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Blog Luís Pablo, no Maranhão, foi censurado por Alexandre de Moraes | Foto: Montagem Revista Oeste/Shutterstock/Reprodução
Edição 314

O Inquérito da Censura

Juridicamente desgraçado, ilegal na origem e abusivo em toda a sua longa existência, o AI-5 dos “salvadores da democracia” tem novos críticos. Ufa!

Desde a redemocratização do país e a promulgação da Constituição de 1988, nada no Brasil foi tão longe em afrontar as garantias e direitos individuais dos brasileiros como o Inquérito 4.781, do Supremo Tribunal Federal, instaurado no dia 14 de março de 2019. Já são sete anos de abusos, arbítrios e indecências jurídicas que atacam o modo de vida brasileiro. Não fosse o falso verniz de “salvador da democracia” no qual uma parte da sociedade se permitiu acreditar, as semelhanças com o Ato Institucional nº 5 seriam automáticas. O AI-5, de triste memória, foi o mais repressivo instrumento da ditadura militar brasileira. O Congresso foi fechado, instituiu-se a censura prévia, permitiu-se a cassação de mandatos e o habeas corpus relativizado.

Sob o Inquérito 4.781 e todos os seus inquéritos acessórios de perseguição judicial sem precedentes, o Brasil foi feito refém. Câmara e Senado permaneceram abertos, mas deputados e senadores ficaram sob a ameaça do foro privilegiado, o que os levaria a serem julgados diretamente por um Supremo que os perseguia. O cabresto foi inevitável quando a Corte praticamente revogou o artigo 53 da Constituição, que garante a inviolabilidade dos parlamentares por palavras e votos. Eleitos pelo voto popular, passaram a temer censores de toga. A censura prévia foi instituída como se não houvesse uma Constituição a garantir exatamente o oposto: a liberdade de expressão. A garantia jurídica dos mandatos foi trocada pelo receio de ter gabinetes parlamentares arrombados a mando de um ministro do STF. O medo se sobrepôs à liberdade.

A democracia como a conhecíamos já não mais existia diante do ativismo judicial que fazia presos políticos aqui e jogava brasileiros para um exílio forçado no exterior. Como tanta gente permitiu que isso acontecesse é algo ainda a ser explicado, uma mancha na história de redações de jornais e emissoras de rádio e TV, universidades e entidades de classe, como a Ordem dos Advogados do Brasil. Os anos 80 do século passado pareciam ter sido a origem de um pacto nacional em defesa irredutível da democracia ampla, geral e irrestrita. O pacto ruiu porque um grupo viu na perseguição política estatal uma oportunidade ideológica de eliminar adversários. A maioria, senão a totalidade, dos perseguidos de agora é de direita e de conservadores.

Em algum momento dos anos de chumbo, a ditadura militar teve mais pruridos e se autoconteve, abrindo espaço para a anistia e a volta dos exilados. Hoje, o lulopetismo do consórcio com o STF, da esquerda universitária e de artistas — veja só! — engajados na repressão a um lado do pensamento nacional, e em colunas de jornais, ainda grita “Sem Anistia!”. Um acinte à inteligência dos brasileiros que viram o país só avançar depois da anistia de 1979, da redemocratização dos anos 1980 e da Constituição de 1988. Na política e na economia. O Plano Real, por exemplo, nas palavras do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, só pôde existir e ser bem-sucedido porque antes o país se pacificou politicamente e recuperou a democracia. Nem os fatos, nem a história foram suficientes para evitar o retrocesso da vida brasileira de agora. O inquérito violento, sem fim, sigiloso e ilegal do STF tem sido a regra, um verdadeiro golpe.

Pelos parâmetros mais elementares do Estado Democrático de Direito, que pretendemos e deveríamos voltar a ser, o Inquérito 4.781 é a mais monstruosa versão da tese da árvore envenenada, que de nada serve senão dar mais frutos envenenados. Quando a origem de um ato jurídico ou de uma investigação é ilegal, como é a do tal Inquérito das Fake News, tudo o que vier dele é igualmente ilegal. Em síntese, só a anulação completa desse inquérito conseguiria reiniciar um processo de volta à normalidade institucional e jurídica do país. Tal como cortar a árvore que envenena o Brasil.

Capa da Revista Oeste, edição 231 | Foto: Revista Oeste/Gerada por IA/Freepik

Aberto de ofício pelo ministro Dias Toffoli, então presidente do Supremo Tribunal Federal, foi distribuído sem sorteio ao novato Alexandre de Moraes. A manobra que contrariava o regimento da própria corte teria sido confessada pelo próprio Toffoli ao procurar o ministro Marco Aurélio Mello e assumir a paternidade da ilegalidade que ele mesmo chamou de “reação institucional diante dos ataques ao Tribunal”. Toda censura começa com outros nomes, mais palatáveis e com a pretensão de boas intenções. No fim do dia, será apenas censura, a mesma que os constituintes vedaram de forma eloquente porque sabiam do que se tratava.

Mello, então decano da corte, apelidou a investigação aberta sem provocação do Ministério Público e com a escolha do relator sem sorteio de “Inquérito do Fim do Mundo”. Foi além e recorreu à obviedade ao votar contra: “Não pode a vítima instaurar inquérito”. A veemência da lógica não foi capaz de seduzir os demais ministros. Por 10 a 1, o inquérito que acabaria com a segurança jurídica e a própria noção de Justiça estava autorizado. Hoje, compromete a lisura e a existência do próprio Supremo Tribunal Federal, que desde então desandou a julgar tudo e todos que mirava dentro da Corte.

Sob um imenso contorcionismo jurídico, julgou milhares de manifestantes do 8 de janeiro que não tiveram direito à revisão de pena por uma corte de apelação, na segunda instância. A tal trama golpista, em que o ministro Alexandre de Moraes se esmerou em ser investigador, acusador, juiz e vítima, foi o ápice da excrescência jurídica. Nada como o tempo. Hoje, são exatamente os ministros Toffoli e Moraes que estão no olho do furacão do escândalo do Banco Master, que promete implodir a República, a começar pela Corte Suprema.

Dias Toffoli e Alexandre de Moraes
Os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, conversam durante evento | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Aliás, foi exatamente esse escândalo que parece ter dado uma sacudida na estranha e cega confiança que a maior parte da imprensa e seus puxadinhos na sociedade tinham no STF. De inquestionável “salvador da democracia”, o Tribunal passou para o banco dos réus sob intenso escrutínio das mesmas redações. O resort Tayayá de Toffoli e o contrato da mulher de Alexandre de Moraes, Viviane Barci, de R$ 129 milhões, ambos com conexões reveladoras ou diretas com Daniel Vorcaro, o dono do Master, preso por acusação de corrupção, mexeram com a consciência dos mais resistentes a enxergarem os abusos do Supremo. Ainda ignoram, por conveniência ou interesses, que o escândalo do Master jamais teria acontecido se um banqueiro privado não enxergasse em ministros superpoderosos, de uma Corte até então intocável, a oportunidade de também se sentir inatingível. Deu errado para eles.

Para o Brasil, o imponderável de um escândalo financeiro se transformar em uma crise política sem precedentes envolvendo a mais alta Corte de Justiça do país, gerou a graça de uma nova oportunidade de voltar aos trilhos. No entanto, tudo dependerá da anulação completa do Inquérito do Fim do Mundo, a origem de tudo. Não há como dissociar o crescente ativismo do STF, que criou superministros depois da instalação do abusivo inquérito, da forma com que Vorcaro atuava dentro da Corte para se blindar. O Inquérito 4.781 é a barreira entre a civilização que queremos e a barbárie jurídica que nos flagela. Ou se acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil, diria o naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire.

Ainda aberto, o inquérito continua a tratar a socos e pontapés a liberdade de imprensa. A mais recente vítima foi o jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida, do blog Luís Pablo, que teria sido incluído no tal inquérito porque ousou denunciar o uso irregular de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino, em São Luís, capital do Estado. O STF, em nota, negou que as investigações sobre o jornalista façam parte do obscuro inquérito de 2019 relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. Mas as práticas foram as mesmas. Pablo teve seu computador, dois celulares e um HD de memória apreendidos e foi convocado a prestar depoimento. Ficou em silêncio perante os inquisidores da Polícia Federal maranhense, ciente de seu direito de preservar suas fontes, uma garantia constitucional.

Mas a truculência contra um jornalista que apenas fazia seu trabalho, o ato corporativista do ministro Moraes, que se esquiva de responder sobre o contrato de Vorcaro com o escritório da mulher, mas bate forte para proteger o colega de toga, despertou o restante dos veículos de imprensa que ainda resistiam a denunciar o estado de exceção vigente no país. A liberdade de imprensa e a proteção ao trabalho jornalístico foram reclamadas pelas redações. É justo e necessário. Injusto e omisso foi quando deixaram de fazer o mesmo em relação a outros jornalistas e cidadãos brasileiros que foram perseguidos pelo mesmo juiz, no mesmo inquérito e com os mesmos direitos atropelados.

Não existe seletividade na defesa de direitos. A democracia não acorda de manhã e se deita à noite. Ela deve ser perene. Escolheram ficar calados. Não mais, ao que parece, se continuarem assim. Mas o que intriga é que o Inquérito 4.781 sempre foi ilegal, abusivo e inconstitucional. Desde 2019, desde sempre, como a Revista Oeste e alguns outros sempre denunciaram. Os fatos nunca mudaram. Neste novo momento do Brasil, as pessoas estão mudando. Antes tarde do que mais tarde ainda. A censura e a opressão começaram a ser chamadas por mais gente pelo que são: censura e opressão. É um bom recomeço. Mas é preciso mais e por muito mais tempo.

A Revista Oeste sempre denunciou os abusos do STF | Foto: Acervo Revista Oeste

Desde o fim do ano passado, editoriais e colunas de opinião de jornais como Estadão, O Globo e Folha de S. Paulo têm denunciado o Inquérito do Fim do Mundo. Em que pese as críticas terem se tornado mais duras recentemente, a maioria parece focar apenas os esdrúxulos sete anos de duração do inquérito, reivindicando seu encerramento. Se me permite o leitor, volto à insofismável teoria da árvore envenenada: o encerramento do malfadado inquérito representaria apenas uma poda, algo estético e absolutamente sem eficácia para reparar os danos reais a tantos brasileiros que ainda estão sob a ameaça da ferramenta mais ditatorial da democracia relativa que vivemos. Afinal, quantos são os investigados? Quem são eles? Do que são exatamente acusados? Quantas contas bancárias ou de redes sociais permanecem bloqueadas por ordem do ministro Moraes? E por quê? Que reparação às vítimas o encerramento poderia trazer? Serão reparadas? Sem transparência e anulação de um ato ilegal, tudo continuaria irremediavelmente injusto.

Aos noviços despertos para a democracia de verdade, uma dica: não se faz concessões, não se negocia com o abuso, com abusadores e não se tolera a ilegalidade, a afronta ao Estado Democrático de Direito. Ruy Barbosa, em um célebre discurso no Senado, em 1914, já nos advertia que “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”. É este o ponto sem volta que precisamos evitar num país que tem demanda reprimida por dar certo. Como quando criou o Real e estabilizou a economia, só conseguirá se voltar a ser democrático.

A lógica jurídica, a compreensão social ou apenas a mera sensatez nos obriga a agir agora, a jamais postergar. Tomando a sublime e dura advertência de Ruy Barbosa, pergunto: Quando é que se vai restabelecer a honestidade intelectual por completo no país? Do criminoso não se esperam limites. Do ilegal, tampouco. O monstro continua por aí, assombrando a democracia brasileira e a liberdade de expressão. O que diferencia o bravo jornalista maranhense da corajosa colunista de O Globo, Malu Gaspar, é o tamanho da redação e do jornal. A denúncia do blog Luís Pablo mostrou o uso irregular de um veículo oficial por familiares de um ministro do Supremo. Malu foi ainda mais a fundo: expôs as relações espúrias de dois ministros do STF com um banqueiro no maior escândalo financeiro e político da história do Brasil. A ponta mais fraca foi atacada. Malu, esperamos todos, torcemos para que não seja. Assim como se libertem da perseguição o Pablo e todos os outros.

Mas veja só o paradoxo que vivemos. Estamos torcendo para que direitos sejam garantidos. Isso não tem a menor semelhança com uma democracia de fato. Se o Inquérito 4.781, o das Fake News, o do Fim do Mundo, o da censura, o do cala-boca, o do prende e arrebenta, não for anulado, ilegal que é na origem, será questão de tempo para que outros jornalistas ou cidadãos sejam perseguidos, independentemente de quem sejam ou onde estejam. Basta que a falta de vigilância ou a omissão por interesses políticos de uma parte da sociedade dê sobrevida a poderes e poderosos fora da lei.

A Revista Oeste nunca omitiu os abusos que alguns ministros do STF têm praticado ao longo do tempo | Foto: Acervo Revista Oeste

Leia também “O STF como ele é ao longo de 300 edições”

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17 comentários
  1. Daniel BG
    Daniel BG

    Excelente reportagem, merecedora de reconhecimento de sua verdade pela imprensa internacional e uma aula para a velha imprensa nacional.

  2. Joaquim Días do Nascimento Júnior
    Joaquim Días do Nascimento Júnior

    A questão básica no Brasil é que a JUSTIÇA É SELETIVA e a CONSTITUIÇÃO TAMBÉM, aliás já temos oito, considerando reformas oferecidas nos tempos de chumbo da era militar. A questão básica, entretanto, é que o país NUNCA VIVEU UMA DEMOCRACIA PLENA, VERDADEIRA, aqui sempre tivemos ESPASMOS DEMOCRÁTICOS, nunca uma democracia verdadeira, límpida, cristalina. O STF na maioria das vezes foi composto por verdadeiros juristas, raras eram as nulidades, ATUALMENTE, porém, temos a VERGONHA de encararmos ONZE NULIDADES em tempo real, e melhor ainda, não têm a menor vergonha na cara em emitir decisões ilegais e inconstitucionais, com a garantia de um SENADO DE COVARDES e uma CÂMARA DE CAGÕES, além de um EXECUTIVO COMANDADO POR BANDIDOS. A Praça dos Três Poderes foi tomada pelo que de pior há na sociedade e o Brasil precisa ser passado a limpo, lavado com OMO para ficar mais branco, mais transparente em seus atos e ter mais clareza no caminho que deseja seguir.

  3. DONIZETE LOURENCO
    DONIZETE LOURENCO

    Brilhante artigo Piotto.
    Nenhuma forma de repressão deve ser tolerada, ou não estaremos em uma democracia.
    O AI-5 dos governos militares eliminou garantias, mas a meu ver à época o país precisava tomar uma decisão firme para conter os avanços da guerrilha treinada pela KGB em Cuba.
    Vivi parte da minha infância, adolescência, juventude e idade adulta durante o período 1964-1985 em Curitiba.
    Casei, meu filho nasceu em 1981 e minha filha 1985 quando a redemocratização se firmava.
    Via nos noticiários assalto ao Banespa praticado por terrorista (alguns ainda em atividade política), atentado no Rio Centro, confrontos entre forças militares e guerrilha instalada no Araguaia.
    Nunca vi um trabalhador ou pai de família ser molestado pela justiça.

  4. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    A Pátria que busca o retorno da justiça agradece ao Adalberto Pitto por escrever um verdadeiro documento contra o que dá para resumir de a “podridão do STF”, não da instituição, mas de alguns ministros. prontos a dar um salvo-conduto ao corrupto e prontos a perseguir os que eles chamam de fascistas autoritários antidemocráticos. Claro, havia um nome que liderava este fascismo, Jair Messias Bolsonaro, isto na cabeça das togas. Procuraram manchar e vilipendiar os ditos bolsonaristas, na verdade, todos os que discordam do velho consórcio lulopetismo associado a um dos ministros do Supremo e alguns apoiadores na Corte. Inventaram um golpe para enquadrar o ex-presidente e tirá-lo do caminho. Primeiro infernizaram os quatro anos de seu governo. Depois inventaram um motivo insustentável para deixá-lo inelegível. Depois, criaram um progressiva urdidura de narrativas como a de um golpe que não houve a forçar um determina pessoa a testemunhar um falsa minutas de golpe, sob ameaça a seus familiares. Conseguiram montar o cenário de um julgamento que há meses já tinha a decisão. Mas estamos em um novo tempo. Dois dos ministros estão expostos com suas vísceras apodrecidas e amarradas a milhões e milhões de reais ilegais. A esperança dos brasileiros é de que todos os atos baseados no truculento inquérito 4.781 sejam anulados. E exigir aos responsáveis a reparação das injustiças cometidas contra milhares de pessoas obrigadas a pagar multas impagáveis, à prisão sem critérios claros por um tempo absurdo. O que o Brasil mais precisa para a volta normalidade se resume em uma palavra: justiça! A justiça precisa ser restaurada por uma profunda profilaxia.

  5. Sandra A. Hipolito
    Sandra A. Hipolito

    O que não podemos esquecer é que em 1968 e agora há um povo contrário do que chamam de ditadura MILITAR , nada mais era a ditadura do PROLETARIADO com apoio da imprensa. Não aprendemos estamos repetindo por questões pessoais e corruptas envolvidos em falcatruas já levantadas pelo BOLSONARO 2020 e reforçadas com recentes descobertas, sendo que nesse momento encontramos MILITARES SEM APROVAÇÃO NOS CURSOS/ CONCURSOS E STF SEM CONHECIMENTO JURÍDICO E SEM APROVADOS EM PROVAS PRA MAGISTRATURA . Os envolvidos e só AI-5 que não é o retorno da Ditadura, mas resgate da liberdade da população e freio nessa corrupção ,que o povo não aguenta mais pagar MENSALÃO, PETROLAO, CORREIOS, LEI ROUANET, ROUBO AOS APOSENTADOS DO INSS , ROMBO DO BANCO MASTER que interessou aos demais BANCOS manter e agora terão que ratear o FCV e COBRARÁ DAS APOSENTADORIAS, DOS INVESTIMENTOS, DOS CORRENTISTAS, JA QUE OS BLOQUEIOS DOS BENS do VARCARIO 4 BILHOES não cobrirá OS PREJUÍZOS QUE CHEGAM AOS 16 BILHÕES E NAO PARAM POR AI.. E os aposentados que ainda não receberam os descontos indevidos.

  6. Marco Aurélio Oliveira De Farias
    Marco Aurélio Oliveira De Farias

    Pelo visto, após 112 anos do discursso de Ruy Barbaosa no Senado da República, no Rio de Janeiro, à época, os homens continuam com os mesmos problemas éticos.
    Ao longo desses 112 anos, a tecnologia avançou, as industrias evoluiram, mas, os homens continuam rastejando nessa escravidão pelo dinheiro sujo da corrupção e dos favores a poderosos.
    Entendo que a mudança deve ser intima, mas, também, que os que sairam da linha da ética, devem ser punidos, e ler um voto do ministro Gilmar Mendes, que praticamente, passa à mão na cabeça dos corruptos e põe, aqueles que estão investigando na parede é algo hilário, por isso, daqui a mais 112 anos estaremos vivenciando os mesmos problemas que Ruy Barbosa vivenciou.
    Como disse o próprio Jesus, se os bons tivessem a coragem dos canalhas, esse mundo seria um pouco melhor.
    Vamos em frente…

  7. José Antonio Neves
    José Antonio Neves

    “O inquérito 4781 é a barreira entre a civilização que queremos e a barbárie jurídica que nos flagela” – Parabéns Piotto! Sensacional! abs.

  8. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Não existe solução pra uma estátua falar mas ser humano fala. É botar esse bandido ladrão desse Vorcaro pra falar e ele vai citar uma série de detalhes da roubalheira da nação por toda essa corja dos três poderes que é a maioria. É os homens de bem se juntar com a maioria das FFAA e colocar todos na cadeia e começar a reformular o país

  9. Maurício Condé de Almeida Baptista
    Maurício Condé de Almeida Baptista

    Nos governos militares quem resistia à ditadura era, além da população, a Revista Veja (Editora Abril), seguindo a concepção de Roberto Franco Civita de que “Quanto mais assinantes uma publicação tem menos ela depende de governos e anunciantes e mais independente e isenta ela se torna”. Receita equivalente seguiu Octavio Frias de Oliveira na Folha de São Paulo, hoje Grupo Folha e Ruy Mesquita n’O Estado de São Paulo, o Estadão. Com o novo AI-5, rebatizado de Inquérito 4.781, a velha imprensa preferiu ser cúmplice de arbítrios, exceções e uma nova ditadura, desta vez do judiciário. Egressos daquele modelo de verdadeiro jornalismo, ladeados por jovens e audazes talentos, a equipe da Revista Oeste reeditou a atividade jornalística, seguindo receitas análogas de outrora, somando-se à Gazeta do Povo, Poder360 e outros veículos que sabem que só há progresso e desenvolvimento de um empreendimento editorial quando se pratica o que já foi (Pasmem!) o mote principal da Folha, “um jornal de rabo preso … com o leitor”. O poder é sedutor e venal, mas só o vínculo com o leitor / espectador / ouvinte é que garante a existência e perenidade de um veículo de imprensa. Eis a razão pela qual inúmeras vezes nos referimos a veículos de comunicação como “ex-imprensa”, uma constatação triste para quem já viu estes mesmos veículos fazendo jornalismo com “J” maiúsculo. Deus queira que a Revista Oeste siga firme e forte no bom jornalismo.

  10. João Roberto Fargetti
    João Roberto Fargetti

    Parabéns Piotto, que tempo está sendo esse, oremos que se faça justiça aos injustiçados e que esse mal que assola o Brasil caia por terra. Ainda temos medo de nos manifestar mas, dias melhores virão. Abs.

  11. Eloisa Moreira Alvesee
    Eloisa Moreira Alvesee

    Senhor Piotto, o artigo está impecável. Um engano apenas: o AI 5 está vigorando. Alcclumbre não abre Sessão e Motta se tornou um eunuco do Supremo e do governo.

  12. Eloisa Moreira Alvesee
    Eloisa Moreira Alvesee

    Eu creio, Senhor Piotto, que há um grande engano. O Congresso está fechado há alguns meses. O AI 5 está presente. Há quantos meses Alcolumbre não abre Sessão? Há quanto tempo Motta é apenas um eunuco?

  13. Teresa Guzzo
    Teresa Guzzo

    Faço aqui meu comentário para parabenizar Piotto pelo artigo e toda Revista Oeste. Esses foram,juntamente com poucos,que tiveram a coragem de expor toda a verdade que vivemos há mais de cinco anos.Quem faz jornalismo de verdade,merece todo respeito, pois em meio a cancelamentos e ameaças nunca deixaram os brasileiros sem informações.

  14. ELIAS
    ELIAS

    Excelente e lapidar artigo. Parabéns à Revista Oeste e a Adalberto Piotto.
    O momento requer veículos e jornalistas com a coragem de chamar as coisas por aquilo que realmente são.

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