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Ilustração: Júlia Xavier/Montagem Revista Oeste/Gerado por IA
Edição 317

O Brasil acordou

Uma imensa reação dos brasileiros reais contra o país das narrativas tomou conta do debate nacional e promete não parar tão cedo. Viva!

A última pesquisa sobre o que pensam os brasileiros acerca do Supremo Tribunal Federal saiu nesta semana e é devastadora para a Corte. De novo. Diante da singela pergunta “qual é a maior ameaça à democracia brasileira hoje?”, a resposta majoritária foi “a concentração de poder no Judiciário”, com 42% das menções, seguida de “corrupção dos políticos”, com 16,5%. A pesquisa foi encomendada pelo portal Meio e conduzida pelo instituto Ideia. Ouviu 1,5 mil pessoas e tem 95% de confiança. A sondagem era muito maior e tratava da sucessão presidencial e a intenção de voto dos eleitores. Entre outros dados, mostrou a crescente rejeição de Lula e a ascensão do candidato de oposição, Flávio Bolsonaro, que numericamente já aparece à frente do petista na simulação de 2º turno, repetindo levantamentos semelhantes de outros institutos. Como o Supremo Tribunal Federal se tornou praticamente um órgão político, a pesquisa dedicou um capítulo ao “Judiciário” brasileiro. Sim, entre aspas porque elas não são à toa.

O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro: liderança digital | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Atendo-nos apenas ao aspecto da pergunta acima, que foi estimulada, que é quando os entrevistadores dão alternativas de respostas ao participante, é muito provável que o resultado poderia ser ainda mais negativo à Corte se, em vez de perguntar sobre a “concentração de poder no Judiciário”, a questão citasse explicitamente o “STF”. Não seriam apenas 42%, o que já é alto. Mesmo que historicamente a sociedade brasileira não costume apontar os dedos de forma tão veemente para juízes quando se refere às mazelas que assolam o país, se as três letrinhas mágicas, S, T e F, tivessem sido mencionadas na pergunta estimulada, não duvide que a resposta do público seria ainda mais avassaladora. Muito além dos 42% e provavelmente se juntando com os mais de 16% de incômodo com a classe política. Porque o Supremo passa a ser uma ameaça à democracia justamente quando aumenta sua atuação político-partidária a partir do Inquérito 4.781, o das Fake News, quando praticamente apenas um lado, a direita conservadora, foi alvo. Faça o leitor a soma simples de fatos: Inquérito do Fim do Mundo + decisão que tira Lula da cadeia de Curitiba + destruição da Lava Jato + prisão sem devido processo legal dos manifestantes do 8 de janeiro + a atuação de Alexandre de Moraes no TSE + Vaza Toga 1 + Vaza Toga 2 + Lula dizendo que não governa sem o STF + parlamentares da direita perseguidos + exilados políticos no exterior + mudança repentina da lei para julgar Bolsonaro no Supremo, mesmo fora da presidência + prisão de Bolsonaro em um julgamento inepto, como disse o ministro Luiz Fux no julgamento da alegada trama golpista, baseada na delação de Mauro Cid, refeita nove vezes. Tudo isso é igual a uma corte política, como não poderia ser, não deveria ser, mas é, e hoje é apontada como ameaça à democracia. A conta um dia chegaria. Chegou.

Se, por excesso de zelo ou por qualquer outro motivo, a pesquisa quis usar o termo genérico — “Judiciário” em vez de STF —, o resultado não difere da realidade que se vê exposta em qualquer canto do país, em mesa de bar, em almoços de família, em qualquer bate-papo. O Supremo é notícia constantemente negativa, como quando os brasileiros, em ano de Copa do Mundo, desconfiam da seleção nacional de futebol. Aliás, os 11 ou atuais 10 ministros são mais conhecidos que a escalação do time brasileiro. O pesadelo de imagem do STF, que tem pelo menos dois de seus ministros atolados até o pescoço em investigações de tráfico de influência e enriquecimento ilícito, está exposto em todos os cantos. A pesquisa do instituto AtlasIntel, em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo, de 20 de março, foi muito mais direta e mostrou que 60% dos brasileiros não confiam no trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Um tapa na cara da pretensão da Corte ativista que decidiu ser dona do Brasil desde, é importante repetir, quando abriu o malfadado Inquérito do Fim do Mundo em 2019. Ilegal na origem, arbitrário e abusivo nas decisões, é o resumo do regime violento de prende e arrebenta que o STF instalou no país, sob o pretensioso argumento de “salvar a democracia”, que se revelou, na verdade, execrável ao se contradizer na essência. Desde então, a vida brasileira nunca mais foi a mesma. De forma cristalina, a Constituição de 1988 determinou a separação dos Poderes e a liberdade de expressão, com vedação nominal e expressa da censura, como cláusulas pétreas, inatacáveis e irremovíveis. O STF deu de ombros e passou por cima de tudo. O recorde de desaprovação de 60%, apurado pela AtlasIntel, só mostra que a percepção dos brasileiros sobre o Supremo Tribunal Federal piorou na mesma medida em que a coragem de apontar os dedos para a Corte também cresceu. A Paraná Pesquisas, o PoderData, o Datafolha e a GenialQuaest também confirmaram o mesmo sentimento de rejeição do cidadão brasileiro ao Olimpo da Justiça brasileira. A perda de confiança nos ministros, motivada pelos abusos e desrespeito à lei, está posta. As pesquisas de opinião evidenciam que o país está perdendo o medo do monstro. E esse país é o Brasil dos brasileiros reais, não os da narrativa.

Ilustração: Júlia Xavier/Montagem Revista Oeste/Gerado por IA

A história ainda vai se dedicar a explicar como uma parte imensa da sociedade permitiu um cavalo de pau na democracia real em nome de um regime opressor de conveniência político-partidária. Como essa casta, que se imaginava arrogantemente superior, desprezou o fato de que abuso de poder, depois que começa, nunca diminui. Abusadores costumeiramente dobram a aposta, seja onde for. Ignorando a monstruosidade institucional que criaram ao permitirem a democracia relativa e a censura seletiva, essa plebe pretensiosa e nascida de distorções da universidade pública brasileira falava em recivilizar o país. Foi a junção de controle social deles com a vontade de devorar direitos alheios de ministros fora da lei. Deu no que deu.

Lembra-se de quando saíam enquadrando a direita conservadora como irracional e animalesca? Que deveria ser calada e presa, afastando o devido processo legal e o direito à ampla defesa, porque o momento era excepcional? Lula chegou a chamar de “animal selvagem” um dos integrantes da família de Santa Bárbara d’Oeste, interior de São Paulo, que se desentendeu com o ministro Alexandre de Moraes no aeroporto de Roma. Verborrágico, o presidente que tinha sido reabilitado politicamente por uma invencionice jurídica do STF, foi além ao defender o aliado da Corte, prejulgando e condenando publicamente a família e quem não viu no caso nada além de uma altercação: “essa gente tem de ser extirpada”. Era de novo o lenga-lenga inconsequente e perigoso do “neofascismo” de caminhão de sindicato. Por outro lado, olhando para o que foi feito no Brasil, o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, de Adolf Hitler, era de esquerda, ostentava as palavras “socialista” e “trabalhadores” no nome, pregava a hegemonia política pelo sequestro do Estado e teve inicialmente o apoio de grupos específicos dentro da sociedade que fecharam os olhos diante do silenciamento e da perseguição da oposição. As semelhanças são assustadoras.

Os ministros do STF, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, Luiz Inácio Lula da Silva e o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, durante a solenidade comemorativa ao Dia do Soldado, em 2024, Brasília | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Os ministros do STF, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, durante a solenidade comemorativa ao Dia do Soldado, em 2024, em Brasília | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Aqui, a maioria esmagadora que manipulou incautos foi movida pelo mais sórdido desejo de revanchismo eleitoral — o PT havia perdido a eleição em 2018, depois do impeachment constitucional de Dilma Rousseff. Também contra os juízes e procuradores federais da Lava Jato que tinham dado aos brasileiros uma singular esperança de moralidade ao desbancar o até então maior escândalo de corrupção do país, prendendo seus operadores e o próprio Lula. Essa gente, a que anuiu que um Poder, o STF, se tornasse tão poderoso a ponto de castrar as garantias e direitos mais elementares, deu um golpe no país e na democracia. No Estado Democrático de Direito, corrigem-se eventuais desvios apenas com a lei. Tudo o que for usado além disso é arbítrio, é abuso, é ilegal, é ditadura. Foi o que aconteceu sob o aplauso da turma ilustrada que igualmente se imaginava acima dos demais brasileiros. Se um dia foram, e é inegável dizer que se beneficiaram de serem “amicus curiae” (“amigos da corte”, no pior dos sentidos), já não são mais. O Brasil dos brasileiros reais decidiu dar um basta no país das narrativas. Os 60% de desconfiança na Corte são de eleitores que dizem que o STF ameaça a nossa democracia e que ministros não são mais dignos de confiança. A inteligência do brasileiro é pródiga. Quando enganado, não oferece a outra face, devolve o tapa que recebeu.

Começa um novo capítulo da história do povo brasileiro. Não apenas pelo resultado das pesquisas, mas na ação. Se ainda carecemos de movimentos de rua, as redes sociais já não mais se contêm em explicitar que queremos as nossas liberdades de volta. Isso vai do apoio ao ministro André Mendonça, que está à frente das investigações do caso do Banco Master e do roubo dos aposentados, que cresceu assustadoramente nos dois primeiros anos de Lula na farra de descontos das associações, à rejeição crescente de pautas identitárias ou de criminalização da opinião. Com ministros do governo e do STF, associações e banqueiros próximos ao lulopetismo e até Lulinha no alvo da Polícia Federal, Mendonça é o ministro do Supremo mais bem avaliado. É o único que tem mais menções positivas do que negativas, segundo a mesma pesquisa da AtlasIntel. E apenas por estar cumprindo e aplicando a lei.

De estilo discreto, técnico e fiel à Constituição, é o oposto da verborragia e do revanchismo da ala ativista e política que levou a Corte ao centro do escândalo do Banco Master, de Daniel Vorcaro. As pessoas estão vendo tudo. Elas estão entendendo tudo. Como a maioria silenciosa já demonstrava em conversas reservadas, porque estavam com medo de serem presas por falarem publicamente. Não estão mais. É inegável o declínio do temor e a ascensão da coragem. As críticas diretas ao Supremo, o humor político que retornou e os vídeos francos de pessoas que voltaram a se expor nas redes sociais são a prova cabal de que os tempos são outros. A reação de mulheres reais aos discursos agressivos da deputada transsexual Érica Hilton ou ao tenebroso PL da Misoginia é um alento como há muito não se via. Enfraquecida pelos escândalos, a tríade governo Lula, STF e esquerda barulhenta perdeu a hegemonia do debate. Sem a perseguição estatal que impunham a quem divergia deles, só sobram bobagens ideológicas que dilaceram a lógica e o modo de vida brasileiro. Propostas abusivas e mentirosas de proteção de minorias ou grupos estão sendo demolidas pelo debate livre na internet, que expõe fatos que desmascaram as teses manipuladoras.

Ilustração: Júlia Xavier/Montagem Revista Oeste/Gerado por IA

A reação que se vê agora à agenda obtusa e hipócrita do governo Lula, ou ao STF do escândalo do Master, não veio das elites acadêmicas das caras e normalmente ineficientes universidades públicas e privadas do país. Também não veio da imprensa estatizada por verba governamental, que achou graça na censura contra os outros. Nem dos artistas revolucionários de antes, pendurados em ideologia mofada e leis de incentivo à cultura que enriquecem amigos do poder. Igualmente, não são os limpinhos os que estão mudando a realidade brasileira, talvez porque atolados no próprio lamaçal de isenção até quando era apenas para defender a Constituição. O Brasil que ressurge agora e que não mais se verga é o dos brasileiros reais. Os que foram oprimidos em seus mais elementares direitos e garantias individuais, que viram a democracia ser esmagada por quem dizia defendê-la e denunciavam isso desde o primeiro abuso. Antes que alguém se preste a destilar definições jocosas sobre o Brasil, ao chamar o próprio país de “banânia”, olhe ao redor, role as redes sociais e preste atenção. Tem brasileiros como você fazendo o país acontecer de novo. E dando uma banana a quem ousou relativizar a nossa democracia e sentimento de nação.

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6 comentários
  1. Lourival Nascimento
    Lourival Nascimento

    OS INTEGRANTES DO SUPREMO TAYAYÁ MASTER FEDERAL SUBESTIMAM A CAPACIDADE DOS BRASILEIRO DE PENSAR, E DE ATÉ LEMBRAR O QUE ELES, EM PRISCAS E RECENTES ERAS FIZERAM.
    A Ministra do STF, Cármen Lúcia, está deixando o pardieiro onde antes funcionava o STF, alegando pedidos da sua família, que no começo e fim das contas, expõe Suas Excelências, Ministros do SUPREMO TAYAYÁ MASTER FEDERAL, com toga e tudo, caíram na vida, no pior sentido do termo. Dona Cármen Lúcia até mente, como se fôssemos todos idiotas. “Da minha parte, digo: podem dormir tranquilos. Não há uma linha minha que esteja fora da lei. Eu não faço nada errado.” É mesmo, Ministra Cármen Lúcia? Talvez a senhora leu a combalida Constituição de cabeça pra baixo, a mesma Constituição que a senhora JUROU defender, mas lhe lembro, Ministra. Artigo 5º, Inciso IV: “É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato” Artigo 5º, Inciso IX: “É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença” Artigo 220, § 2º: “É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística” Artigo 220, § 1º: Garante a plena liberdade de informação jornalística, proibindo qualquer dispositivo legal que a embarace.” A mentira tem pernas muito curtas, senhora Ministra. 20/10/2022 “Decisão que adiou documentário “pode ser veneno ou remédio”, diz Cármen Lúcia. Ministra votou a favor de manter decisão do ministro Benedito Gonçalves que mandou suspender exibição de documentário sobre o atentado contra Bolsonaro até o fim do segundo turno” “Cármen Lúcia reforçou, em sua fala, que é contrária a qualquer tipo de censura, mas que concordou com a decisão “para que não haja o comprometimento da lisura, da higidez, da segurança do processo eleitoral e dos direitos do eleitor.” A senhora ainda quer dizer que não fez nada errado, Ministra Cármen Lúcia? “Este é um caso que em sede de liminar [decisão provisória] é extremamente grave, porque de fato temos uma jurisprudência do STF, na esteira da Constituição, no sentido do impedimento de qualquer forma de censura. E medidas como essas, mesmo em face de liminar, precisam ser tomadas como se fossem algo que pode ser um veneno ou um remédio. E neste caso, portanto, como se trata de liminar, e sem nenhum comprometimento quanto à inteireza de manutenção no exame que se seguirá, vou acompanhar, com todos os cuidados, o relator, incluindo a parte da alínea C [trecho que manda adiar estreia do documentário] da decisão que é a que me preocupa enormemente.” Quer dizer que a senhora se PREOCUPOU com a CENSUA ao Documentário da Brasil Paralelo, sobre “quem mandou matar Bolsonaro”, mas ainda assim votou em favor da CENSURA, ficando de joelhos para seus pares? Essa retórica não cola, Ministra! 28/06/2025 “Cármen Lúcia quer impedir 213 milhões de tiranos de serem soberanos na internet. Ministra usou o argumento para ser a favor de responsabilizar big techs pelo conteúdo de posts de usuários; em 2022, ela já havia dito ser possível abrir exceção para bloquear um vídeo antes da publicação e SEM ASSISTIR AO conteúdo.” A senhora não viu o tal vídeo para analisar o CONTEÚDO, mas chancelou a CENSURA, mais uma vez jogando no lixo a Constituição, Ministra Cármen Lúcia. Nós, Ministra Cármen Lúcia, os tais 213 milhões de tiranos, como a senhora nos nominou, lembramos a sua tirania de caso pensado, usando ditado popular. “Cala a boca já morreu, quem manda na minha boca sou eu,” na sua posse na Presidência do STF. Ministra Cármen Lúcia, quem manda em nossas bocas somos nós, ainda que corramos o risco de sermos perseguidos pela DITADURA E CENSURA que a senhora sequer teve estofo de confrontar nas decisões dos seus pares, mas de joelhos anuiu com a CENSURA e perseguição, a senhora RASGANDO a Constituição que jurou defender, aderindo ao PROJETO TOTALITÁRIO DE PODER do STF/PT/TSE. E sim, Ministra Cármen Lúcia, a senhora fez coisas erradas. Ou a senhora acha que rasgar, ignorar a Constituição sobre a PROIBIÇÃO DA CENSURA é ato meritório? A senhora pode calar a sua boca, não as nossas!

  2. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Mas num tem nada não, tira esses bandidos véio daí desse STF e coloca lá os vossa incelença, Lindemberg Farinha de mandioca, Gleisi Hoffman, Washington quá quá, Frei Chico, Lulinha, Tabata e o marido, Glauber Braga, Humberto Costa, Ângelo coronel, Sarrabulho Tronique… Coloca esse outro comboio de ladrão que vai ficar uma côrte decente

  3. Sergio Mendes Casro
    Sergio Mendes Casro

    Mudanças não ocorrem de maneira abrupta , vide o crescimento do STF como orgão político gradual e progressivo . Já vemos o aumento significativo de pessoas e grupos contrariando o pensamento vigente , o PL da misoginia barrado na câmara . Tenho esperança .E ótimo o termo “limpinhos”para designar o em cima do muro , o esquerdista sofisticado . O mundo não é limpo.

  4. Renato Perim
    Renato Perim

    Gostaria de ter esse otimismo de vocês. O que eu vejo é que o PL da Misoginia passou, Alexandre de Moraes continua esmagando inimigos, Toffoli não deu explicações do escândalo, o Supremo continua mandando em tudo, milhares de pessoas continuam presas ou com tornozeleira ou exilados, o rombo que está aí demorará séculos para ser recuperado, enfim, sinceramente eu devo ser muito pessimista ou vocês tem uma visão muito diferente da minha.

    1. JOÃO RICARDO ASTOLPHI
      JOÃO RICARDO ASTOLPHI

      Concordo com o amigo, tb e infelizmente, nao estou tao otimista como nosso querido Piotto, nao vejo mudança efetiva alguma contra o mar de lama em que estamos. Ministros corruptos, ladroes e ate assassinos dando de ombros a tudo que esta sendo divulgado, desgoverno divulgando mentiras e falacias, imprensa marrom! Se tivessemos homens de brio nesse pais, seriamos outra nação. Mas esses, já estão presos…

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