Desde o começo do ano, 14 empresas decidiram fechar o seu capital e abandonar a Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Em apenas um dia, duas companhias listadas, a Gol e o Banco Pan, anunciaram que deixarão o pregão. Entre as que abandonaram a Bolsa ou se preparam para a saída estão grandes companhias, como a Cielo, companhias do grupo Alfa, Kora Saúde, Eletromídia, Wilson Sons e Serena Energia. Com isso, o número de empresas com ações negociadas na B3 passou de 439 para 425 em menos de dez meses.
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Conjuntura complicada
Entre as razões que têm levado as empresas a deixarem a Bolsa de Valores estão a situação macroeconômica desafiadora, juros elevados, crises industriais, como no caso da Gol, ou incorporações por parte de outras companhias, como o caso do Banco Pan. A última abertura de capital na B3 ocorreu em 2021, quando o Nubank debutou na Bolsa. Para os analistas, a volta de empresas à Bolsa deverá ocorrer apenas em 2027, após a definição do cenário eleitoral e da política econômica do novo governo.
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WEG compra Tupi Mob
A WEG adquiriu o controle da Tupinambá Energia, conhecida como Tupi Mob. A operação levou à aquisição de aproximadamente 54% do capital social da empresa por R$ 38 milhões. A conclusão do acordo com a empresa de soluções para redes de recarga de veículos elétricos está sujeita ao cumprimento de certas condições, como aprovações regulatórias. O objetivo da WEG é levar adiante uma expansão gradual do modelo em mercados internacionais, consolidando um ecossistema inovador e eficiente para recarga de veículos elétricos.

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Petrobras avança na Colômbia
O projeto Sirius, desenvolvido na costa caribenha da Colômbia pela Petrobras e pela estatal colombiana Ecopetrol, concluiu quase metade das consultas prévias. Em dezembro passado, as duas empresas tinham confirmado a maior descoberta de gás da Colômbia, durante a perfuração de um poço no local. Segundo o chefe da Petrobras na Colômbia, Alcindo Moritz, o projeto está próximo de entrar na terceira fase, quando deve ser iniciada a contratação.
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Terras raras brasileiras
A mineradora australiana Brazilian Rare Earths está se preparando para acelerar o desenvolvimento de projetos de terras raras no Brasil. A empresa arrecadou 120 milhões de dólares australianos por meio de uma emissão de ações, recebendo compromissos firmes para uma colocação de 25,6 milhões de novas ações ordinárias a um preço de emissão de 4,68 dólares australianos por ação. Esses recursos serão utilizados para reduzir os prazos para a refinaria integrada de separação de terras raras planejada em Camaçari, Bahia. A BRE atualmente opera nos projetos Rocha da Rocha e Amargosa, ambos na Bahia.
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Neoenergia e Nexus Ligas firmam acordo de autoprodução de energia eólica por dez anos
A Neoenergia assinou um acordo com a Nexus Ligas para autoprodução de energia eólica por dez anos. A subsidiária da espanhola Iberdrola informou que a Nexus Ligas passará a ser sócia na unidade geradora eólica Canoas 3, do complexo eólico Neoenergia Chafariz, localizado na Paraíba. O Neoenergia Chafariz integra o complexo renovável Neoenergia, que tem capacidade instalada de 471,25 MW, suficiente para produzir energia para abastecer 1,3 milhão de residências por ano.

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Varejo recuando
As vendas do comércio brasileiro registraram queda de 0,5% no terceiro trimestre deste ano em relação ao terceiro trimestre de 2024. Segundo os dados do Índice do Varejo Stone (IVS), ante o segundo trimestre de 2025, o recuo foi de 0,2%. No comparativo mensal, setembro apresentou crescimento de 0,5%. O resultado interrompe a queda de 1,2% registrada em agosto e sucede o avanço de 2,4% observado em julho.

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De olho no Galeão
Investidores brasileiros e estrangeiros estariam de olho no leilão do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, previsto para o ano que vem. O diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Pereira, se disse otimista sobre o interesse de empresas em tomar a concessão do aeroporto. No mês passado, a operadora do aeroporto, RIOgaleão, assinou a repactuação do contrato com o governo federal, com uma nova estrutura societária em que a Vinci Compass assumiu o controle da empresa e que prevê novo leilão do terminal em 2026 para saída da estatal Infraero da sociedade.

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Previsão: inadimplência alta
A taxa de inadimplência em recursos livres para pessoas físicas deve aumentar em dezembro, chegando a 7,10%. Em agosto, essa porcentagem era de 6,67%. Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), em parceria com a FIA Business School, nos últimos três meses do ano a trajetória da inadimplência será ascendente.
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Todo mundo quer um galpão
O preço do aluguel de galpões não para de subir em São Paulo, chegando a R$ 46 por metro quadrado em áreas chamadas “last mile”, ou seja, as mais próximas das entregas nas casas dos consumidores. Segundo a empresa Binswanger Brazil, o valor médio pedido no Estado de São Paulo foi um pouco menor, de R$ 29,8. Mas muito próximo de uma marca inédita de R$ 30 por metro quadrado. A vacância continua baixa, apenas 8% em todo o estado no terceiro trimestre do ano.
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Aluguel também não para de subir
Os aluguéis residenciais voltaram a subir em setembro, confirmando a tendência de alta que está marcando o ano de 2025 desde janeiro. Segundo o Índice FipeZAP, que acompanha o valor médio de locações em 36 cidades brasileiras, os aluguéis aumentaram 0,55% no mês. Uma alta superior à da inflação oficial de 0,48% no período medida pelo IPCA e da alta de 0,42% do IGP-M, o chamado “índice do aluguel”. No ano, o aumento chegou a 7,42%, praticamente o dobro da variação acumulada do IPCA, de 3,64%, e muito acima do IGP-M, que recua 0,94% no período.

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