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Foto: Montagem Revista Oeste/IA
Edição 324

Faria Lima preocupada com eventual vitória de Lula

Enquanto isso, AstraZeneca dobra a aposta no Brasil, hotelaria francesa também está de olho no país, empreiteiros mostram otimismo e Fasano navega no Mediterrâneo

Os estrategistas do mercado financeiro estão começando a mostrar preocupação com uma possível vitória de Lula nas eleições de outubro. A divisão da direita, o caso Master, mas principalmente as medidas populistas adotadas pelo governo petista estão mudando o cenário-base dos principais analistas. Se até poucas semanas atrás a vitória de Flávio Bolsonaro era quase uma unanimidade, as previsões começam a se tornar menos claras. Entre os pontos de atenção de bancos e corretoras está a questão dos desequilíbrios do orçamento, que deverá ser enfrentada obrigatoriamente a partir do ano que vem. Entretanto, um eventual governo Lula 4 não teria nenhum incentivo para conter os gastos públicos. Nesse caso, uma crise fiscal é considerada quase inevitável.

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Gafisa sem alívio

A crise da construtora Gafisa parece não ter data para acabar. A empresa tentou levantar capital para aliviar suas contas, mas encontrou uma baixa adesão entre os investidores. A maior parte das ações não teve demanda, e uma montanha de papéis ficou sem comprador. Dos mais de 168 milhões de ações colocadas à disposição no exercício do direito de preferência, apenas 6,9 milhões foram efetivamente subscritas. A empresa acumula uma desvalorização de quase 80% em 2026 por causa de seu endividamento. E o fato de estar entre as empresas controladas pelo empresário Nelson Tanure, ligado ao escândalo do Banco Master, não melhora a situação.

A crise da construtora Gafisa parece não ter data para acabar | Foto: Shutterstock

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AstraZeneca dobra a aposta no país

A farmacêutica sueca AstraZeneca investirá R$ 250 milhões no Brasil para ampliar sua atividade de pesquisa clínica. Trata-se de uma alta relevante em relação a 2024, quando a empresa alocou cerca de R$ 150 milhões no país. O objetivo do aporte é realizar estudos voltados para pacientes hematológicos e oncológicos.

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Exportação de petróleo despenca

A exportação de petróleo brasileiro em maio registrou um ritmo muito menor em comparação com abril, podendo cair pela metade. Até a terceira semana de maio, a média de embarques de petróleo do Brasil recuou 52%, para 216,7 mil toneladas por dia útil, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Se continuar nesse ritmo, o país vai fechar o mês com cerca de 4,5 milhões de toneladas. Entre as razões da queda está o imposto de exportação criado pelo governo Lula, que está limitando os volumes. Além disso, a maior demanda doméstica de combustíveis segura as vendas para o exterior.

A exportação de petróleo brasileiro em maio registrou um ritmo muito menor em comparação com abril | Foto: Shutterstock

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Equinor investe no biometano

A Equinor investirá R$ 17,2 milhões em um projeto voltado a maximizar a produção de biometano. O objetivo do Res2Bio — abreviação de residues to biomethane (“resíduos para biometano”) — é converter os resíduos da cana-de-açúcar gerados pela indústria do etanol na Região Sudeste. A empresa conta com uma rede de parceiros, entre os quais a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, que vai aportar outros R$ 9,2 milhões na iniciativa, com duração de 42 meses de pesquisa.

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Empréstimo da Loft

A Loft, fintech imobiliária, está entrando no segmento do financiamento de imóveis na planta. A meta é fechar o ano com R$ 12 bilhões em originação e gerar R$ 1 bilhão anualizados em negócios. A empresa oferecerá uma plataforma que conecta os bancos às incorporadoras para imóveis acima de R$ 600 mil e receberá uma comissão pelo imóvel financiado, agilizando a liberação do crédito, dando previsibilidade de caixa para a incorporadora e evitando multas ou reajustes inesperados para o comprador.

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Otimismo dos empreiteiros

A indústria ⁠da construção civil está otimista e prevê um aumento ‌nos lançamentos do segundo trimestre ‌do ano. No primeiro, os lançamentos de imóveis residenciais caíram quase 5% ​em comparação com ​o mesmo período do ano passado e desabaram ⁠32% sobre os ​três últimos meses de 2025, segundo dados apresentados pela Câmara Brasileira de Indústria de Construção (CBIC). Isso por causa das mudanças no programa Minha Casa Minha Vida entre o final de março e ⁠o início ‌de abril, que acabaram represando a oferta.

A indústria ⁠da construção civil está otimista e prevê um aumento ‌nos lançamentos do segundo trimestre ‌do ano | Foto: Shutterstock

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Hotelaria francesa de olho no Brasil

A rede francesa de hotelaria Accor está de olho no Brasil para a expansão de sua marca de luxo Sofitel depois de quase quatro anos de ausência do mercado local. O último hotel brasileiro que usava a bandeira encerrou as operações em 2022, mas o grupo francês voltou este ano ao Brasil, no Rio de Janeiro, com a reabertura do hotel de Ipanema, após sete anos de obras e atrasos. Os eixos da expansão serão Brasília, São Paulo e a região Nordeste.

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Fasano dos mares

O Fasano lançou uma frota de iates de luxo que poderão ser utilizados por seus clientes para conhecer as localidades mais exclusivas do Mediterrâneo. O Fasano Yachts, cujas embarcações são produzidas pela italiana Azimut, terá como destino inicial a Sardenha, integrando o projeto JHSF Fasano Sardegna, previsto para começar neste verão europeu, e conectará a experiência do Fasano Al Mare Hotel & Beach Club ao mar. Os clientes poderão se hospedar a bordo dos iates, ancorados em área exclusiva na baía de Tavolara, com acesso às instalações do hotel, como spa, beach club e quadras esportivas. Além disso, terão roteiros personalizados para explorar destinos icônicos da Costa Esmeralda.

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Carrefour vende imóveis

O Grupo Carrefour Brasil colocou à venda seu campus corporativo em Tamboré, na Grande São Paulo. A operação ocorre em meio a uma reorganização administrativa do grupo, que prevê a transferência das equipes para novos polos nas regiões da Vila Maria e do Tatuapé, na capital paulista, com o objetivo de integrar áreas como comercial e jurídica. Os valores da operação não foram informados. A companhia comunicou ainda que o imóvel já tem despertado interesse de incorporadoras e investidores e que mantém conversas com diferentes players do mercado.

Leia também “Por que os gringos estão saindo da B3?”

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