A imagem que abre este artigo revela o sultão Vahideddin (Mehmed VI), também conhecido como Imperador-pai, saindo pelas portas dos fundos do Palácio Dolmabahçe, em Istambul. Todos ao seu redor o reverenciam em sinal de respeito. Mehmed VI governou de 1918 até a abolição do sultanato em 1º de novembro de 1922, quando a Grande Assembleia Nacional de Ancara, na Turquia, aboliu o cargo de sultão (governante muçulmano com autoridade política e militar). Poucos dias depois, ele embarcou no navio de guerra britânico HMS Malaya e foi para o exílio em Malta. Viveu mais tarde na Riviera Italiana.

Embora Mehmed VI tenha sido o último a governar como sultão do Império Otomano, seu primo e herdeiro, Abdul Mejide II, ficou conhecido como sendo o último califa (líder político e religioso do islamismo, considerado sucessor do profeta Maomé) da dinastia, com o título sendo extinto logo depois. Assim como Mehmed, passou o resto da vida exilado. O caminho ficou preparado para a proclamação da República da Turquia, que aconteceu em 29 de outubro de 1923 e marcou o início de um estado moderno e laico. Mustafa Kemal Atatürk foi eleito o primeiro presidente da nova república neste dia.

O Império Otomano, em seu auge, abrangeu territórios que hoje correspondem a países como Turquia, Grécia, Bulgária, Egito, Arábia Saudita, Síria, Iraque, Hungria, Jordânia, Israel, Palestina e partes da Península Arábica e do Norte da África. O colapso do Império Otomano começou, sobretudo, diante da derrota na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), resultando em sua desintegração militar e territorial. A abolição do cargo de sultão foi o último ato que, simbolicamente, representou o fim de cerca de 600 anos de dinastia otomana.
Mehmed VI morreu em Sanremo, na Itália, em 16 de maio de 1926. Ele foi enterrado em Damasco, capital da Síria.
Daniela Giorno é diretora de arte de Oeste e, a cada edição, seleciona uma imagem relevante na semana. São fotografias esteticamente interessantes, clássicas ou que simplesmente merecem ser vistas, revistas ou conhecidas.
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Ótima reportagem ,lamentável ser tão curta !
Sempre “saboreio” sua coluna, Daniela!
Parabéns!
Bota os sultão do STF e governo federal num navio russo e exílio na Sibéria
Que suas palavras sejam lapidadas em mármore !
Uffa seria um verdadeiro milagre .
E imaginar que quem deu o start pra essa aberração foi o ex presidente Temer !