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O artigo critica os governos petistas, especialmente o atual de Lula, apontando um retrocesso econômico e institucional no Brasil desde 2003. Destaca o aumento da população em situação de rua, a insatisfação com o STF e o Congresso, além de escândalos de corrupção envolvendo o governo. A educação e a burocracia são mencionadas como áreas problemáticas, com altos índices de analfabetismo funcional e dificuldades para abrir e operar empresas.
Um simples olhar sobre a economia e a vida brasileira é capaz de mostrar, com dados oficiais e evidências empíricas, de tão eloquentes que são, o quanto o país retrocedeu nos governos petistas. Neste atual e desde 2003, quando Lula chegou ao poder pela primeira vez, fruto da inocência de parte imensa do eleitorado que achava que “era a vez do PT”. Incensado pela academia, pela militância universitária e por setores da igreja católica progressista, Lula e seus aliados de sindicato ganharam ares de salvadores. Não eram. Nunca foram porque jamais passaram de defensores radicais de uma ditadura das elites sindicais que mascaravam chamando-as de movimentos sociais. Com a breve pausa realmente redentora dos seis anos e meio das gestões Temer e Bolsonaro, Lula, Dilma e o PT de várias configurações estão no comando do país há mais de 17 anos.
Olhe ao redor e me diga se o Brasil realmente melhorou na redução da miséria quando se sabe que a população de rua aumentou quase 100% nos três anos e meio deste terceiro mandato. O dado é do CadÚnico, oficial. Há avaliações bem mais graves de estudos independentes. Olhe novamente e veja se somos, no que dependeu dos governos petistas, um país moderno. De forma ainda mais detida, pergunte-se: somos mais livres e soberanos quando o governo petista se associa ou demonstra enorme simpatia por regimes tirânicos ao redor do mundo? Não. Não tivemos melhora substancial em nada disso. E no que alguém tentar encontrar um número simpático ao governo, não se sustenta porque jamais terá sido na medida de quem está governando o país por tanto tempo. Enfim, retrocedemos. Estamos sob um retrocesso institucional que nos faz sentir saudades do ar fresco da redemocratização dos anos 1980. Hoje em dia, nem a Constituição de 1988 é válida nos seus mais nobres e pétreos artigos. A afronta é justamente aos que garantem a liberdade, o direito de se defender da perseguição estatal e a garantia de uma república federativa com Três Poderes verdadeiramente independentes.

Não por acaso, numa pesquisa recente, a maioria da população rejeitou o Supremo Tribunal Federal. De pouco conhecido a malvisto e malquisto, apenas um terço dos brasileiros disse confiar no STF. Apesar das exceções de sempre de uma oposição à direita que tem reclamado a volta da normalidade institucional, o Congresso Nacional é ainda mais mal avaliado. Fruto da subserviência de seus últimos presidentes à Corte Suprema, que decidiu ser o poder moderador da nação, algo que não existe na lei. Sem limites, sem contenção, sem pesos e contrapesos, o abuso dos “supremos” se tornou regra.
Segundo o Barômetro da Lusofonia de 2026, uma pesquisa feita pelo Ipespe que mede a satisfação da população com a democracia no Brasil, 62% dos entrevistados disseram estar insatisfeitos. Os apenas 33% de brasileiros que se disseram satisfeitos nos colocam abaixo da média dos países latino-americanos, cuja região não representa nem de longe a excelência democrática do mundo. Estamos abaixo da média já baixa. Percebe o tamanho do nó? Apenas cerca de 18% aprovam o trabalho de deputados e senadores. No STF, entre as várias pesquisas realizadas, a aprovação mais otimista não ultrapassa os 35%. A maioria simplesmente rejeita a Corte de Brasília, desaforada com a vida brasileira como ela costumava ser, segundo o Latinobarômetro de 2025, outro medidor da confiança na democracia. Em março deste ano, 60% disseram simplesmente não confiar no Supremo quando perguntados pelo Instituto Atlas/Intel, numa pesquisa em parceria com o Estadão. Oprimidos pelo Estado de perseguição, falaram o que pensaram no anonimato garantido pelos entrevistadores. A verdade sempre vem à tona.
A realidade de descontentamento é resultado de percepção pessoal de brasileiros que vivem o dia a dia, que sofrem com o medo de processos fora da lei, de prisões arbitrárias sem explicações, sem o devido processo legal e sem direito à ampla defesa. A insegurança jurídica, último estágio antes de democracias se transformarem em autocracias autoritárias sem limites, é uma certeza nacional. Da garantia plena de liberdade de expressão, da tradição nacional de que lei ruim não pega, de que o STF não se meteria em política, chegamos ao limbo jurídico de agora. Novos tempos que começaram a se agravar com a instauração do Inquérito 4.781, em 2019, para investigar “fake news”. O monstrengo jurídico, aberto por Dias Toffoli e comandado com mão de ferro pelo ministro Alexandre de Moraes, é ilegal na origem, mas se transformou num aparato de repressão, do cala-boca que nunca morre, contrariando os avanços que conquistamos ao longo de décadas depois dos anos de chumbo.

A forma como a Corte atuou nos casos inerentes às manifestações do 8 de janeiro e nos recentes processos da alegada “trama golpista”, em que leis foram reinterpretadas para tentar legitimar a perseguição à direita, aos conservadores e ao próprio ex-presidente Jair Bolsonaro, só piorou a percepção. Sem liberdade, sem democracia real, o país padece porque a economia livre recua. Sem regras claras, como e por que investir? Sem investimentos privados, o país simula crescimento com gastos estatais. É insustentável. Protegido pelo STF, com quem divide o consórcio de poder, é o que Lula está entregando aos brasileiros: um Brasil pior, muito pior, que deixará uma herança maldita a quem sucedê-lo. Porque se for ele mesmo o próximo presidente, bem, aí a conta negativa não terá fim. Listo algumas áreas onde os números não mentem. Ao contrário, gritam a verdade e chamam o eleitor a reassumir o Brasil.
Corrupção. Envolvido novamente em escândalos, a nota do Brasil foi de 35 numa escala que vai até 100, na avaliação da Transparência Internacional. Das 182 nações avaliadas, o país ficou no 107º lugar. É muito abaixo da média. Também, pudera! Depois do Mensalão e do Petrolão, Lula e o PT protagonizam os dois mais recentes escândalos lesa-pátria: o roubo de aposentado do INSS, pelo qual o filho e o irmão do presidente são investigados — além de várias associações e entidades ligadas historicamente ao partido; e o caso do Banco Master, nascido no PT de Bahia e de tamanho ainda não sabido, mas imenso. De relações íntimas com os amigos petistas baianos, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, hoje preso, foi recebido fora da agenda e ganhou conselhos de Lula dentro do gabinete presidencial, ao lado de Gabriel Galípolo, que estava prestes a ser presidente do Banco Central. “Não venda seu banco para o BTG de André Esteves”, teria dito Lula ao banqueiro cheio de lobistas que lhe arranjaram o encontro. Jaques Wagner, amigo pessoal do presidente há mais de 50 anos e ex-líder do governo no Senado, é a estrela do partido investigada dentro do STF por suposto favorecimento ao Master. Tornou-se tóxico para a campanha de reeleição e no entorno do presidente.
Educação. Segundo o Indicador de Analfabetismo Funcional, 29% da população adulta entre 15 e 64 anos é de analfabetos funcionais. Isso representa 40 milhões de brasileiros e brasileiras que podem até ler, escrever, fazer alguma conta, mas não sabem o que fazer com o pouco conhecimento que adquiriram. Some-se a isso o drama de mais de 50 milhões de pessoas assistidas pelo Bolsa Família, um programa social que não treina adultos para o trabalho do presente e não educa crianças para o futuro. Resume-se tão somente a um programa assistencialista sem porta de saída, usado de cabresto eleitoral pelo lulopetismo.

Burocracia. Apesar do avanço de ser o país mais rápido e barato para se abrir uma empresa — conquista de governos anteriores —, manter e operar empresas no Brasil requer mais de mil horas/ano para lidar com questões tributárias e trabalhistas. A reforma que deveria simplificar o pagamento de tributos no país, aprovada no ano passado, é ruim e terá de ser refeita pelo próximo Congresso. Não simplificou e concentrou o poder em Brasília. É a antirreforma em formato de lei. A legislação trabalhista, modernizada no governo Temer, tem sido destruída em todos os seus avanços por decisões do Supremo Tribunal Federal que, veja só, reescreve e reinterpreta emendas constitucionais — uma prerrogativa do Legislativo — para manter o Brasil no atraso de onde ele decidiu sair. Adicione o crédito caro, com a taxa real de juros mais alta do mundo, e escasso, diante de um governo endividado que consome a poupança nacional, e o crescente número de recuperações judiciais de empresas ganha justificativa. O recorde, em 2025, chegou a 2.467 empresas que recorreram à Justiça por não conseguirem lidar com a ambiente perverso em que se transformou a economia sob o atual governo.
Com tudo isso, a competitividade do país despencou. No ranking do Banco Mundial de 2026, o Brasil caiu sete posições. Ocupa hoje a 65ª colocação entre 70 países analisados. A inovação, que ainda sobrevive e respira no setor privado, é um alento. Estamos na metade de cima, no 52º lugar entre 139 países, apesar da queda de duas posições em relação a 2024. É quase um milagre! É o setor privado quem puxa o país para cima. Em sofisticação de negócios, que vem praticamente só das empresas, estamos em 39º. Em infraestrutura, fortemente associada também a parcerias privadas, estamos no meio, no 60º lugar. Mas no que depende majoritariamente do setor público, é uma tragédia. No item que avalia a qualidade de nossas instituições, somos o 107º colocado, apenas 32 posições acima do último. Que nome se dá a isso senão Estado pesado e ineficiente, um estorvo caro?

Fato é que não há perspectiva de melhora se Lula se mantiver no poder. Depois de tantos governos para melhorar, mas sem nenhum sinal de avanço real e sustentável, três anos de déficits primários, encaminhando-se para mais um ano gastando muito mais do que arrecada, e com a relação dívida/PIB alcançando 81,3% com mais de R$ 10,6 trilhões de dívida bruta (Bolsonaro entregou com queda, em 71,7%, apesar da pandemia), é um governo que caminha para a insolvência e paralisia estatal por falta de dinheiro e falta de quem o financie. Nos leilões recentes de títulos da dívida, já houve até cancelamento por falta de compradores. O governo Lula pode até maquiar os dados com autorização do STF para gastar fora do orçamento e não ter de responder por crime de responsabilidade fiscal. Pode esbaforir virtudes inexistentes nos palanques montados para plateias amestradas que votam na seita de qualquer jeito. Mas tudo está aí para todo mundo ver. Os números contam o tamanho do retrocesso do atual governo Lula. E fatos são teimosos.
Leia também “O desprezo de Lula pelos brasileiros”
Muito boa a análise resumida da questã. Nós que acompanhamos o pessoal da Oeste já quase sabemos decor sua posição e seus comentários. O problema é que pessoas que deveriam saber a situação nãoi leem este tipo de matéria, principalmente por considerarem longo ou complicado para entender. O multilateralismo pregado é circunstância. Um ciclo que não sabemos quanto tempo desfrutará de fama nas narrativas da esquerda. Hoje, ao contrário dos tempos do sindicato de são bernardo, do plano collor ou no plano real, o mundo mudou radicalmente e rapidamente. Muitos países já tem tecnologia e recursos suficientes para alterar sua plataforma de produção industrial e agrícola. Em pouco tempo suas políticas são de substituição de importação e diminuir a dependência externa que é afetada por transes que perturbam o comércio legal, competitivo dentro de premissas de vantagens comparativas e negociações com parceiros que realmente dependem de boas relações políticas e econômicas. Os países asiáticos já estão partindo para a política de substituição de importação e fortalecer suas empresas. A China, com abanços em países vizinhos e na África já está pensando em ser autosuficiente na produção de alimentos e tecnologia de ponta. Com isto, o Brasil levará um choque nos próximos anos ao perceber que nosso Agro não aguentará a concorrência chinesa também nesta área. Tudo tem que ser pensado e planejado. Por esra razão, escondididinha está a teoria que guarda num cofre (como a IA) a perspectiva de passarmos por etapas de “aproximação das cadeias produtivas” Cada vez mais os grandes conglomerados estão aproximando suas empresas a regiões onde é fornecida ~mão-de-obra, matéria-prima, insumos, etc, além de infraestrutura em transporte e energia. Claro, quem num típico despertar juvenil alguém dirá: é verdade, porque negociar com países no outro lado do mundo (que não é nada sério em termos de comércio e trabalho barato) se a gente pode ter parceiros mais próximos? O diesel dos EUA é mais próximo do que o russo ou o iraniano, e assim por diante. Mas tudo isto fica no anfiteatro.
Seja mais conciso nos artigos, com argumentos discretos.