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Para que serve a Petrobras

A mera existência da empresa e das outras estatais comprova que o Brasil Velho está cada vez mais forte

De duas uma: ou o presidente da Petrobras, que acaba de ser posto no olho da rua, era bom ou era ruim. Se era bom, por que foi demitido? Se era ruim, o que estava fazendo lá até agora? Todos os que têm posições definitivas sobre esse assunto, e que amaldiçoam qualquer ponto de vista diferente do seu, ficam convidados a oferecer alguma alternativa; estarão perdendo o seu tempo, pois não existe alternativa. Esse último desastre, mais um na longa folha corrida da maior empresa estatal brasileira, é apenas a comprovação mais recente de que nosso símbolo augusto da pátria e ente sagrado da “soberania nacional”, além de outras bobagens da mesma família, está organizado de forma a viver perpetuamente numa situação de jogo dos sete erros. Tudo ali só pode dar errado, mais cedo ou mais tarde, porque a natureza da Petrobras torna impossível que alguma coisa dê certo.

A empresa, ao lado de todas as suas irmãs estatais, é um dos alicerces mais delirantes do Brasil Velho — e esse é um Brasil que está condenado a fracassar. É o Brasil do “Estado”, que não muda nunca e prejudica a todos, salvo as minorias: impede a liberdade econômica, bloqueia a real criação e distribuição de riqueza e mantém a população brasileira no seu estado permanente de servidão aos que são donos da máquina do Estado.

O salseiro da vez, como uma criança de 10 anos de idade seria capaz de entender, aconteceu porque o preço da gasolina, e sobretudo do óleo diesel, vem subindo, os caminhoneiros estão agitados e ninguém no governo sabe ao certo o que fazer a respeito — ou, se alguém sabe, não está dizendo a ninguém. Diminuir os impostos de 45% que o cidadão paga a cada litro que compra na bomba? Nem pensar. Governos têm horror a mexer naqueles impostos dos quais as pessoas não podem fugir, como gasolina, luz e telefone — a não ser, é claro, se a mexida for para cima. De outro jeito, como é que se vai pagar a lagosta dos ministros do Supremo, a aposentadoria dos almirantes de esquadra e o auxílio-creche dos procuradores de Justiça? Então: se a coisa fica ruim, e quem está nos galhos de cima precisa dar a impressão de que está fazendo “alguma coisa”, a saída é jogar a culpa na Petrobras e demitir o presidente da empresa — sem tocar nem de leve, é claro, no monopólio funesto que ela tem no universo dos combustíveis.

No caso, e como sempre acontece, arrumaram em cinco minutos uma variada lista de crimes cometidos pelo presidente da vez. De uma hora para outra, descobriram que o homem ganhava R$ 50 mil por semana; foi o próprio presidente da República, escandalizado, quem revelou essa aberração ao público pagante. Por que raios, então, o governo ficou dois anos inteiros pagando esses salários de paxá — só agora começaram a achar caro? O demitido, segundo se soube na mesma ocasião, estava havia onze meses sem comparecer ao local de trabalho, escondido da covid. De novo: por que não foi mandado embora antes? Não é possível um sujeito ficar trancado em casa fazendo home office e levarem onze meses para saber disso. Revelou-se, também, que há uma “caixa-preta” na Petrobras, e que a empresa está forrada de desocupados que ganharam o emprego durante o reinado de Lula-Dilma. É mesmo? Não digam — quem poderia imaginar uma coisa dessas, não é?

O governo, afinal, está aí há mais de dois anos; por que deixaram as coisas assim durante esse tempo todo? O presidente da República disse que só soube do desastre há “algumas semanas”. Se não soube antes é porque não quis saber — como é que um cidadão ocupa a presidência da maior empresa estatal do Brasil sem que o responsável por sua nomeação saiba quanto ele ganha, ou se vai todo dia ao serviço? Se esse é o grau de informação que o presidente Jair Bolsonaro tem sobre o próprio governo, a troca na Petrobras não vai adiantar nada; é possível, pelo ritmo dessa balada, que daqui a dois anos o público seja presenteado com a informação de que tudo continua errado. A propósito: o general que foi para o lugar do presidente demitido vai ganhar menos do que ele estava ganhando?

O problema, na verdade, não é o presidente da Petrobras — o problema é a Petrobras. É possível que no passado tenha havido razões válidas para criar a empresa; é uma questão para os historiadores. O certo é que há muito tempo ela não deveria mais existir na sua forma atual de monopólio controlado pelo governo. “O perigo não é privatizar a Petrobras”, diz o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, um dos raríssimos políticos brasileiros de primeira linha que não vive de quatro diante da empresa. “O perigo é a Petrobras continuar sendo estatal.” De fato, muito pouca coisa que se diz em favor da companhia faz algum sentido lógico. A empresa não pertence “ao povo brasileiro”, como se diz há quase 70 anos; o povo brasileiro não passa nem pela catraca de entrada do saguão. Ela é propriedade exclusiva dos seus altos diretores, tanto mais exclusiva quanto mais altos eles são — e, ao mesmo tempo, dos funcionários e da politicalha que contamina a Petrobras desde o dia da sua fundação.

Dinheiro, então, podem esquecer. O cidadão brasileiro de carne e osso jamais viu um único centavo dos lucros da Petrobras desde 1953 até hoje — salvo, naturalmente, aqueles que puseram a mão no próprio bolso para comprar ações da companhia. Todo o dinheiro ganho pela Petrobras (R$ 7 bilhões em 2020, um dos piores da sua história) vai direto para o Tesouro Nacional, onde desaparece como se tivesse entrado no Triângulo das Bermudas — se o Estado vive dizendo que não tem dinheiro para comprar nem um pano de prato, para que servem, então, os tais “lucros”? Pior: com o seu monopólio de fato sobre o setor, os donos da Petrobras impedem a descoberta de mais petróleo dentro do Brasil, travam a criação de empregos, limitam a arrecadação de impostos e, no fim das contas, agem ativamente contra o progresso, a multiplicação de oportunidades e uma maior igualdade social.

O governo que faça o serviço direito: ponha a gasolina a R$ 1 o litro logo de uma vez

É mentira — a sua mentira mais velha e mais repetida — que a Petrobras seja “estratégica” para o Brasil e que sua existência atenda ao “interesse nacional”; o país não precisa da Petrobras, ou de qualquer outra empresa estatal com atuação no mercado, para rigorosamente nada. Tudo o que elas fazem pode ser feito perfeitamente pelo capital privado — e sem ônus algum para o público. A Petrobras é estratégica, isso sim, para militantes de esquerda, generais do Exército e ministros do Supremo; é extremamente estratégica, com certeza, para os diretorzões que metem no bolso R$ 50 mil por semana, pagos integralmente pela população deste país. Como dito no início, a empresa dá errado em tudo, mas dá certíssimo para os que mandam nela.

No Brasil já houve, embora pouca gente ainda se lembre, monopólio de empresas estatais sobre a telefonia. Telefone? Era algo absolutamente estratégico para os interesses do Brasil; não podia ficar entregue a essa gente que só pensa em lucro. O único resultado prático é que ninguém tinha telefone. Hoje, depois da privatização, só de smartphones há mais de 230 milhões de aparelhos ativos; somem-se a isso 180 milhões de computadores pessoais. A Petrobras é responsável pelo mesmo tipo de atraso — seu monopólio explícito, que proíbe as empresas privadas de explorar qualquer área promissora, é um atraso de vida em estado puro. Qual empresa, nacional ou estrangeira, vai querer procurar petróleo em lugares onde não há petróleo? A Petrobras não tem dinheiro para fazer tudo sozinha nas áreas de exploração que oferecem melhores perspectivas de sucesso. E, sem capital privado para investir, como o país poderia desenvolver novos campos e aumentar a produção nacional?

O monopólio estatal, além disso, falsifica os custos e os preços ao consumidor dos combustíveis. Isso também é considerado “estratégico”, pois os amigos da Petrobras, inocentes ou não, acham que o litro de gasolina é importante demais para ficar “por conta do mercado” — como ocorre com todas as demais mercadorias, da saca de cimento ao quilo de arroz. (Por alguma razão não divulgada, a religião estatista parece considerar que comida não é estratégico.) O governo do momento quer ter na mão a caneta que controla o preço do tanque de combustível? Quer salvar o povo? Então que faça o serviço direito: ponha a gasolina a R$ 1 o litro logo de uma vez e deixe que a Petrobras se exploda. Para isso, basta comprar as ações que estão com o público e arrumar um “fundo emergencial” para manter viva a empresa e os R$ 50 mil por semana dos gatos gordos, não é mesmo?

Quem diz Petrobras diz empresa estatal: todas as demais, sem nenhuma exceção, são igualmente inúteis e 100% nocivas à saúde do cidadão. O tão celebrado Banco do Brasil, por exemplo: num momento em que os bancos de todo o sistema solar, por uma questão essencial de sobrevivência, estão fechando agências e migrando para a prestação eletrônica dos seus serviços, o presidente da empresa pensou que o BB, também ele, deveria fazer alguma coisa. Pobre homem: o presidente da República já roncou o seu desagrado, tipo Petrobras, e se ele não quiser ir pelo mesmo caminho do colega já pode ir mudando de ideia. Esperar o que, num país em que o governo, por meio do seu ministro de Transportes, se recusa a fechar a estatal do “Trem-Bala”? O ministro diz que a empresa é “estratégica” — um caso único no mundo, possivelmente, em que uma coisa que não existe, nem vai existir nunca, é considerada estratégica.

Eis aí o Brasil Velho, cada vez mais velho — e cada vez mais forte.

Leia também “A EBC e sua milionária ‘TV traço’”

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69 comentários

    1. Olha, o texto parece um cola e cópia. O presidente Bolsonaro aguardou a oportunidade que a lei lhe confere para mudar o Presidente da Petrobrás. O conselho foi alterando nesse meio tempo, garantindo maioria para aprovação do novo indicado. Trata-se de uma estatal que foi quase destruída pelo governo do PT. Desmontar a estrutura burocrática caríssima e corrupta que se tornou a estatal não se resolve com uma canetada do presidente e nem se restringe em diminuir o preço da gasolina que só nesse ano sofreu 4 reajustes sem a devida justificativa.

      1. Esquece. Guzzo é assim mesmo, fala, fala, mas não diz nada.

      2. A estatal Petrobrás é um histórico exemplo de união entre os grupos de direita e esquerda, que adoram o Estado grande. Parabéns ao Guzzo por mais um brilhante artigo.

    2. É, Marcelo, o que terá havido com o GUZZO ? Ou será que ele sempre foi assim e estava nos enganando ? Parece que ele é o único brasileiro que NÃO SABE QUE O PRESIDENTE DA REPUBLICA FOI MANIETADO. Quando todos sabemos que até Medida Provisória sobre futebol o CONGRESSO NACIONAL DEIXA CADUCAR. Se BOLSONARO faz um Decreto, o STF (a pedido dos partidecos esquerdopatas) CASSA. O Presidente da República não consegue nem exercer suas prerrogativas constitucionais para administrar o país EM PLENO ESTADO DE EMERGÊNCIA DE SAUDE PUBLICA, decretada por ele mesmo e desprezada por todos os Governadores por causa de interesses políticos que entenderam NEGATIVO suspender o CARNAVAL. Logo depois o STF dissolveu os poderes constitucionais dele para gerir a CRISE NA SAÚDE em favor de Governadores e Prefeitos (um absurdo) quem apenas significou ABRIR AS PORTAS DE UMA CORRUPÇÃO DESENFRADA que o próprio BOLSONARO havia estancado. E TODOS OS CANALHAS AINDA O ACUSARAM DE GENOCIDA CULPADO PELAS MORTES QUE ELE TENTOU SALVAR COM O TRATAMENTO PRECOCE E FOI IMPEDIDO PELO STF.
      Por que motivo(s) GUZZO terá desprezado TODA ESSA REALIDADE DE BOICOTE E SABOTAGEM escadalosa POSTA EM PRATICA pelos POLITICOS E MINISTROS DO STF (TODOS ESQUERDOPATAS) – contra o PRESIDENTE BOLSONARO, claramente, para obstruir seu caminho certo à reeleição – COMO VEM DEMONSTRANDO A VONTADE MAJORITARIA DO POVO BRASILEIRO?
      GUZZO ainda vomitou UM MONTE DE BESTEIRAS E DADOS ERRADOS, que parecia ter “baixado” a MIRIAM LEITÃO nele.
      Terá sofrido um surto de ESTUPIDEZ LULISTA ?
      Ficou impossivel reconhecê-lo em meio a tanta idiotice. Será que andou dando uma “fungada” como certa ala do “jornalismo” adora fazer?

    3. Não, o PR não é Super Homen não, é só um incompetente inapto e descerebrado mitômano que fez o maior estelionato eleitoral desta nação.

      1. Todas as estatais brasileiras precisam ser privatizadas, tanto faz serem lucrativas ou não.Sao cabides de emprego e os salários pagos são exorbitantes,Salim Matar saiu por ver que a despeito de todos os esforços feitos,nada caminha na câmara e no senado.Governo Federal precisa por seu projeto de governo para andar.Nao podemos ficar anos parados a espera,vejam os Correios, até hoje estamos no aguardo.Chega, não dá mais.

  1. Mestre Guzzo, muitos brasileiros elegeram Bolsonaro para mudar o estrago que PT e penduricalhos fizeram ao pais. Muitos outros como eu (ex tucano) apreciaram sua mensagem conservadora, liberal e saneadora, trazendo a tiracolo o Paulo Guedes admirado por notáveis economistas, e assim ganhou as eleições.
    Promoveu importante redução de ministérios e indicou seus ministros sem conchavos políticos. Entendo que não fosse a pandemia e mesmo tendo Maia, Estadão, Folha, Globo, CNN e STF claramente inimigos, conquistou reformas (previdência, MP871 de combate as fraudes da previdência e outras) privatizações ou concessões.
    O episódio Petrobras, foi criado por enorme insensibilidade do presidente da empresa que não acompanhou e sequer se preocupou com as cabeças de Bolsonaro, Paulo Guedes e Tarcísio de Freitas que para contornar ameaça de greve dos caminhoneiros, avaliaram diminuição de impostos federais e sem sucesso pediram a colaboração dos governadores nos tributos estaduais, que somados representam os 45%, que não são portanto só impostos federais. Portanto, como aceitar essa fala de Castelo Branco, “a greve dos caminhoneiros não é problema da Petrobras”, sem imaginar que poderia ser o estopim para DETONAR como muitas celebridades querem, o governo Bolsonaro?
    Qualquer cidadão que raciocine sabe que greve de caminhoneiros é assustadora porque desabastece o mercado, cria conflitos, incendeia o pais, pior, em tão grave pandemia que o presidente é chamado de genocida por altas autoridades do STF, e não é problema da Petrobras?
    Qual ESTADISTA nós temos que saberia equacionar a enorme crise fiscal, econômica e sanitária do país, que uma pequena sociedade não superior a 10% da população consegue ficar em casa, com emprego garantido e bons salários e completo abastecimento, e o restante de desassistidos, desempregados, mal empregados, sem moradia e saúde e esperança?.
    Guzzo, entendo que ao fim você deseja como eu que todas as estatais sejam privatizadas, porem as pressões politicas, judiciais e de ativistas que não aceitam perder esse monopólio (beneficio), sob o manto que as estatais pertencem ao povo brasileiro, são enorme ou fazem muito barulho, assessorados pela tradicional imprensa que DESINFORMA.
    Guzzo, você erra quando menciona dividendos aos acionistas, desconhecendo que a empresa ficou vários anos com enormes prejuízos, e jamais foi boa pagadora de dividendos, limitando-se a pouco mais que o mínimo de 25% do lucro estabelecido pela Lei das S/A. Nós acionistas de longa data reconhecemos o bom trabalho que as gestões desde Michel Temer fizeram pela recuperação da Petrobras, que em 2010 a capitalizamos para investimentos no pré-sal, e até hoje não recuperamos esse investimento.
    Forte abraço Guzzo

  2. Fiquei com algumas dúvidas, não sei se fui eu que não entendi ou se o texto é para desinformar mesmo. Uma delas é: Quando você diz o “Governo não faz nada, (…) não reduz impostos” você se refere ao Governo Federal, Estadual ou Municipal???? Porque o Federal “zerou” os impostos de sua competência, enquanto o Estadual (de SP) aumentou. Se não sabia desta informação precisa se informar melhor para não desinformar os leitores. Assinei a Oeste justamente por causa da desinformação que temos diariamente da mídia tradicional, espero não me decepcionar.

    1. Meu caro, assinei pelo mesmo motivo, mas os fatos são a fonte do bom jornalismo. Corretíssima abordagem de Guzzo. Resta saber se a Petrobras pode ou não ser vendida. Tudo que depende com Congresso e do super empoderado STF ten que ser visto com ressalvas. Esse é um país complexo demais pra gente entender como funciona. E se puder ser vendida, quem vai comprar ter que um custo fixo fora de padrões internacionais… sabe o que vai dar? Preço bem abaixo do potencial de geração de caixa. O modelo feito na Eletrobrás pode ser uma boa saída de médio prazo.
      Menos paixão, por favor!

    2. Concordo.
      Assinei para ter informações verídicas e completas, não aquelas da mídia tradicional de informar só o que é conveniente.

    1. Texto confuso, de certo é que o Estado tem que desinchar e as estatais têm que ser privatizadas. Privatizar depende de entendimento entre os três Poderes, o que me parece impossível.

  3. Prezado Guzzo. Muito bem escrito, mas a Petrobrás não é uma empresa estatal. Trata-se de uma empresa de economia mista, o que é bem diferente e torna a situação muito mais complicada, na medida em que o próprio PR não compreende esse importante detalhe.

    1. No contexto geral , Guzzo asseverou com razão, porém, há “senões” do serviço público; reduzir o salário do(s) executivo(s) da estatal é ‘missão’ q não se faz simplesmente com uma canetada do presidente no final do expediente… Não q Guzzo tenha se equivocado… mas se a troca do Castello Branco pelo General o STF sorriu p o Partido Político e deu provimento a sua petição, ordenando q o presidente justifique sob alegação de interferência, qto mais outras atitudes possa adotar… O STF deixa transparecer q é um partido político q faz oposição ao executivo federal, parece até q fez alianças partidários c o PT, PDT, Psol etc. Visando “travar” o Brasil.

      1. Sem falar que esse tipo de combustível está com os dias contados. Está faltando visão de futuro quando se pretende vender a Eletrobrás e manter o futuro “Elefante branco”!

  4. Caro Guzzo. Realmente a parte dos impostos não ficou muito clara. Já que o governo federal zerou impostos. Sobre a privatização é o caminho. Mas um longo caminho infelizmente. Vamos ver se primeiro vai a Eletrobrás.

  5. Nosso Pacto: “Ser conservador, ao contrário, é ser genuinamente a favor das mudanças que a sociedade exige para progredir no século XXI. É a via mais eficaz para promover o desenvolvimento, a criação de riquezas e a multiplicação de oportunidades. É o caminho mais curto para a igualdade e a inclusão social.”Guzzo, leal aos seus princípios. Parabéns!

  6. “Ser conservador, ao contrário, é ser genuinamente a favor das mudanças que a sociedade exige para progredir no século XXI. É a via mais eficaz para promover o desenvolvimento, a criação de riquezas e a multiplicação de oportunidades. É o caminho mais curto para a igualdade e a inclusão social.” Parabéns! Guzzo.

  7. Só uma correção ao texto, o governo federal sugeriu zerar o imposto federal sobre os combustíveis se os governadores fizessem o mesmo.

  8. Bom texto do Guzzo. Se houvesse mais competição no ramo do petróleo aqui no Brasil, a coisa poderia ser diferente. A Petrobrás não é do povo. É dos funcionários e acionistas, somente.

    1. Concordo. Governo não tem que ter empresa. Gostaria de ver coragem no presidente para propor a desestatização da petrobras e muitas outras. Acho uma tarefa quase impossível em razão das “forças ocultas”. Mas deveria ao menos dar o 1o passo.

  9. Brilhante texto, como sempre. Deveriam calcular quanto a Petrobrás transfere de dinheiro para os funcionários (salários, benefícios, fundo de pensão, etc,) vis a vis quanto paga de dividendos ao Tesouro, sem falar dos fornecedores…vide o mar de corrupção que grassou por lá. Vendam esse monstro!

  10. Mestre Guzzo, fiz longo comentário de manhã e ao enviar sumiu. Logicamente não vou aqui digitar tudo novamente, mas resumidamente, para ilustrar porque fiquei decepcionado por este seu artigo. Entendo como você a necessária privatização das estatais de economia mista até porque essa combinação parece não dar liga.
    Agora, focar no presidente Bolsonaro a culpa da crise criada com a troca da presidência da Petrobras, desconhecendo quanto Bolsonaro, Guedes e Tarcísio vem trabalhando para evitar gravíssima greve de caminhoneiros, é demais.
    Quem demitiu o presidente da Petrobras foi ele mesmo ao comentar que “a greve dos caminhoneiros não é problema da Petrobras”. Portanto, quis dizer que é só do governo Bolsonaro?
    Forte abraço Fiuzza, admiro muitos de teus artigos.

  11. Concordo 100%com o Guzzo, a Petrobras é um Oásis para seus funcionários de s as alto escalão e uma mina de ouro para o establishment; esta definição serve para todas estatais. O petróleo nunca foi nosso e a Petrobras nunca foi ou vai ser! Tem que ser privatizada, o monopólio do petróleo quebrado e aberto à concorrência, só assim teremos preços justos para os combustíveis!! Não é compreensível que 1L de diesel custe quase 1 dollar e o dá gasolina mais que isso!

  12. Privatização, principalmente, se tratando de uma empresa do porte e importância da Petrobrás, envolve dificuldades, sobretudo, políticas. Questões técnicas, jurídicas e econômicas são uma pequena parte dos problemas que atrapalham as privatizações.

  13. Salve Guzzo!

    Sou seu fã de carteirinha! É preciso discordar, SIM, quando as ações do Sr. Presidente da República distorce as engrenagens mundiais no negócio do petróleo. Bilhões de dólares jogados no lixo…. Votei no Bolsonaro para aplaudir sua atuação certeira e criticar com civilidade seu furor e arroubos desnecessários, irresponsáveis e revestidos, por vezes, de um tom populista de terceira categoria. Já tinha ciência de sua personalidade impulsiva quando lá depositei minha esperança de um Brasil melhor. Não gostaria, NOVAMENTE, de pedir meu voto de volta em um cartório com assinatura reconhecida. Olha Guzzo: o Brasil velho novamente!!
    Vamos ao que importa, Presidente!!

  14. Tem momentos que sou envolvido por dúvidas com relação à idade cronológica do Sr JR Guzzo,tamanha é sua lucidez .
    Estaria ele hoje ao redor dos 30 e poucos anos ou algo próximo disso,tamanho é o frescor de suas ideias .
    Parabéns brasileiro que vai direto ao ponto ,ao âmago de todas as polêmicas!
    Obrigado pelo privilégio de ler suas matérias !

  15. A gente estava na barriga da mãe e já ouvia falar da gloriosa Petrobrás e que o petróleo é nosso. Fizeram um importante trabalho de marketing para a manutenção da estatização da empresa, os brasileiros foram hipnotizados e não perceberam o equívoco que estavam cometendo. Na vida como ela é, a Petrobrás não consegue exercer a importância que alguns defendem. A solução para a Petrobrás é a privatização urgente.

  16. O tema é mais complexo do que a superficiaridade do texto, educação, foco nacional e tempo são as únicas medidas eficazes para esses males, o presidente apenas minimiza todos os impactos reais apontados no texto, sou grande admirador de suas ideias.

  17. Fala sério R$ 50.000,00 por semana? É sério isso? Para segurar esta peteca o preço dos combustíveis vai pra lua, um dos mais caros do planeta.

  18. Ei! GUZZO!
    O que houve com sua inteligência emocional ?
    Sugiro um estagio com Fiúza. Pelo menos leia o artigo dele sobre a ESTUPIDEZ que tem jorrado dos CÉREBROS BINÁRIOS como – SURPREENDENTEMENTE – vc agora demonstra ser o seu, ou houve alguma motivação oculta ? No caso de não haver motivação alguma, parabéns pela habilidade de esconder de todos nós, por tanto tempo, que também é binário, embora eu duvide que seja.
    Todavia, usando o seu raciocínio binário da abertura do artigo (um direito que vc. me deu, concorda?), ouso colocar: ou vc. sempre teve um cérebro binário, ou sofreu alguma interferência e passou a pensar de forma binária. Por isso recomendei ler o Artigo recente do Fiúza. Por reconhecer sua grande capacidade cognitiva PROFISSIONAL, acho que errei feio ao IMAGINAR e ESPERAR muito mais da sua realidade moral, ética e política do que me permitia o desconhecimento que tenho do GUZZO REAL. Ainda que seus artigos publicados no Estadão, no mínimo, indicassem muita ingenuidade da minha parte. Mea culpa, mea máxima culpa.
    Só não fico mais chateado com minha babaquice, porque, AFINAL, estamos VIVENDO A ERA DOS GRANDES ENGANOS. FELIZMENTE, também é a DOS GRANDES DESMASCARAMENTOS – vide o caso DO “PALADINO DA JUSTIÇA” e JUIZ, SÉRGIO MORO, revelado – talvez – UM DOS MAIORES EMBUSTES DA HISTÓRIA RECENTE DO PAÍS. Na verdade, um traumatizante equívoco nacional.
    Acho que isso contribuiu para eu passar por mais essa decepção. Difícil um raio cair no mesmo lugar em tão curto espaço de tempo – mas acontece, com já vimos.
    Tristemente, confesso, NÃO CONSEGUI NEM MESMO CHEGAR AO MEIO DA LEITURA DESTE SEU ARTIGO. Fui vencido pela lógica contida no: “o que começa mal, quase sempre, acaba pior ainda”. Talvez tenha preferido pensar que o final pode não ter sido tão mal assim. Corres o risco pareceu-me o melhor. Foram muitas decepções para esta semana. Com vc. mesmo eu já tinha havido uma – que deixei registrada (ao lado de várias outras do tipo – no seu caso – decepcionantemente, majoritárias).

  19. Antigamente, os comentarios que eu fazia apareciam – de imediato. Nunca pratiquei baixarias nos meus textos. Ocorre que a “alteração de curso” VISIVEL, não só para mim, mas para muitos leitores (basta ler os comentários dos últimos numerosa da
    revista), mostra uma ADESÃO INESPERADA sem nenhuma HONESTIDADE INTELECTUAL demonstrada nos artigos apresentados – com roupagem totalmente transfigurada – de modo a não se poder reconhecer a autoria do colunista que – no caso do GUZZO – foi uma das razões da minha assinatura. Agora, esquisitamente, vejo que meus comentários não mais aparecem. Tudo bem, não tenho nenhum interesse especial para que APAREÇAM – claro que não tenho nenhuma vantagem com isso, nem pretendo ter – pois meu prazer era o de interagir, apenas isso. Assim, caso essa interação tenha deixado de interessar a vcs, espero terem a hombridade de revelar, a fim de evitar que meu prazer passe a ser PURA PERDA DE TEMPO e leitura de FARSAS E ENGANOS, para isso já existe – à disposição de todos – AO VIVO E A CORES os deploráveis CANAIS DE TV ABERTA E A CABO, AS QUAIS PRESTAM ESSE TIPO DE SERVIÇO, MUITO MELHOR QUE VCS. E, ATÉ, COM ALGUMA HONESTIDADE, se comparadas a vcs.

  20. O presidente atual da Petrobrás já ia sair mesmo, em algumas semanas, pelo contrato. Deixou os combustíveis subirem a bel prazer, e ainda desdenhou da reação dos caminhoneiros… Bolsonaro não podia correr o risco de uma greve nacional deles, então deu uma tacada de mestre para inibir uma mobilização, demitiu o cara e colocou um gestor de confiança e entendimento social. Guzzo, governar não é fácil, têm que ser político e hábil pois há muita coisa envolvida. Jogar pedra nas vidraças é fácil. Quanto a desestatizar as estatais, perfeito.

  21. Caro jornalista, cada vez que leio a sua coluna entendo o que alguns pensadores dizem sobre identidade intelectual, mas ao mesmo tempo fico deprimido tamanha a sinceridade que perfura e a realidade que repugna. Haja leite de magnésia…

  22. Impossível qualquer país ser próspero e manter suas contas em dia pagando salários exorbitantes para cúpulas de empresas estatais.A Petrobras não é do povo,nunca foi,como várias outras estatais,apenas pagamos a conta.Sim é difícil privatizar empresas,vejam o caso dos Correios.Quem vive de benefícios e facilidades não abre a mão fácil.Agora a privatização dessas empresas é urgente, não adianta somente ficar em promessas.Brasil não consegue mais arcar com custos,precisa seguir em frente.

  23. Ótimo artigo. Tem mesmo q privatizar tudo, mas …
    Sugiro ao imbatível Guzzo q dê uma passadinha nas diretorias e assessorias de todas as estatais. Dê um pulo tb nos prédios da administração direta federal, estadual e municipal — tb nos tribunais. Confira os sobrenomes e os apadrinhados. Verás o câncer administrativo “em estado puro”.
    “Aspones” aos milhões.
    Incontáveis inutilidades e imbecilidades ocupando cargos comissionados os mais vergonhosos.
    O Estado Brasileiro ñ é do povo, é da oligarquia corrupta hoje melhor representada pelo centrão, q tirou Dilma porque o PT aparelhou tudo e queria afanar sozinho. Se o presidente ñ se curvar a ela
    não consegue mover uma palha. Esses arroubos do presidente são apenas gritos sufocados ante uma irresignada impotência. É bem intencionado e, como poucos, honesto material e intelectualmente, mas sem o apoio necessário para enfrentar os verdadeiros donos do Brasil.

  24. Se as dinossauros não forem privatizadas, podemos esperar que os ~ 150 anos de atraso do país em relação à modernidade não serão abreviados.

  25. É isso aí Guzzo! Parabéns por essa avaliação precisa e corajosa sobre a Petrobrás, sem preocupação de agradar ou desagradar a quem quer que seja. Os responsáveis pela existência e condução da empresa deveriam ler esse seu artigo, pleno de verdades indiscutíveis. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!” (Jo 8,32).

  26. Caro Guzzo,
    A revista Época, em 4 de junho de 2012 lançou uma edição especial com reportagens diversas sobre o ano de 1.952. A edição é aberta com a seção “Opinião” com o título “O petróleo é nosso?” e subtítulo “Colocar o controle da futura petroleira nas mãos do Estado e não da livre iniciativa não é boa ideia”. Texto de Marcos Coronato.
    Vale a pena citar o trecho final do artigo:
    “Há sete anos, numa brilhante argumentação apresentada ao governo, o economista Eugênio Gudin versava sobre como um país pode se desenvolver ao criar solo fértil para os negócios, sem precisar ser planejado de cima para baixo. Guerras são um perigo, mas serão sempre períodos de exceção, enquanto um governo onipresente e estatais com poder de vida e morte sobre a nação podem se tornar perigos cotidianos.
    Ao tomar esse caminho, como sociedade, estaremos criando novas possibilidades para a corrupção e o clientelismo. Daqui a décadas, por mais brilhantes que possam parecer os resultados da Petrobras, será difícil compará-los ao que seria um Brasil mais confiante na livre-iniciativa e menos dependente do governo. Oxalá a nova estatal possa, nas décadas à frente, ser uma força de incentivo à ousadia dos brasileiros, e não um convite a que eles se acomodem na mansidão de um emprego governamental.”
    Parece familiar?

  27. Vamos ver se vai. Li em algum lugar, e dou fé, que qdo a monopólio de petróleo foi instaurado, Getúlio era contra a criação de uma estatal para esse fim. Quem forçou a barra e venceu, foi Afonso Arinos, prócer da UDN, que então abrigava os liberais da época. Nem tudo, ou melhor, nada, é preto no branco.

  28. Lúcido, correto e claro. Parabéns! Mas para se ver como é difícil a empreitada liberalizante no Brasil, basta ler os comentários deste artigo. E isto entre quem sabe ler…

  29. acreditei que este governo fosse acabar pelo menos com a estatal do trem bala e a tv traço, ledo engano, da mesma forma que até agora não privatizou absolutamente nada, decepção total.

    1. Cara Antônia, não há como avançar com compatriotas postados em frente à globo News ou jornal nacional, perambulando pela TV Cultura ou band, instrumentos do establisment quê nos ideologizou durante 30 anos, desde a revolução comunista de 1.988.
      O Botafogo era a esperança do aparelhamento, o representante de políticos e membros togados, o Alcolumbre ventríloquo da velha política.
      A responsabilidade vom o executivo e o legislativo, PODERES REAIS é somente nossa.
      Assim como em 2.013 nos unimos em torno das nossas mais famigeradas pautas, e em 5 anos tiramos o executivo do conluio entre os poderes, é iminente a nossa união, para acabar de X com essa trama sórdida cujo púlpito é no prédio da dona vendida.
      PEC DA BENGALA
      PRISÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA
      FIM DO FORO PRIVILEGIADO
      VOTO IMPRESSO EM URNA ELETRÔNICA
      O resto é mimimi, chororo de covardes.
      Façamos a nossa parte.
      Parece quê já ficou tarde!!!

  30. Acho que Guzo foi infeliz . O Ministro da infra estrutura não disse isto do trem bala. O Que ele disse que não haverá trem bala, mas que a estrutura , já paga por nós, que foi criada, tinha e tem ferramentas para executarem projetos executivos, a maior falha das concorrências brasileiras. Ele iria aproveitar, por enquanto, a estrutura para que fizessem os projetos executivos das obras inacabadas e termina-las e ou preparar para as próximas . Também usaria a estrutura p/ documentar melhor as outras privatizações, Para informar , sou a favor de privatizar tudo, Petrobrás, todas as Bras. Parecem ser eficientes porque deram algum lucro, mas seriam muito mais se fossem privadas e gerariam mais emprego de verdade. Não cabide de empregos.

  31. Pela primeira vez devo discordar do Mestre Guzzo.
    Misturou tudo e não disse nada.
    A falta de nomes aos bois, profundidade nas análises, levam a textos assim.
    Fale os nomes! Diga quantos diretores tem, quanto ganham, enfim…
    O Brasil precisa mudar, ponto final.

  32. Não assinei a Revista Oeste para ser “desinformado” como este artigo do Senhor Guzzo. Assinei esta revista porque estou enojado da chamada grande mídia.

  33. Esse texto do Prof. Guzzo deixou a desejar. Só para esclarecer sou a favor de privatizar tudo. Nada de estatal, empresa de economia mista etc. no Brasil.

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