Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você
O artigo analisa a situação política do Partido dos Trabalhadores (PT) em São Paulo, destacando que, em vez de lançar candidatos, o partido faz ameaças. O texto menciona a candidatura de Fernando Haddad ao governo, que já havia sido derrotado anteriormente, e critica a escolha de Marina Silva e Simone Tebet para o Senado, ressaltando a falta de conexão delas com o Estado.
Aberto por Lula em 1982, o desfile dos companheiros que disputaram o governo de São Paulo informa que, no principal Estado da federação, o Partido dos Trabalhadores não lança candidatos; lança ameaças. A passagem do bloco formado por 10 perigos confirma a sensatez do eleitorado residente em território paulista. Além de Lula, foram impedidos de homiziar-se no Palácio dos Bandeirantes Plínio de Arruda Sampaio, Eduardo Suplicy, José Dirceu, Marta Suplicy, José Genoíno, Aloizio Mercadante, Luiz Marinho, Alexandre Padilha e Fernando Haddad. Parece chamada no pátio do presídio para verificar se alguém fugiu.
Por determinação do presidente da República (e único deus da seita disfarçada de partido), Haddad deixou o Ministério da Fazenda para reprisar o fiasco ocorrido há quatro anos. Vai igualar-se a Mercadante, até agora o único a naufragar em duas eleições sucessivas. Em 2022, Haddad conseguiu arrastar-se até o segundo turno, quando foi massacrado por Tarcísio de Freitas, vencedor da primeira rodada. Nas duas etapas da campanha, Haddad apostou todas as fichas na certidão de nascimento: não poderia governar São Paulo um carioca que transferira seu domicílio eleitoral poucos meses antes. O argumento foi pulverizado pelo apoio do presidente Jair Bolsonaro e pelo desempenho de Tarcísio no comando do Ministério da Infraestrutura.

Passados quatro anos, o governador eleito pelo que fizera em vários pontos do Brasil será reeleito — com o apoio de Bolsonaro — pelo que fez na mais desenvolvida unidade da federação. Pelo andar da carruagem, a disputa vai encerrar-se já no primeiro turno. Graças às obras executadas ou em trabalhos de parto, São Paulo está com cara de Estado americano. Ao rejeitar a candidatura à Presidência, o grande administrador esbanjou talento político. Fora do páreo, livrou-se do fogo amigo e livrará São Paulo de outra ameaça lançada pelo PT. Em 2030, vai confirmar que um segundo mandato é mesmo, neste momento, a mais segura das rotas que levam ao Palácio do Planalto.
Ironicamente, Haddad vai travar o segundo duelo em companhia de duas forasteiras em busca de uma vaga no Senado. Marina Silva nasceu num seringal do Acre e começou a vida política na Câmara dos Vereadores de Rio Branco. Fantasiada de Madre Marina da Floresta, foi senadora e disputou duas vezes a Presidência da República. Simone Tebet nasceu em Três Lagoas, no interior de Mato Grosso do Sul. Foi prefeita, deputada estadual, senadora e, em 2022, candidata à Presidência. Antes de dezembro de 2023, ambas louvaram a Operação Lava Jato e afirmaram mais de uma vez que Lula é corrupto. Esqueceram o que disseram no momento em que o presidente eleito lhes ofertou uma vaga no ministério.
São Paulo costuma acolher com generosidade brasileiros oriundos de outros Estados que decidem começar a carreira política no maior colégio eleitoral do país. Foi assim, por exemplo, com Washington Luiz (o “paulista de Macaé”), com o mato-grossense Jânio Quadros, com o carioca Fernando Henrique Cardoso, com o pernambucano Lula e com Tarcísio de Freitas. Mas São Paulo é pouco receptivo quando alguém muda de endereço para escapar da derrota onde nasceu politicamente. O palavrório sobre a Revolução de 1932 avisa que Simone não se livraria de um zero com louvor caso tivesse de escrever 20 linhas sobre qualquer episódio relevante da história de São Paulo. Marina até conseguiu eleger-se deputada federal, mas não iria além disso mesmo se descobrisse que Campinas fica mais perto de Jundiaí que de Fortaleza.
A dupla estaria condenada ao naufrágio pilotado por Haddad se os eleitores decididos a manter Tarcísio no cargo não fossem confrontados com um monumento ao amadorismo político. Como sabe até o gramado da Praça dos Três Poderes, não existe segundo turno na eleição dos senadores. Em outubro, cada Estado preencherá duas vagas, e todo eleitor poderá votar em dois candidatos. Os devotos de Lula obedecerão à ordem da divindade de botequim: apoiarão Marina e Simone. A maioria liberal-conservadora distribuirá seus votos por três candidatos: Guilherme Derrite (PP), Ricardo Sales (Novo) e André do Prado (PL).
Todas as pesquisas de intenção de voto vêm avisando que essa divisão absurda poderá resultar na vitória da indecente dobradinha concebida por Lula. Nessa hipótese, o Brasil que pensa e presta perderá duas cadeiras, e terá de enfrentar os alcolumbres e calheiros sem o apoio dos dois novos representantes de São Paulo. Tanto os candidatos quanto seus padrinhos precisam ser menos ambiciosos, menos açodados — e mais compassivos com o povo brasileiro. Também para a insensatez existem limites. Estão faltando adultos na sala. É hora de criar juízo.

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Concordo Augusto, lamentavelmente o candidato pelo NOVO Ricardo Salles em quem votei para deputado federal em 2022, queria ser prefeito pelo PL e por não ter sido contemplado ficou zangado e se aliou ao aventureiro Pablo Marçal contrariando a indicação de Bolsonaro para a prefeitura de São Paulo. Agora esta rachando a direita, e claro, tem consciência disso pela vaidade de ser senador, pouco ligando para esse possível desastre que você com razão comenta.
Entretanto Augusto, não esta unicamente na vaidade de políticos da direita essa desunião. Recentemente temos assistido comentários do grande Alexandre Garcia, parceiro deste jornalismo aberto e verdadeiro da Revista Oeste, flagrantemente criticando Flavio Bolsonaro, talvez até dando razão às criticas que a desatinada Michelle fez ao Flavio.
Assim, fica difícil para o eleitor entender quem merece a herança dos votos de Bolsonaro, mas pessoalmente entendo que são de Flavio. Portanto vamos também fazer um jornalismo, que não esconda os fatos, todavia evitando comentários que sem razão desagregam os eleitores da centro direita.
Sem voto auditável e com pesquisas indicando empate técnico, não estaremos seguros do necessário sucesso da centro direita.
Lucidez e experiência digna de um profissional honesto.
Temos que votar nos dois candidatos de direita , a traidora burra e a velhota esclerosada vão se ferrar
É hora de continuar falando sobre a famigerada vacina contra a dengue, produzida, sabe lá como, pelo Butantã e liberada pelo ministério da saúde para aplicação, logo depois suspensa, em decorrência de óbitos pós-vacinação. Ninguém mais comenta sobre esse descalabro.
É essa desunião ou ambição que torna a direita SEMPRE A GRANDE PERDEDORA!! Trata-se de bomsenso em politica onde o pt da aulas!!!
Lembrando que o terceiro senador por São Paulo vive no mundo da lua
Acredito não na Capital, onde sempre morei, mas sim no interior do Estado, cujos eleitores nao permitirão a vitória dessas duas.
Caro Augusto Nunes, perfeita a sua observação. Eu, que não tenho nem uma gota de conhecimento de política já tinha notado que a direita está praticamente elegendo a dupla petista para representar São Paulo no Senado. É um total absurdo entrar com três candidatos de direita. Já tive a oportunidade de fazer essa mesma crítica em artigos e notícias da Oeste e da Gazeta do Povo. A direita demonstra um amadorismo, uma falta de bom senso. Parece um repeteco da decisão de apoiar alcolumbre e motta para a presidência das casas legislativas. Simplesmente não dá para entender.