Lula é bandido famoso. É criminoso sim. E seus bacharéis dentro do STF também o são, assim como os “periféricos”, sempre dispostos a darem continuidade às incompetências. Uns incompetentes e assassinos, pois matam as reputações daqueles adversários menos poderosos, porém mais capazes.

  5. Sandra A. Hipolito
    Sandra A. Hipolito

    E de posse de todas essas informações, não são fake, nem estória , e a realidade HISTÓRICA. Temos somado a isso um congresso ( Câmara e senado)inoperante conhecido como ou frouxo ou RABO preso e a teoria do BOLSONARO , que conseguiremos derrubar tudo isso sem derramamento de sangue, o que já vimos que FIGUEIREDO tinha razão, sem sangue não os tiraremos, então alguns dão o sangue pra que outros garantam a destruição e o BOLSA DITADURA, BOLSA FAMÍLIA.., enquanto petralhas , “artistas” ou ” intelectuais” consigam junto a FARIA LIMA, MILÍCIA Aseu status quo.
    PEDIMOS AJUDA A TRUMP E A DEUS. E AMBOS PARECEM PRONTOS A NOS AJUDAR.MAS DEUS ACIMA DE TUDO E DE TODOS, nos deixando aprendizado, que temos dificuldade de entender, tudo a seu TEMPO.

  6. Lourival Nascimento
    Lourival Nascimento

    Não há normalidade democrática e institucional em um país, onde a Corte que deveria proteger a Constituição, conforme assentado no Artigo 102 dela, assume poderes desmedidos baseados no autoritarismo, ativismo, Processo ilegais, rasgares constantes da Constituição a depender do enchimento do alforje do freguês da vez, não é JUSTIÇA digna do termo, mas JUSTICIALISMO à moda Perón. O STF é a raiz, a gênese, o único culpado pelo DESARRANJO moral, institucional e absoluta insegurança jurídica que se abate sobre o país. O STF está tão confortável em sua posição DITATORIAL, que sequer presta a atenção nas próprias iniquidades. É o mesmo STF onde o mesmo Ministro Moraes chancelou a obtenção de provas por meios ILEGAIS e FRAUDADAS de causarem espanto em Xi, Kim, Ortega e graúdos integrantes do próprio REGIME. Como entender uma Suprema Corte que se tornou, por determinação dela mesma, natural que esposas, esposos, filhos, parentes de qualquer grau sanguíneo ou afetivos, advoguem em Processos que estão sob a guarda dos mesmos Ministros que vão julgá-los? O Judiciário da DINAMARCA é tido como o mais transparente do mundo real, coisa que os Ministros do STF sequer imaginam o que isso seja. Vamos a casos concretos. A sortuda, embora comum advogada Roberta Rangel ” atuou ” em Processo da notória JBS do notório Wesley Batista numa pendenga de R$ 10,3 BILHÕES DE REAIS, que apenas por ” coincidência “, o Processo estava sob a prestimosa guarda do Ministro Toffoli, que por outra coincidência, é marido da sortuda advogada Dona Roberta. Considerando que a média de honorários no DF, endereço do STF, é de 25%, Dona Roberta Rangel, esposa do Ministro Toffoli ficou mais RICA R$ 2.575.000.000,00 ( dois bilhões quinhentos e setenta e cinco milhões de reais) uma merreca para a notória JBS do notório Wesley Batista dono da JBS. Tem mais. Quando da implantação da telefonia 5G no Brasil, a sorte mais uma vez sorriu à Dona Roberta Rangel, esposa do Ministro Toffoli, pois ela foi contratada por 120 MIL REAIS mensais pela EACE, entidade jurídica criada a partir do Leilão do serviço 5G. Mas é o mesmo modus operandi que tornou BILIONÁRIA a também sortuda advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do Ministro Alexandre de Moraes. Dona Viviane, tão sortuda que é, foi indicada, vejam bem, pelo ex Presidente Michel Temer para defender o enroladíssimo Daniel Vorcaro dono do Banco Master, para ” atuar ” na obscura venda do Master para o BRB. Uma causa desse porte, segundo conhecido Jaó que advoga no Planalto Central, os honorários e penduricalhos podem chegar a BILHÕES DE REAIS, pois a operação está eivada de obscuridades, inconsistências contábeis morais e matemáticas altamente controversas. Mas que senhoras de sorte, hein? Vamos ao mundo real, apartado das ” coincidências ” que tornam BILIONÁRIOS parentes, aderentes, filhos/filhas cônjuges e afilhados de Ministros do STF, do CNJ, STF, STJ. Além das sortudas senhoras Viviane e Roberta, eis que surge o advogado Enrique Lewandowski, filho do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que com outros dois advogados se reuniram, em dezembro do ano passado, com o então presidente do órgão, Alessandro Stefanutto, na condição de procuradores de uma entidade investigada por fraudes em descontos em benefícios de aposentados.” O também advogado Astrogildo de Zé da Pedra, que nasceu em Ibiratinga, na Bahia, tem Pós Doutorados em Direito Penal, Civil, Tributário, Imobiliário, Eleitoral, Trabalho, Digital e Ambiental, mas qual seria a chance de SUCESSO do Doutor Astrogildo de Zé da Pedra, se tanto nas causas da JBS e da EACE do Leilão do 5G, e no roubo dos aposentados do INSS, quando do outro lado teriam as sortudas senhoras Roberta Rangel, Enrique Lewandowski e Viviane Barci de Moraes? Nenhuma, é claro! Isso pode ser qualquer geringonça, estrovenga, ativismo, compadrio, irracionalidade, menos JUSTIÇA.

    1. Manfred Trennepohl
      Manfred Trennepohl

      Excelente análise, expondo o nível de imoralidades em que se transformou, o assim chamado, Supremo Tribunal Federal. Parabéns!

    2. Sandra A. Hipolito
      Sandra A. Hipolito

      Ótimo resumo do que tornou o JUDICIÁRIO , NESSA DÉCADA NESSE MILÊNIO,ANTES TÃO RESPEITADO. AGORA COMO TRAZER ISSO A TAL NORMALIDADE , SÓ HOMENS DE CORAGEM OU DEUS. REFORMULAR DO NOME ( DE SUPREMO DE FRANGO PRA CORTE E A TROCA DOS MEMBROS.)

  7. Andre Luiz dos Santos
    Andre Luiz dos Santos

    “Trocaram a regencia una pela trina” – nao é ao contrário?

    📜 Regências do Brasil (1831–1840)
    1. Regência Trina Provisória (abril a junho de 1831)
    Francisco de Lima e Silva
    Nicolau Pereira de Campos Vergueiro
    José Joaquim Carneiro de Campos (Marquês de Caravelas)
    2. Regência Trina Permanente (1831 a 1835)
    Francisco de Lima e Silva
    João Bráulio Muniz
    José da Costa Carvalho
    3. Regência Una de Feijó (1835 a 1837)
    Diogo Antônio Feijó (padre e político liberal)
    4. Regência Interina de Araújo Lima (1837)
    Pedro de Araújo Lima (assumiu após a renúncia de Feijó)
    5. Regência Una de Araújo Lima (1838 a 1840)
    Pedro de Araújo Lima (confirmado como regente definitivo; mais tarde tornou-se Marquês de Olinda)1.

    1. Sandra A. Hipolito
      Sandra A. Hipolito

      E não adianta querer a MONARQUIA , DEPENDE DE FILHOS HOMENS JA QUE MULHERES NO PODER TEM SE MOSTRADO QUE A TPM A FAZ TER ALTERACOES INFUNDADA E AINDA SAO MANIPULÁVEIS. NÉ NAO DILMA, CARMEM LUCIA OU VIDE CONGRESSO( misto de mulheres manipuladas, gays ou são por oportunidade ou por vaidade , homens nada evidência melhoras, mais que as manuseia, as usam muito bem. CARATER INDEPENDE DO SEXO.

  8. Joaquim Días do Nascimento Júnior
    Joaquim Días do Nascimento Júnior

    A crise institucional brasileira é antiga, apenas se renova de tempos em tempos. Agora é a oligarquia do Judiciário quem está dando as cartas, tanto que mandou um ladrão a presidencia para punir um gestor honesto. Um imbecil, estagiário, nomeado por um analfabeto, quando presidiu uma corte, resolver comenter a insanidade de cirar um inquérito do fim do mundo entregue a outro imbecil mais alfabertizado, porém com grandes chances de ser diagnosticado como psicopata altamente perigoso sujeito a camisa de força. O mais alto tribunal do país é atualmente composto pelo que de pior se pode encontrar no mundo jurídico, o problema que tais pessoas contam com quem os indica e quem os sabatina. Assim caminhamos de forma completamente dissociada da realidade do país, vivendo a bolha dos donos do poder.

  9. Mauro Noce
    Mauro Noce

    Excelente !! Infelizmente o Senado aprova qq imbecil inficado pelo Presidente Ele é cumplice da ditadura que estamos sofrendo,

  10. Marco Aurélio Oliveira De Farias
    Marco Aurélio Oliveira De Farias

    Um presidente da república, nomear para o STF, seu advogado pessoal e o senado aprovar é algo fora da ética em qualquer país sério do mundo.

  11. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Augusto Nunes fez uma lavação de roupa suja como esse STF e TSE jamais imaginou. A máquina de lavar ultramoderna a roupa sai engomada. Depois de uma reportagem dessa a corte desmorona com as vísceras expostas. Insustentável numa democracia

  12. Josenildo Nascimento Melo
    Josenildo Nascimento Melo

    Excelente. Uma obra prima. Aproveito os intervalos de estudos, pois gosto bastante de estudar; pra ler completamente a edição semanal da preciosa Revista Oeste. É a arte de escrever. Quem da velha mídia ler um texto desses não sente vergonha de “trabalhar na imprensa estatizada”? Muito mais pessoas precisam URGENTEMENTE ter acesso a artigos escritos “com mãos divinas”. Augusto Nunes é uma referência intelectual. Com certeza deve ser um “devorador de livros”. Em um país que não ler é uma benção dispor de Oeste. Cada pessoa neste mundo deveria no mínimo ler três livros por mês. Sigam o exemplo dos Jornalistas da Conceituada e Influente Revista Oeste. Quem lê tem com certeza uma visão diferenciada do que a velha mídia anda deseja impor. Não vencerão; o mundo mudou. É século XXI. Excelente texto. A Revista Oeste deve ser oferecida de presente aos bons amigos e amigas. Ajudem este primoroso veículo de comunicação!

  13. Jose Cesar Rosa
    Jose Cesar Rosa

    Maravilha de texto. Histórico, pena que em 500 anos não encontramos o caminho de uma nação próspera.

  14. Jorge Guimaraes Caldeira Filho
    Jorge Guimaraes Caldeira Filho

    Grande Augusto Nunes, seu texto me fez lembrar de o Alienista de Machado de Assis. Tristeza oelo Brasil.

  15. Luciano Espinheira Fonseca Junior
    Luciano Espinheira Fonseca Junior

    Caro Augusto, não nos esqueçamos que o golpe que derrubou D. Pedro II, foi patrocinado pela auto-denominada “República de Itu” que nos brindou com a República Velha; à época, as eleições presidenciais eram uma piada; jogo de cartas marcadas, entre políticos de SP/MG. Era uma democracia de araque, que só fez mal ao país. A vinda de Getúlio, apesar dos excessos que cometeu, foi um sopro de renovação; governou para o país e o modernizou. A tragédia atual faz parte de um acordo entre os oligarcas do sistema financeiro e os canalhas sindicalistas; simples assim. E o povo que se lixe!!!

  16. Antonio Luiz Menegassi
    Antonio Luiz Menegassi

    Maravilhosa matéria!
    Triste sina essa nossa!

  17. DONIZETE LOURENCO
    DONIZETE LOURENCO

    A República carece de proclamação, ela foi apenas anunciada por Deodoro.

    1. Capt Gottlieb
      Capt Gottlieb

      Sou muito idoso e não faço política partidária. Porém sinto-me triste e frustrado ao ver que o STF e até algumas instâncias inferiores estão desacreditados pela maioria do povo brasileiro. Uma nação sem segurança jurídica não prospera. Pouco importa ao juíz justo se o réu é de direita ou esquerda. O que realmente importa é a Lei, principalmente a Lei Maior (Constituição Federal). Este artigo de Augusto Nunes é um primor e merece aplausos, mas faltou dizer que se magistrados passaram a ignorar a Lei Maior foi porque tiveram uma boa quantidade de cúmplices no poder legislativo, executivo, empresários poderosos e por aqueles que têm armas de guerra nas mãos. Não vejo a curto e médio prazo como fazer a Lei valer novamente. Triste!

  18. Luzia Helena Lacerda Nunes Da Silva
    Luzia Helena Lacerda Nunes Da Silva

    A História do Brasil destes tempos nebulosamente tenebrosos está registrada para sempre aqui, nesta sua matéria impecável.

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