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Edição 305

O otimismo dos analistas com o Brasil

E mais: todo mundo quer contratar, a potência dos grãos e morar está cada vez mais caro

No começo de 2026, o sentimento comum entre os analistas do mercado financeiro em relação ao Brasil é um só: otimismo. O Itaú BBA, por exemplo, permanece moderadamente confiante com a economia brasileira. Os estrategistas do banco estão prevendo um Ibovespa aos 185 mil pontos até o final de 2026. Atualmente, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3) está em 161 mil pontos. Segundo o Itaú BBA, o Brasil se beneficiará de um cenário global favorável, cortes dos juros por parte do Federal Reserve, fluxos de recursos para mercados emergentes e ciclo de afrouxamento monetário em perspectiva no Brasil.

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Bank of America convida a comprar Brasil

O Bank of America está indicando para seus clientes a compra de ativos brasileiros. “O Brasil está prestes a iniciar um ciclo de afrouxamento monetário profundo, possivelmente já no primeiro trimestre de 2026”, diz. Por isso, o banco elevou a recomendação para o Brasil, de neutra (marketweight) para compra (overweight). O Bank of America aposta na queda progressiva dos juros em 2026, que poderia levar a uma melhora do desempenho das ações na Bolsa de Valores brasileira.

Bank of America está indicando para seus clientes a compra de ativos brasileiros | Foto: Shutterstock

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Goldman Sachs também positiva

O Goldman Sachs prevê um bom ano para os bancos da América Latina, com destaque para o Brasil. Para os analistas, os bancos brasileiros devem iniciar o ano com um quadro relativamente equilibrado, combinando crescimento do crédito e estabilidade na qualidade dos ativos. A expectativa é de uma expansão moderada a sólida da carteira, em patamar de um dígito alto, apoiada por um mercado de trabalho resiliente, estímulos fiscais e pela introdução de novas modalidades de crédito, como o consignado privado. Para 2026, o Goldman projeta crescimento do crédito próximo a 9,5% em termos anuais, com riscos moderados para a inadimplência. Mesmo com a Selic elevada no início do ano, a qualidade dos ativos deve se manter relativamente estável, dada a defasagem histórica entre mudanças nos juros e o comportamento da inadimplência.

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Sicoob confiante

A Sicoob, uma das maiores cooperativas de crédito do Brasil, também está olhando positivamente para 2026. A empresa projeta um avanço de 15% para sua carteira de empréstimos no ano, o que a elevaria para R$ 250 bilhões. Embora positivo, o desempenho está aquém de sua média histórica de crescimento, que é de 20%. O alto nível de endividamento das empresas e das famílias acabará limitando o crescimento da empresa.

Sicoob também está olhando positivamente para 2026 | Foto: Shutterstock

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Todo mundo quer contratar

O Brasil lidera o ranking global de intenção de contratação para início de 2026. Uma pesquisa da consultoria ManpowerGroup mostra que 68% das empresas nacionais aumentarão seus times. Um número muito maior do que no resto do mundo, onde apenas 40% das empresas querem contratar esse ano. Os setores de tecnologia, comunicação e mídia terão a maior demanda por mão de obra.

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Mais carros em 2026

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) prevê uma alta de 3% no licenciamento de carros comerciais leves em 2026, chegando a 2,63 milhões de unidades. Os emplacamentos de caminhões também devem crescer 3,5%, para 114,75 mil veículos, e a projeção da entidade para ônibus é de um aumento de 3% este ano, para 29,7 mil unidades. O otimismo para 2026 contrasta com os resultados de 2025, quando a produção de veículos registrou um crescimento de 3,5%, chegando a 2,64 milhões de unidades. Para a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o resultado ficou abaixo das expectativas dos fabricantes, que eram de 7,8%, diante do freio dos juros altos no consumo e da maior entrada de carros importados no país. Graças às exportações, que subiram 32,1%, para 528,8 mil veículos, com a Argentina voltando a aquecer a demanda, o total de veículos produzidos em 2025 foi o maior em seis anos. Não recuperou, porém, o nível de produção de antes da pandemia. Em 2019, as montadoras produziram quase 3 milhões de veículos.

Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) prevê uma alta de 3% no licenciamento de carros comerciais leves em 2026 | Foto: Shutterstock

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Brasil, potência nos grãos

A safra de grãos brasileira alcançou um novo recorde em 2025, com 346,1 milhões de toneladas. Segundo os dados divulgados pelo IBGE, entre 2023 e 2025 a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas chegou a 955,23 milhões de toneladas, superando em 199,95 milhões de toneladas o que foi produzido no país entre 2019 e 2022. Os ganhos de produtividade das lavouras são fruto de anos de trabalho de pesquisa de instituições como a Embrapa, que desenvolveu variedades adaptadas aos diversos biomas brasileiros.

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Santos dos recordes

O Porto de Santos bateu mais um recorde anual de movimentação de cargas em 2025. Segundo dados da Autoridade Portuária de Santos (APS), foram 186,4 milhões de toneladas movimentadas no ano, um crescimento de 3,6% sobre o número de 2024, de 179,8 milhões de toneladas. A movimentação de contêineres no maior porto brasileiro também atingiu a marca histórica de 5,9 milhões de TEUs (contêineres-padrão de 20 pés de comprimento). Uma alta de 7,7% em relação a 2024.

Porto de Santos bateu mais um recorde anual de movimentação de cargas em 2025 | Foto: Shutterstock

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Morar está cada vez mais caro

O aluguel residencial não para de subir e, em 2025, registrou uma valorização média de 9,44%. Segundo o Índice FipeZAP de Locação, mesmo com um ritmo mais moderado do que nos três anos passados, a alta dos aluguéis voltou a superar com folga a inflação, que ficou em 4,26%, reacendendo uma pressão sobre os inquilinos. A desaceleração do ritmo nos últimos meses do ano não significou arrefecimento, porque os aluguéis continuam subindo acima da inflação, o que deve se manter neste ano.

Leia também “A grande fuga dos dólares do Brasil”

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1 comentário
  1. Renato Perim
    Renato Perim

    Eu acho que o Carlo Cauti trabalha no governo. Ou pro governo. Não é possível que alguém que more no brasil e tenha mais de 2 anos de idade acredite nessas notícias.

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