A náutica brasileira corre o risco de desaparecer por causa do aumento brutal da carga tributária a partir de janeiro de 2026. Com o começo da implementação da Reforma Tributária, as lanchas, iates, navios de passeio e até mesmo jet-skis fabricados no Brasil estarão sujeitos ao Imposto Seletivo (IS), conhecido como o “imposto do pecado”. Além disso, começará a incidir o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) sobre essas embarcações, anteriormente isentas.
Por último, com o fim da concorrência fiscal os Estados não poderão mais levar adiante programas de incentivo para fabricantes. Como o Pró-Náutica, criado pelo governo de Santa Catarina em 2009 para a indústria de embarcações de esporte e recreio, com o objetivo de estimular o crescimento do setor e posicionar o Estado no mercado internacional.
O programa prevê benefícios como redução do ICMS para até 3,5% e diferimento do imposto sobre matérias-primas e máquinas, além da equiparação da alíquota de embarcações à de veículos. E favorece a implementação no Estado de dezenas de novos estaleiros, brasileiros e internacionais, transformando Santa Catarina em um polo de construção naval. Hoje o setor náutico catarinense conta com quase mil empresas, representa 70% da produção nacional e gera cerca de 400 mil empregos diretos e indiretos, um quarto dos quais concentrados em Itajaí.
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Fabricantes se preparam para o pior
Segundo o presidente de um importante estaleiro internacional, que preferiu se manter anônimo, se a situação não for modificada o aumento da carga tributária sobre os navios fabricados no Brasil é estimado entre 20% e 30%. “Um ônus insustentável que vai prejudicar a operação”, explica “Se isso se concretizar, muitas fábricas fecharão em poucos meses. O que farão nossos funcionários e suas famílias?”.
O executivo lembrou que antes da chegada dos estaleiros, Itajaí era uma cidade muito mais pobre. Quinze anos depois, tornou-se um dos centros urbanos mais prósperos do País. “As mudanças são visíveis: novos prédios, restaurantes, shoppings, lojas. A cidade ficou mais rica graças à náutica. Agora tudo isso pode acabar”, disse. “Quando outros países tentaram aumentar a carga tributária sobre o setor o resultado foi sempre o mesmo: um fracasso retumbante. Os proprietários transferiram suas embarcações para outros portos, fábricas fecharam, empresas de serviços desapareceram. Quando os governos perceberam o erro, não adiantou revogar os impostos, era tarde, o setor não existia mais. Já vimos esse filme”.
Além dos estaleiros, serão duramente prejudicadas todas as empresas que atuam na manutenção das embarcações, as marinas, as terceirizadas, os fornecedores de serviços. A maioria esmagadora delas é de empresas familiares.

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Tentando reagir
O setor está se organizando para sensibilizar o Congresso Nacional ao perigo representado por essa bomba tributária prestes a chegar. Em julho foi criada a Frente Parlamentar da Economia do Mar – Setor Náutico, liderada pelo senador Esperidião Amin (PP-SC). O objetivo é evitar o fechamento de fábricas e a perda de empregos, o que prejudica um setor tão pujante da economia brasileira.
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Drible no tarifaço
A WEG realizará um investimento de US$ 77 milhões em sua fábrica de transformadores especiais nos Estados Unidos, ampliando em 50% a capacidade de produção da unidade. O investimento na instalação, localizada na cidade de Washington, no Estado de Missouri, mira reforçar a produção de transformadores, equipamentos que desempenham um papel fundamental no suporte à expansão da produção industrial e dos data centers nos EUA, além de conferir maior estabilidade à rede elétrica local.
O projeto prevê ainda implementação de processos automatizados e robotizados e deve fortalecer a posição da WEG em segmentos estratégicos, críticos para a expansão da infraestrutura elétrica nos EUA. A WEG, grande exportadora de produtos metalúrgicos, foi uma das empresas mais atingidas pelo tarifaço anunciado em julho pelo governo americano.

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Vendas de café em queda
As vendas de café no varejo caíram 5,41% no acumulado de janeiro a agosto de 2025, em comparação ao ano passado. Segundo os dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o volume comercializado em 2025 até o oitavo mês do ano somou 9,56 milhões de sacas de 60 quilos. O Brasil é o segundo maior consumidor global da bebida, atrás dos EUA, além de ser o maior produtor e exportador global de café. Apesar de os preços terem caído em agosto pelo segundo mês consecutivo, segundo dados do IPCA, o indicador ainda apontou uma alta de quase 40% no acumulado do ano.
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Alibaba terá data centers no Brasil, na França e na Holanda
O gigante chinês de tecnologia Alibaba expandirá sua base global de data centers com instalação de centrais de processamento de dados no Brasil, na França e na Holanda. Atualmente, a empresa conta com 91 data centers em 29 regiões do mundo, mas quer aumentar sua infraestrutura física para incrementar a capacidade de processamento de dados necessários para desenvolver sua própria inteligência artificial.

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Brigas, tributos e varejo
O Assaí pediu o bloqueio das ações do Grupo Pão de Açúcar (GPA), de propriedade do grupo francês Casino, seu ex-controlador. A razão da briga são possíveis dívidas tributárias antigas, que chegam a R$ 36 milhões, e que estão sendo cobradas pela Receita Federal e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). O Assaí alega que não pode ser responsabilizado por passivos anteriores à cisão com o GPA, ocorrida em 2020.
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Menos aço
As vendas de aços planos por distribuidores do Brasil registraram queda de 2,4% em relação a julho, somando 337,4 mil toneladas em agosto. De acordo com dados do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), na comparação com o mesmo mês do ano passado, as vendas encolheram 3,6%. As importações tiveram queda de 5,7% em agosto ante julho, com volume total de 241,4 mil toneladas. Perante agosto do ano passado, as compras do exterior registraram retração de 16,2%.

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Embraer quer combustível sustentável
A Embraer vai acelerar estudos para que suas aeronaves possam voar com combustível de aviação sustentável (SAF, na sigla em inglês), inteiramente de origem renovável, sem mistura com combustíveis fósseis. A fabricante de aviões comprou um lote 100% SAF da empresa de combustíveis Vibra, que será usado para intensificação de testes “em torno da reação de diferentes materiais presentes nos aviões durante o contato prolongado com o biocombustível”. Atualmente, as aeronaves da fabricante brasileira são compatíveis com uma mistura de até 50% de SAF, combustível com potencial para reduzir emissões de carbono na indústria aeroespacial em até 80%.
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Com relação a taxação no segmento náutico além de comprometer o futuro dos negócios deste segmento creio que não deve demorar muito para começarem a permitir a entrada de produtos chineses isentos assim como fizeram com os automóveis. O objetivo desta gente é bem claro, destruir o país e o nosso parque industrial.