Após o pedido de recuperação judicial apresentado no final de outubro, o temor entre os diretores da Ambipar é de que a empresa seja “crucificada” pelos bancos, como forma de exemplo para o mercado. Três altos executivos da Ambipar conversaram com a coluna e todos apresentaram a mesma preocupação: que a Faria Lima se recuse a colaborar no processo de reorganização das contas da gigante da gestão de resíduos, provocando assim seu colapso. “A empresa está gerando caixa. Até mesmo fora do Brasil, em moeda forte, graças às suas controladas. Agora é só uma questão de organizar as contas e ter disciplina financeira para colocar a casa em ordem. Mas, sem a colaboração dos bancos, isso é impossível”, explicou um diretor que preferiu manter-se anônimo. Segundo os executivos, das três grandes crises empresariais dos últimos anos, a da Ambipar poderia ser o alvo ideal para os bancos. “No caso das Americanas, os controladores têm recursos de sobra para resolver o problema sem maiores alardes. No caso do Banco Master, existem ligações políticas que podem aliviar, e os bancos não querem um efeito dominó no mercado de crédito. Agora, no caso da Ambipar não tem essas atenuantes. E eles podem querer mostrar punho de ferro”, salienta o diretor. Internamente, a percepção é de que possa existir um interesse em obrigar a empresa a vender ativos separadamente e a preço de liquidação para pagar as dívidas. Algo que o controlador, pelo menos até o momento, se recusa a cogitar.

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O sofrimento do varejo
O faturamento do varejo brasileiro encolheu 1,1% em outubro ante o mesmo período do ano passado, descontada a inflação. Segundo os dados do Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA), calculado pela empresa de pagamentos controlada por Banco do Brasil e Bradesco, esse foi o quinto mês seguido de queda em termos reais. Entre os macrossetores analisados pelo indicador, os de serviços e bens duráveis registraram quedas de 3,2% cada, enquanto o de bens não duráveis teve aumento de 0,4%. Segundo a Cielo, a queda mais significativa no setor de serviços ocorreu em Bares e Restaurantes, principalmente após a notícia da contaminação de bebidas por metanol, a partir do final de setembro. Dados muito parecidos com os divulgados pela Stone, que registrou uma queda anual de 1,5% nas vendas do varejo no mês de outubro. Segundo a empresa de pagamentos eletrônicos, apenas os segmentos Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (0,9%) e Artigos Farmacêuticos (0,5%) tiveram crescimento de vendas na base anual em outubro. Os demais registraram queda, com destaque para Móveis e Eletrodomésticos, Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (-2,5%), Combustíveis e Lubrificantes (-2,2%), Materiais de Construção (-1,7%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (-0,5%) e Tecidos, Vestuário e Calçados (-0,3%).
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Não importa quem ganhe, terá que cortar
Segundo o Goldman Sachs, não importa quem ganhe as eleições de 2026. O próximo governo deverá fazer um ajuste fiscal. Para o banco de investimentos americano, o equilíbrio fiscal brasileiro terá de ser prioridade a partir de 2027, por causa do elevado nível de endividamento do país. O Goldman Sachs calcula a necessidade de registrar superávits primários superiores a 2,5% do PIB para assegurar uma trajetória descendente da dívida pública. Em caso de nova vitória do presidente Lula, não será possível repetir a política fiscal do atual mandato, ou o risco de muita volatilidade no mercado e até de uma crise financeira será alto demais.

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Diga ao povo que não vendo
A Braskem descartou qualquer plano de venda de ativos e está trabalhando com assessores em outras alternativas para reformular sua estrutura de capital. Segundo o presidente-executivo da petroquímica, Roberto Ramos, vender ativo significa “trocar fluxo de caixa atual por futuro, e isso só tem sentido se for em condições muito vantajosas”. Com uma dívida superior a US$ 7 bilhões, a Braskem contratou em setembro assessores financeiros para ajudar a melhorar sua estrutura de capital, enfraquecida por um prolongado período de baixa da indústria petroquímica global, marcado por excesso de oferta e achatamento de preços.
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Menos crédito à vista
As condições da oferta de crédito estão se deteriorando e isso deve continuar no quarto trimestre deste ano. Segundo a Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito (PTC), divulgada pelo Banco Central, que reúne as opiniões das principais instituições financeiras em operação no Brasil, a demanda por crédito por parte de pessoas físicas e empresas continua elevada. Mas a oferta, que já foi mais restritiva no terceiro trimestre, vai continuar fraca até o final do ano. O aperto nas condições de crédito pode piorar por causa do aumento do risco e dos efeitos do tarifaço dos EUA.
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Raízen vende usina Continental
A Raízen vendeu a usina Continental, localizada em Colômbia (SP), para o Grupo Colorado por R$ 750 milhões. A gigante da cana-de-açúcar e do biocombustível está tentando reduzir sua dívida, atualmente superior a R$ 50 bilhões. Com a planta, que tem uma capacidade instalada de aproximadamente 2 milhões de toneladas por safra, foram cedidos contratos com fornecedores vinculados à unidade. Após a venda a Raízen passará a operar um portfólio de 24 usinas, com capacidade instalada de moagem de aproximadamente 73 milhões de toneladas por safra.

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Petrobras antecipa plataforma petrolífera
A Petrobras anunciou a intenção de iniciar produção do navio-plataforma P-79 em agosto de 2026, dois meses antes do previsto, no campo de Búzios, pré-sal da bacia de Santos. A unidade aumentará em cerca de 15,6% a atual capacidade de produção instalada de Búzios, que se tornou recentemente o maior produtor do país, para aproximadamente 1,3 milhão de barris por dia. O navio do tipo FPSO (flutuante e produção, armazenamento e transferência de petróleo) P-79 deixou o estaleiro Hanwha Ocean, na cidade de Geoje-Si, na Coreia do Sul, e deverá chegar à sua locação em Búzios em fevereiro do ano que vem.
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Enquanto a China faz a administração política socialista e a administração econômica ultracapitalista o Brasil faz a administração econômica socialista e a administração política liberal de migué