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Nikolas Ferreira durante a Caminhada pela Liberdade | Foto: Vitor Liasch/Gabinete do vereador Lucas Pavanato
Edição 307

O raio da liberdade

A caminhada liderada por Nikolas Ferreira mostrou que ainda há muita gente disposta a lutar

“Se você não descobre uma causa pela qual valha a pena morrer, é porque você não está pronto para viver”, disse Martin Luther King Jr. Sobreviver, postergar nosso inevitável encontro com a morte, não pode ser o único objetivo. Que vida seria esta, afinal? A vida humana clama por sentido, por um propósito elevado que acenda a fagulha da paixão em cada um de nós. E a liberdade costuma ser uma das causas mais nobres que alimenta essa visão.

Não por acaso, Jair Bolsonaro cansou de dizer que sem liberdade não valia a pena viver. “Podemos até viver sem oxigênio, mas jamais sem liberdade”, disse o ex-presidente. Daí seu confinamento na prisão, ainda mais sem qualquer crime cometido, num ato cruel de injustiça, ser uma tortura ainda maior para alguém com essa paixão pela liberdade. Sua mulher, Michelle, chegou a dizer que ele pediu a Deus para levá-lo.

Preso ou não, porém, Bolsonaro acendeu em milhões a chama da liberdade e, como ele mesmo disse, se o prendessem, era para o povo continuar sua luta por ela. Novas lideranças surgem para manter essa chama acesa. É o caso do jovem deputado Nikolas Ferreira, que iniciou uma caminhada praticamente sozinho e acabou produzindo um fenômeno incrível que fez justiça ao seu slogan: “Acorda, Brasil!”.

Várias lideranças políticas foram se unindo ao deputado, além de uma multidão. Sob chuva ou sol, essa gente seguiu adiante, ignorando as dores, para levar sua mensagem até Brasília: o povo perdeu o medo, não vai se intimidar, ficar de braços cruzados enquanto os corruptos da “República do Tayayá” destroem o país. Foi o brado retumbante de patriotas indignados, que resgataram a esperança num futuro melhor.

Milhares chegaram a Brasília em meio a uma tempestade — se a turma da USP fala em 18 mil, sabemos que eram cerca de cem mil pessoas. Uma imagem incrível, impactante, que a Revista Oeste ajudou a levar a milhões de pessoas com sua cobertura jornalística. Mas o restante da imprensa achou melhor ignorar o fenômeno — até que um raio mandasse dezenas para o hospital.

O foco da velha mídia foi o maldito raio, e muitos chegaram a insinuar que Nikolas tinha responsabilidade pelo ocorrido, como se ele fosse a personagem Tempestade, dos X-Men, capaz de controlar o tempo. A deputada Bia Kicis chegou a perguntar ao chefe dos bombeiros se deveriam cancelar o evento, mas ele mesmo disse que não. Aquelas pessoas estavam ali por livre e espontânea vontade, mostrando que a causa da liberdade justifica certos riscos.

Felizmente, ninguém morreu — um milagre divino, para a tristeza de uma esquerda raivosa que torcia pelo pior. Nikolas visitou várias vítimas no hospital, e muitos repetiram que fariam tudo novamente. “Se eu tivesse morrido, também não teria problema. Morreria por uma causa justa, nobre”, disse uma das senhoras atingidas pelo raio.

O deputado Nikolas comentou sobre o caso: “O que essa mulher disse escancara uma verdade da qual muita gente foge: a vida não vale nada quando é vivida sem sentido. Quem acha exagero é porque já trocou a própria consciência pelo conforto”. Ele acrescentou: “Ela não está flertando com a morte — está rejeitando a ideia de viver como um animal domesticado, cuja única virtude é continuar respirando. Quando alguém entende que há causas mais altas que o próprio medo, essa pessoa já deixou de ser massa e voltou a ser indivíduo”.

Não há nada que tiranos temem mais do que indivíduos corajosos, dispostos a assumir riscos para lutar por sua liberdade. Se mais gente adotasse essa postura, dificilmente a situação chegaria aonde chegou no Brasil. O intuito dos ditadores é sempre criar uma espiral do silêncio, espalhando medo pela população. Daí as punições absurdas do 8 de janeiro. Mas, como mostrou a caminhada da liberdade liderada por Nikolas, ainda há muita gente disposta a lutar: “Não temos medo de Alexandre de Moraes nem de Lula”, gritavam os presentes.

O grito de que não há medo de Moraes nem de Lula ecoou como resposta à tentativa de impor o silêncio por meio da intimidação | Foto: Vitor Liasch/Gabinete do vereador Lucas Pavanato

O deputado conclui sobre a corajosa senhora: “O desespero do nosso tempo não é o risco, é a covardia travestida de prudência. E a fala dela lembra algo simples e incômodo: quando a consciência desperta, o corpo deixa de ser o centro do mundo. Isso é o que assusta tanto”.

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7 comentários
  1. Leonardo de Almeida Queiroz
    Leonardo de Almeida Queiroz

    O mineiro Nikolas emula o mineiro Tancredo Neves e seu brado “ O primeiro compromisso de Minas é com a liberdade! Viva Minas!

  2. Lourival Nascimento
    Lourival Nascimento

    EIS QUE SURGE O NOVO PADRE VIGÁRIO, COMO NO BEM-AMADO, DO GRANDE PAULO GRACINDO. A CAMINHADA DO NIKOLAS, O PADRE E A IGREJA CATÓLICA
    O Padre Ferdinando Mancilio disse na homilia, subliminarmente, como faz a ultra extrema esquerda cleptocrata do LULA associada à funesta Teologia da Libertação, que PRENDE a verdade em favor das narrativas, foi patético, desonesto intelectualmente, parcial e panfletário. É sintomático, que ante tantos problemas reais que a Igreja Católica enfrenta em seu seio, o Padre Ferdinando seja omisso quanto às “artes” do seu confrade, o Padre Júlio Lancellotti, também conhecido como LANÇA LEITE. Nenhuma Igreja é perfeita, posto serem formadas por homens e mulheres que buscam remissão das suas almas ante seus pecados, dos quais nenhum de nós pode se orgulhar. A alegoria do Padre Ferdinando sobre armas, omite covardemente, que a Igreja Católica, na Idade Média, formou as Cruzadas, que foram historicamente demonstração de força bélica, que exerceu poder militar e político significativo. A partir do século XI, a Igreja desenvolveu a capacidade de mobilizar nobres seculares e exércitos para proteger a cristandade e conquistar a Terra Santa, que não poderia confrontar os sarracenos comandados por Saladino, primeiro sultão do Egito e da Síria, que unificou forças muçulmanas contra os CRUADOS, uma força armada pela IGREJA CATÓLICA, senhor Padre Ferdinando. A ação das CRUZADAS, Padre Ferdinando, fez surgir o PRIMEIRO BANCO DO MUNDO, que lembro ao senhor, não são poucos os rolos do BNACO DO VATICANO, esconderijo de fortunas da Máfia, como no caso do Banco Ambrosiano. A maior demonstração de FORÇA BRUTA da Igreja Católica, Padre Ferdinando, foi na INQUISIÇÃO, que ou o senhor não conhece, ou omite por covardia e parcialidade. Pessoas foram perseguidas, torturadas e mortas por determinação dos PAPAS Gregório IX (que a instituiu formalmente em 1233), Inocêncio IV (autorizou a tortura), Sixto IV (autorizou a Inquisição Espanhola) e Paulo IV (liderou a Inquisição Romana contra hereges). O senhor acha, Padre Ferdinando, que a IGREJA CATÓLICA não usou armas mesmo? Em qual tempo da História habita a sua pobre alma, Padre Ferdinando? Com sua alma de Pastor, Padre Ferdinando, já visitou favelas dominadas pelos traficantes de drogas e armas, para ouvir as pessoas subjugadas? Já tentou pacificar as favelas dominadas pela criminalidade, ou sua ideologia moral e pastoral não lhe permite tanto? Tomás de Torquemada, a mando de PAPAS, no PLURAL SIM, fazendo a desgraça que fez, é muito mais honesto que o senhor, Padre Ferdinando. Vamos aos dias de hoje, Padre Ferdinando. A Guarda Suíça, que protege o Vaticano e o Para Leão IVX não usa a Bíblia como COLETE BALÍSTICO, nem se defende com uma FUNDA, como DAVI usou contra Golias, mas com POTENTES E DISSUADORAS ARMAS DE FOGO, Padre Ferdinando. Obediência à Igreja não pode ser omissão em reconhecer os erros próprios. O PAPA PIO XII, cujo pontificado durante a Segunda Guerra Mundial gerou intensas controvérsias sobre ter feito “vista grossa” ou se omitido diante do nazismo e do Holocausto de 1939 a 1958. Ao OMITIR-SE de usar o poder da Igreja Católica para interferir na matança de judeus, o PAPA PIO XII foi cúmplice do nazismo e mesmo sabendo, o senhor acha de condenar uma caminhada em favor de injustiçados. Por quais motivos, Padre Ferdinando, o senhor não confrontou o DITADOR da Nicarágua, Daniel Ortega, que prendeu, humilhou Padres, Freiras e expulsou o Núncio Apostólico do Vaticano? O senhor, Padre Ferdinando, é desses deletérios seres que fazem CATÓLICOS recorrerem a outras denominações cristãs, dada a renúncia ao Evangelho para aderir às narrativas indigentes, especialmente agora, que Igreja Católica encontra-se no Tempo Comum, um período que totaliza 33 ou 34 semanas, dividido em duas partes: a primeira, entre o Batismo do Senhor e a Quaresma (iniciado em 12/01/2026), e a segunda, após Pentecostes até o Advento. Que DEUS se apiede da sua pobre alma e lhe conduza pelo caminho do bem, Padre Ferdinando Mancilio.

  3. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    Constantino, você lembra do engenheiro Carlos Rocha formado pelo ITA, o criador das urnas eletrônicas que muito nos esclareceu sobre a possível insegurança das urnas eletrônicas?. Pois é, esse senhor por ter elaborado um parecer a pedido do PL para questionar a incerteza sobre possível fraudes como também já o fizera o MINISTÉRIO DA DEFESA, foi condenado a 7 anos de prisão e naturalmente por ser inocente, procurou abrigo e hoje é considerado pelos poderosos e pela velhaca imprensa como FORAGIDO DA JUSTIÇA.
    Não entendo porque, nossa boa e verdadeira imprensa nada comenta sobre esse senhor. Lembro que na saudosa JOVEM PAN, no programa PINGO NOS IS, outrora comandado por Augusto Nunes e com os mesmos jornalistas que hoje estão na Revista Oeste, entrevistaram varias vezes o engenheiro Carlos Rocha que muito nos informou.

  4. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Eu não sei porque chamam esquerda raivosa. Esses caras, todos da esquerda dos três poderes não eram pra ter raiva de nada, se eles roubam todo dinheiro público da nação. Quem é pra ter é toda população pra fazer o que fizeram lá no Ceilão

  5. Teresa Guzzo
    Teresa Guzzo

    Mais uma vez parabéns pelo artigo. Sem liberdade não é possível viver,se não podemos expressar nossos pensamentos e ideias,estaremos apenas sobrevivendo.Brasil precisa resgatar e passar seus valores e passar a limpo toda essa imundice.

  6. João Carlos de Souza Carvalho
    João Carlos de Souza Carvalho

    Em tempo , gostaria de viver mais alguns anos para poder votar e eleger esse mineiro excelente e democrata presidente do Brasil !

  7. João Carlos de Souza Carvalho
    João Carlos de Souza Carvalho

    Temos que repetir o exemplo dos iranianos que cansados de viver sob uma tirania estão sendo massacrados pelas forças de repressão da ditadura teocrática assassina ! Ainda existem brasileiros corajosos e patriotas que querem viver em liberdade ! Fora o nove dedos e abaixo os urubus de toga !

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