Talvez a mensagem mais importante do cristianismo seja a de que somos todos feitos à imagem e semelhança de Deus. A alternativa é uma visão materialista do homem, como produto de uma evolução fria e sem propósito. Ou olhamos para baixo para ver de onde viemos, ou para cima. Os pagãos não tinham essa crença de que cada ser humano é especial, pois filho de Deus, criado “imago Dei”.
No livro Pagan Threat, Lucas Miles, com prefácio de Charlie Kirk, mostra o perigo do avanço desse paganismo moderno, infiltrado inclusive na igreja. Uma América sem Deus corre o risco de destruir todos os pilares que sustentaram as liberdades dos indivíduos até aqui. O legado cristão estaria ameaçado por várias seitas derivadas do mundo pagão.

“No mundo pagão, a vida humana individual não tinha importância alguma. Por isso, o aborto, o infanticídio, o sacrifício humano e outras práticas semelhantes eram simplesmente parte da vida cotidiana. Sob o paganismo, não existia a noção de que os seres humanos possuíam um valor inato igual, de modo que uma tribo escravizava outra, ou os governantes escravizavam seus súditos, tudo com total impunidade”, diz o autor.
Lutar contra essa visão antiga, que retorna sob novas roupagens, sempre foi a missão da igreja. Infelizmente, a própria igreja estaria sendo inundada por ideologias pagãs, às vezes de forma sutil e imperceptível. Mas, como diz Miles, a igreja precisa resistir, sem ceder aos modismos:
“Quando a igreja perde sua distintividade — quando começa a espelhar os valores e crenças da cultura circundante em vez de desafiá-los —, ela deixa de ser a força transformadora que foi chamada a ser. Em vez disso, torna-se apenas mais uma voz no coro de visões de mundo concorrentes, oferecendo pouco mais do que autoajuda espiritualizada e platitudes moralistas”.

O ataque constante ao longo de décadas aos cristãos tem criado uma espiral de silêncio, como se os cristãos devessem pedir desculpas por suas crenças ou jamais usá-las nos debates públicos. Os cristãos são agora rotulados como obstáculos à justiça, como promotores de dano e até como ameaças à inclusão e ao avanço coletivo. A igreja é retratada como uma barreira ao progresso, em vez de uma fonte de esperança e verdade.
Sem a resistência da igreja, o caminho fica livre para as fugas materialistas dos pagãos. Uma delas é a busca desenfreada de prazer egoísta, o foco no próprio ego. Diz o autor: “A adoração do eu, seja pela deificação de estrelas pop ou pela suposta libertação da pornografia, não eleva — degrada. Ela promete liberdade, mas entrega escravidão, não apenas para aqueles que participam, mas para toda a cultura que se curva diante de seu altar. Como o antigo Israel aprendeu da maneira mais dura, um povo que abandona Deus não permanece livre por muito tempo”.
A liberdade prometida pelo paganismo — liberdade sem absolutos morais — acaba se tornando uma forma de escravidão.
O livro disseca várias vertentes desse paganismo, como a seita ambientalista, o feminismo etc. Em todas elas, o denominador comum é o desprezo pelo cristianismo. “Neste quadro repressivo, os indivíduos são livres para acreditar em qualquer coisa que quiserem, desde que não seja o cristianismo. O motivo disso é que o cristianismo, com sua ênfase em absolutos morais e verdades espirituais, contrapõe-se à visão de mundo relativista e materialista promovida pela ideologia marxista e adotada por muitos ambientalistas radicais e adoradores da terra e do espaço”.

Para o autor, somente ao aderirmos aos princípios da ordem divina e da integridade moral podemos esperar contrapor a maré crescente de controle global e preservar a santidade da dignidade humana, tal como ordenada pelo nosso Criador. Se o cristianismo cresce de maneira orgânica e espontânea, o mesmo não pode ser dito sobre o paganismo. Por isso é tão importante os cristãos compreenderem o esforço deliberado de infiltração na igreja por parte dos que abraçam as ideologias pagãs. E nada disso é novidade:
“A humanidade deseja definir a verdade, a moralidade e a justiça em seus próprios termos. Essas críticas não são meros desafios ideológicos, mas rebeliões espirituais. São as mesmas perguntas originais que ecoam desde o Jardim do Éden, reformuladas em linguagem moderna, mas fundamentalmente inalteradas. E assim como a humanidade se alinhou com o diabo e se colocou em julgamento contra Deus desde o princípio, ela continua a fazê-lo hoje, questionando, acusando e rejeitando a autoridade divina”.

A liberdade prometida pelo paganismo é falsa. A libertação que o paganismo oferece é rebelião disfarçada de liberdade, enquanto Cristo oferece a verdadeira liberdade por meio da redenção. Mas a ironia é esta: quanto mais alguém se esforça para se tornar como Deus em seus próprios termos, mais se afasta do verdadeiro Deus. Assim, a liberdade prometida pelo paganismo — liberdade sem absolutos morais — acaba se tornando uma forma de escravidão.
Miles conclui: “A verdadeira mudança não vem da coerção externa, mas da transformação interna, a qual só é possível por meio da liberdade de escolher, da graça de Deus e do poder do Evangelho”.
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Excelente texto!
Ser cristão não está fácil nos tempos atuais, vejo igrejas seculares sendo queimadas todos os meses na Europa, na China, templos de oração sendo destruídos. Mas posso falar que no Brasil esses templos estão sendo cuidados e muito frequentados por cristãos. Essa loucura ainda não chegou aqui, pelo menos a liberdade religiosa ainda existe nesse país.
Sou filho de muçulmano e te peço que preste um pouco mais de atenção. Há poucos anos atrás uma igreja foi invadida em Curitiba e entre os invasores estava aquele vereador indecente de Curitiba acho que de nome Renato Freitas, pois bem, foi cassado pelos seus pares, mas e no Brasil de hoje sempre tem um mas, veio um ministro do STF e anulou a cassação, tanto é que o dito cujo hoje é deputado.
Talvez vc não tenha entendido o que ela quis dizer: os ataques à igrejas cristãs tem sido feitos em 99% por seguidores da sua religião. Não sei o que pretendem com isso! Destruir o cristianismo? Não conseguirão! Espalhar o ódio? Talvez, mas minha religião é baseada no amor, na paz, na humildade; sem obrigar que ninguém a siga! No catolicismo não existe e JAMAIS existirá a sua sharia! Respeito é bom, é o que nós merecemos!
O silêncio global é geral para os ataques a cristãos, as atrocidades contra judeus é surreal … o mal avança rápido 😢