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Agentes do Serviço Secreto protegem o secretário de imprensa James Brady e o policial Thomas Delahanty durante a tentativa de assassinato de Ronald Reagan. O agente do Serviço Secreto Robert Wanko pode ser visto com uma arma na mão, em Washington, 30 de março de 1981 | Foto: Wikimedia Commons/Michael Evans/U.S. National Archives and Records Administration
Edição 315

Imagem da Semana: o dia em que tentaram matar Reagan

Atentado próximo à Casa Branca marcou a política americana no século 20

Na tarde do dia 30 de março de 1981, pouco mais de dois meses depois de tomar posse, o 40º presidente americano, Ronald Reagan, foi alvo de uma tentativa de assassinato. Depois de discursar para representantes sindicais, Reagan deixou o Hotel Hilton — a quase dois quilômetros da Casa Branca, em Washington, D.C. — e, no momento que caminhava em direção à limusine presidencial, em meio a jornalistas e curiosos, seis disparos ecoaram em poucos segundos. O autor dos tiros era John Hinckley Jr., um jovem de 25 anos que agia sozinho. Ele havia desenvolvido uma obsessão pela atriz Jodie Foster, após assistir repetidamente ao filme Taxi Driver. Na obra, o protagonista planeja assassinar um candidato à presidência. Hinckley acreditava que cometer um ato semelhante chamaria a atenção da atriz.

O presidente dos EUA, Ronald Reagan, acena momentos antes de ser baleado em uma tentativa de assassinato em frente ao Hotel Hilton, em Washington, em 30 de março de 1981. Da esquerda para a direita: Rick Ahearn, assessor de imprensa de Reagan; Jerry Parr, agente do Serviço Secreto que está de capa de chuva branca e responsável por empurrar Reagan para dentro da limusine; James Brady, o secretário de imprensa que ficou gravemente ferido; José Muratti, assessor militar; Reagan; Michael Deaver, assessor; um policial não identificado; Thomas K. Delahanty, policial de Washington, que foi baleado, e Timothy J. McCarthy, agente do Serviço Secreto, também baleado | Foto: Wikimedia Commons/Fundação e Biblioteca Presidencial Ronald Reagan

Os disparos atingiram quatro pessoas. O secretário de imprensa da Casa Branca, James Brady, foi gravemente ferido na cabeça. Um policial e um agente do Serviço Secreto também foram baleados. Reagan inicialmente pareceu ileso, sendo rapidamente colocado no carro presidencial. Pouco depois, começou a tossir sangue: uma bala havia ricocheteado na lateral da limusine blindada e penetrado sob seu braço esquerdo, perfurando um pulmão e parando a poucos centímetros do coração.

O presidente foi levado às pressas ao Hospital da Universidade George Washington. Ele perdeu uma quantidade significativa de sangue, mas apesar da gravidade do ferimento, manteve o humor característico. Ao entrar na sala de cirurgia, teria dito aos médicos: “Espero que todos vocês sejam republicanos”. Sobreviveu após uma operação de emergência e deixou o hospital depois de 12 dias.

Hinckley foi preso imediatamente no local. Em 1982, foi considerado inocente por motivo de insanidade mental, decisão que gerou forte reação pública e levou a mudanças nas leis sobre defesa por insanidade nos Estados Unidos. Ele foi internado em um hospital psiquiátrico por décadas, recebendo liberdade condicional gradual a partir dos anos 2010.

James Brady nunca se recuperou plenamente. A lesão o deixou confinado a uma cadeira de rodas pelo resto da vida. Em sua homenagem, foi aprovada, em 1993, a chamada Brady Handgun Violence Prevention Act, lei federal que estabeleceu verificações de antecedentes criminais para compra de armas de fogo nos Estados Unidos. Brady morreu em 4 de agosto de 2014, aos 73 anos, devido a complicações decorrentes do ferimento a bala na cabeça.

Politicamente, o episódio fortaleceu a imagem pública de Reagan. Sua rápida recuperação e serenidade diante do perigo aumentaram seus índices de aprovação e contribuíram para consolidar sua liderança em um momento delicado da Guerra Fria.

Ronald e Nancy Reagan caminham de mãos dadas ao deixarem o Hospital Walter Reed, localizado na época no campus da Universidade George Washington (11 de abril de 1981). Uma bala perfurou o pulmão esquerdo de Ronald Reagan, exigindo cirurgia de emergência | Foto: Michael Evans/ZumaPress

Daniela Giorno é diretora de arte de Oeste e, a cada edição, seleciona uma imagem relevante na semana. São fotografias esteticamente interessantes, clássicas ou que simplesmente merecem ser vistas, revistas ou conhecidas.

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2 comentários
  1. Otário Pagador de Impostos
    Otário Pagador de Impostos

    Precisamos de um Reagan nessa prostibulo com urgência.

  2. João Luiz Bosso
    João Luiz Bosso

    Triste dia, com consequências nefastas aos demais atingidos além do presidente, que pela reportagem tomamos conhecimento.
    Aqui também temos, infelizmente, ataques e aviões que caem, sem que haja uma pesquisa aprofundada sobre nada disso.
    Não sabemos sequer, até hoje, quase 8 anos depois do atentado a Bolsonaro, quem liberou a “entrada” no parlamento, do psolista que faz com que o ex- presidente sofra ainda sequelas da sua ação cruenta.

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