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Edição 288

Turbulências da Oncoclínicas

E mais: Petrobras cada vez mais africana; Medley disputada; Bolsa 24h; Terras raras em Minas Gerais; Se a Raízen vender, a Vitol quer comprar; Correios vendendo passagens; Aluguéis não param de subir; Natura menos Avon; Pequenos negócios sofrendo; Galápagos de olho no mercado imobiliário dos EUA

A gigante do tratamento oncológico Oncoclínicas enfrenta uma tempestade financeira. O grupo queimou cerca de R$ 570 milhões em caixa operacional apenas no segundo semestre, o que elevou o tamanho de sua dívida líquida para a marca de R$ 3,9 bilhões. A empresa aprovou um aumento de capital de R$ 2 bilhões para tentar fazer frente à situação, mas a decisão ainda deverá passar pela aprovação dos acionistas, que deverão ser diluídos. A condição da empresa é tão grave que vários bancos e casas de análise financeira suspenderam a cobertura das ações da Oncoclínicas até nova ordem.

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Petrobras cada vez mais africana

A Petrobras comprou uma participação de 27,5% no consórcio do bloco 4 de São Tomé e Príncipe, que vai compartilhar com as petrolíferas Shell, Galp e ANP-STP. A estatal brasileira atua no país africano desde fevereiro de 2024, quando adquiriu 45% de participação nos blocos 10 e 13, e 25% de participação no bloco 11. O objetivo da Petrobras é adquirir campos de petróleo em países africanos para aumentar a quantidade de reservas, pois a produção da estatal deverá diminuir a partir de 2030. A petrolífera já manifestou interesse na compra de poços em Angola, na Namíbia e na África do Sul.

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Medley disputada

A decisão do grupo francês Sanofi de colocar à venda os ativos da Medley está atraindo muitos interessados. Pelo menos quatro farmacêuticas nacionais — EMS, Aché, Hypera e União Química — devem fazer propostas pelo laboratório, que possui forte atuação em genéricos de referência. Os franceses pedem cerca de US$ 1 bilhão pela Medley. A previsão é de que a venda ocorra até o início de 2026.

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Bolsa 24h

A Bolsa de Valores de São Paulo (B3) poderá ter uma negociação non-stop. O presidente-executivo, Gilson Finkelsztain, explicou que a companhia trabalha com o Tesouro Nacional para lançar no início de 2026 a possibilidade de negociação de títulos públicos durante as 24 horas do dia. Atualmente, é possível comprar títulos do Tesouro Direto apenas entre 9h30 e 18h.

Bolsa de Valores de São Paulo (B3) poderá ter uma negociação no-stop | Foto: Shutterstock

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Terras raras em Minas Gerais

A mineradora australiana St George Mining anunciou uma grande descoberta de terras raras de alto teor e nióbio em seu Projeto Araxá, na cidade de mesmo nome em Minas Gerais. O achado ocorreu em uma área localizada cerca de um quilômetro a leste do recurso mineral atual. As concentrações de ímãs e terras raras são maiores do que a estimativa de recurso mineral. Os minerais encontrados incluem samário, usado na produção de ímas-cobalto que podem ser aplicados na fabricação de equipamentos militares como jatos F-35.

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Se a Raízen vender, a Vitol quer comprar

A necessidade de desalavancagem da Raízen poderá levar à venda de seus ativos na Argentina. E já teria comprador interessado. A Vitol, gigante multinacional do transporte de combustível, poderia desembolsar US$ 1,5 bilhão para ficar, entre outras coisas, com uma refinaria no país vizinho. O endividamento da Raízen é astronômico, beirando os R$ 50 bilhões, e a empresa precisa vender algo para reduzir especialmente o custo dessa dívida, que todos os anos chega quase aos R$ 7 bilhões por causa dos juros.

Raízen
Raízen poderá levar à venda de seus ativos na Argentina | Foto: Divulgação/Raízen

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Correios vendendo passagens

Os Correios começaram a vender passagens rodoviárias para todo o país em suas agências próprias nos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. A iniciativa está dentro do Programa Roda Mais, desenvolvido pela fintech Buspay. O serviço já vinha sendo utilizado em casas lotéricas, mas agora será possível comprar passagens interestaduais nas agências dos Correios.

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Aluguéis não param de subir

Os aluguéis voltaram a crescer acima da inflação. Segundo o índice FipeZAP, foi registrado um aumento médio de 0,66% nos preços de locação residencial. Muito maior do que os índices de inflação IPCA/IBGE (-0,11%) e IGP-M/FGV (+0,36%). O resultado interrompeu a sequência de desaceleração dos preços de locação, superando as variações dos três meses anteriores: maio (+0,59%), junho (+0,51%) e julho (+0,45%).

Aluguéis voltaram a crescer acima da inflação | Foto: Shutterstock

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Natura menos Avon

A Natura vendeu a holding dos negócios da Avon Internacional. A empresa de investimentos americana Regent vai adquirir o controle pelo valor nominal de 1 libra esterlina. No entanto, os pagamentos adicionais podem chegar a £ 60 milhões, com base em resultados futuros. No começo desta semana, a Natura já havia anunciado que conseguiu vender as operações da Avon na América Central e na República Dominicana, como parte do processo de reestruturação da companhia. A Natura comprou a Avon em 2019, mas a operação nunca se mostrou um bom negócio para a brasileira.

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Pequenos negócios sofrendo

A atividade econômica dos pequenos negócios desacelerou em agosto. A informação foi divulgada pelo Índice SumUp do Microempreendedor (ISM). O indicador atingiu 100,18 pontos, resultado que representa uma queda de 1,45% em relação a julho e de 9,97% na comparação com agosto de 2024. Segundo a SumUp, a retração do ISM entre julho e agosto está ligada a fatores sazonais, pois agosto tradicionalmente apresenta menor dinamismo após o impulso das férias escolares do mês anterior. Já a queda em comparação ao ano passado pode ser atribuída aos juros mais altos de 2025, que restringem o crédito e o consumo e influenciam negativamente as empresas.

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Galapagos de olho no mercado imobiliário dos EUA

A Galapagos Capital entrará de vez no mercado imobiliário de luxo dos Estados Unidos. A gestora brasileira investirá em um condomínio em Miami e planeja injetar US$ 40 milhões para financiar três empreendimentos imobiliários nos EUA ainda em 2025. A Galapagos está atenta a oportunidades nos estados da Flórida, Carolina do Sul, Carolina do Norte e Texas.

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“Empresários, não sejam covardes”, diz Tallis Gomes

“O extremista ideológico não quer trabalhar. Ele quer ressignificar a empresa até ela deixar de existir”. Assim o empresário Tallis Gomes, 38, lançou no último domingo a campanha “Demita Extremistas”. Mobilizando os mais de 1,8 milhão de seguidores nas redes sociais, Gomes publicou um vídeo no qual incentiva empresários a demitir “pessoas que comemoram a morte de inocentes, que vibram com destruição ou espalham ódio moral”, em referência à morte do ativista conservador americano Charlie Kirk, ocorrida no dia 10 de setembro.

Em entrevista a Oeste, Gomes explica as razões dessa campanha, que já levou à demissão de várias figuras profissionais que celebraram a morte de Kirk nas redes sociais. “Precisamos de um ponto de virada para que esse tipo de tragédia nunca mais ocorra. Quem desumaniza quem pensa diferente deve ser expulso das empresas. Deve responder pelos seus gestos”, diz Gomes. O mineiro, fundador da EasyTaxi e da G4 Educação, fez um apelo para os empresários brasileiros: “Não sejam covardes e atuem com coragem para mudar o país. Esse é o seu papel”, disse. Confira os melhores trechos da entrevista:

Empresário Tallis Gomes, 38, lançou no último domingo a campanha “Demita Extremistas”. | Foto: Reprodução

Como surgiu a ideia da campanha “Demita Extremistas” e como isso evoluiu nos últimos dias?

Essencialmente, eu fiquei muito desconfortável quando vi o vídeo do Charlie Kirk sendo assassinado. Os filhos correndo pra ele gritando “Daddy, daddy, daddy”. Desesperados chamando o pai. Aquilo sintetizou o que a política de ódio produz na vida real. Essa política de ódio está produzindo crianças órfãs. Não estamos mais falando de um debate acalorado. Isso é a barbárie. Eu estou farto de viver nesse Brasil onde qualquer conservador é taxado de fascista, de nazista. E esse rótulo desumaniza as pessoas e legitima a violência contra quem pensa diferente. Já atravessamos o Rubicão. No final do dia, o “Demita Extremista” é o basta de homens e mulheres de bem no País que não querem aceitar a normalização da celebração da morte. Eu sinto que o mundo inteiro tomou nota da morte de Kirk. Com esse crime houve um rompimento de um pacto civilizatório. Eu, como um dos líderes dessa sociedade, não posso tolerar isso.

Você acha que, desse jeito, quando as pessoas começarem a sentir no bolso as consequências do extremismo na vida real, essa turma vai mudar de opinião ou são incorrigíveis e representam problemas para a sociedade com os quais teremos que conviver por muito tempo?

A corrosão da alma da sociedade tem, pelo menos, três séculos. Desde o Iluminismo. A gente não vai resolver esse problema moral em uma campanha só, que eu estou puxando, ou que o Nikolas Ferreira está. Mas é um grito de “basta”. Talvez isso leve mais gente a usar as virtudes cardeais como a coragem, que está me guiando nessa campanha. Espero que outros empresários também do meu porte, de grandes empresas, líderes empresariais, digam um basta e ajam como aristocratas e não como oligarcas. Então, eu acho que esse é o começo. Eu não acho que necessariamente vai ter uma mudança profunda agora, mas pelo menos está havendo algo que nunca houve, desde a Revolução Cultural, que é um contra-ataque dos homens e mulheres de bem desse país.

Nas últimas eleições vimos um número cada vez maior de brasileiros que começam a se identificar abertamente como conservadores e liberais. Não têm mais vergonha ou medo como no passado. Começam a atuar nas empresas. O clima está mudando no Brasil? Como você vê os próximos 20, 30 anos?

Eu estou muito animado com o que vi com as novas gerações. Sou doador da Fundação Estudar, onde existe o Programa Preparatório para mandar jovens para faculdades de elite nos Estados Unidos e na Europa. São literalmente gênios. E conversando com eles fiquei muito surpreendido. A maioria se identifica com valores conservadores. Mas isso é algo que está acontecendo com uma certa frequência. Quando eu chego na missa, ou no restaurante, muitos adolescentes se aproximam de mim, pedindo pra tirar foto, falando que eu sou um ídolo. Quando pergunto de onde me conhecem, eles respondem que assistem meus vídeos no TikTok. E eu nem TikTok tenho. São cortes de outras pessoas pegando falas minhas de 15 anos atrás ou mais, falando coisas e os jovens se identificando comigo. Então, eles estão se identificando com um homem conservador nos costumes e liberal na economia, que é o que eu sou.

Essa nova geração veio com um chip diferente. Mais cristã. Mais conservadora. A Revolução Cultural criou uma deturpação tão grande na humanidade que a janela de Overton se deslocou muito rápido para um lado onde todo homem e mulher que não defende o absurdo é “fascista”. E essa banalização do termo fascista assassinou o Charlie Kirk. Todo mundo, e repito, todo mundo, sem exceção, que chama homens e mulheres de bem de fascistas, pelo único motivo de discordar deles, tem o sangue de Charlie Kirk em suas mãos. Pois esse jeito de falar desumaniza as pessoas. Banaliza termos gravíssimos e horrendos, que são o fascismo e o nazismo. E essas pessoas agem, na verdade, como um fascista, como os camisas negras, que perseguiam opositores, que matavam aqueles de quem eles discordavam. É o famoso “acuse-os daquilo que você é”. É isso que eles fazem com homens e mulheres de bem desse país. A nova geração deu um basta. Eles não querem mais isso.

Então, eu acho que está havendo, sim, um movimento nesse sentido. Eu sou bearish (pessimista) em progressismo e sou bullish (otimista) em conservadorismo. Nos próximos 20, 30 anos teremos um renascimento cultural no Brasil. Que está vindo exatamente da geração dos adolescentes que estão começando a virar adultos.

Você não tem medo, considerando o histórico de cancelamento que você sofreu no G4, que essa turma, que é vingativa, venha para cima de você? E os outros empresários, vendo o que eles fizeram com você, será que vão ter a coragem que você teve ao colocar a própria cara nesse tipo de campanha?

A ausência do medo é estupidez. A antítese da coragem não é o medo. O corajoso se protege através do medo. A antítese da coragem é a covardia. Eu tenho medo, mas não sou covarde. Eu não vou fugir à luta por um País melhor. Eu me casei recentemente, já tenho uma filha de 22 anos que está na faculdade de medicina, por quem eu tenho muito apreço e orgulho, e vou ter mais outros filhos agora com a minha esposa Marcela. Quero construir um Brasil de onde eu não precise mudar para Miami para criar meus filhos. E esse Brasil começa agora, construído através de homens e mulheres corajosos que estão junto comigo atravessando o Rubicão. É por isso que eu faço um convite a todos os empresários que estão lendo essa entrevista agora: não sejam covardes. Das virtudes cardiais, a mais importante de todas é a coragem. São homens e mulheres corajosos que vão travar essa cruzada contra o mal. É o que a gente precisa fazer agora.

Por fim, eu atendo a um único Deus, a Jesus Cristo. Ele é o meu Senhor, não o dinheiro. Se Ele quiser que eu perca dinheiro por isso, que seja. Eu vim do nada. Há 15 anos eu morava na favela do Santo Amaro. A única coisa que vai acontecer é eu voltar para o mesmo lugar em que eu estava. Não tenho nada a perder. Só que com uma diferença. Se me destruírem, acabarem com cada centavo de patrimônio que eu criei no Brasil, eu vou para qualquer lugar no mundo e em cinco anos eu faço o dobro. Porque eu sei fazer dinheiro. Então, eu não tenho medo de nada nem ninguém. Eu só respondo a uma pessoa, a Jesus Cristo.

Quero construir um Brasil de onde eu não precise mudar para Miami para criar meus filhos | Foto: Reprodução

Sobre a economia brasileira, o que você tem visto no Brasil? Temos várias tendências. Inflação acima da meta, mas desemprego na mínima histórica. Aumento do consumo das famílias e, ao mesmo tempo, inadimplência recorde. Juros muito altos e um boom imobiliário. Você que tem pulso forte na economia graças aos dados do G4, o que está vendo?

Estamos em uma situação em que os empreendedores estão muito cautelosos em investimentos para crescer. Isso é normal, é efeito colateral de uma Selic em 15%. Com esses juros, os empresários preferem pagar dividendo do que reinvestir em crescimento da companhia. É muito simples: toda vez que um governo é fiscalmente irresponsável, como esse do Lula, isso é bom para os ricos e para os grandes empresários e rentistas, e se torna ruim para os pequenos empreendedores. Estamos no paraíso dos rentistas. Eu não quero viver nesse Brasil. Eu quero um país mais empreendedor. Prefiro ganhar menos dinheiro como rentista e entrar no risco para gerar mais emprego. É por isso que o G4 ajudou a gerar 756 mil novos empregos nos últimos seis anos através dos nossos alunos. Porque a gente acredita no Brasil mais empreendedor e gerador de empregos. A gente não quer rentismo.

Com um juro desses, no final do dia o empreendedor fica com menos vontade de empreender. Pega o dividendo dele e manda para Miami para poder proteger o capital. Mas se todo o mundo faz isso, não aposta mais no Brasil, o dólar sobe, o juro fica cada vez mais alto, porque eu tenho que pagar um prêmio de risco cada vez mais alto para o investidor permanecer no Brasil. Logo, fica difícil tomar dívida e conseguir financiar o crescimento aqui. É um problema grave. É sistêmico. Eu rodei Londres, Nova York e Faria Lima em maio deste ano, falei com gestores que administram mais de R$ 10 trilhões com fundos globais que investem no Brasil há décadas. Todos me responderam que enquanto não tiver uma transição para um governo mais responsável fiscalmente, não teremos investimentos estrangeiros no Brasil. Tudo isso é muito triste para o país.

O que você acha que pode acontecer se o Lula ganhar as eleições em 2026?

Eu acho que a gente tem uma última chance de salvar o Brasil, e essa última chance é a transição para um governo fiscalmente responsável. Seja Lula ou não seja Lula. Eu não escolho mais nomes, escolho ideias. Por exemplo, se acontecesse um milagre, e o Lula decidisse ser um homem virtuoso e querer fazer uma política fiscal responsável, diminuindo a máquina pública, eu o apoiaria. Mas isso seria um milagre. Por isso, devemos parar de apoiar nomes e começar a nos apegar a ideias. Precisamos do adulto na sala, de responsabilidade fiscal. Se não houver responsabilidade fiscal, se o Estado tiver como esmagar o empreendedor todos os dias no aumento de tributo, não faz sentido produzir riqueza nesse país.

O empreendedor vai investir menos em crescimento e mais em rentismo. E aqueles que não têm condição de ser rentista, que são a esmagadora maioria, correm, sim, o risco de quebrar. Será uma catástrofe se o Brasil continuar a tocar o Estado dessa mesma forma no ano que vem. Espero que ou aconteça um milagre e o governo Lula passe a ser mais responsável fiscalmente, ou exista uma transição de governo. Para 2026 a principal pauta deverá necessariamente ser uma reforma completa do Estado brasileiro para que a gente pare de onerar a sociedade com mais tributos, inflação e custos.

Leia também “O impacto do IOF chegou à previdência privada”

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