O lockdown da elite

Os governadores e prefeitos, como sempre, não levam em conta que a maioria da população brasileira é pobre. Por que iriam perceber agora, se nunca perceberam?

A política escolhida um ano atrás pelas “autoridades locais” para tratar da covid, caso se possa chamar de “política” o aglomerado de decisões tomadas ao acaso, no pânico e com uma burrice difícil de encontrar mesmo no secular histórico de incompetência do poder público no Brasil, é um hino à elite deste país. Talvez nada resuma de modo tão perfeito essa opção de enfrentar uma epidemia mortal pensando o tempo todo na porção mais rica, mais privilegiada e mais protegida da sociedade brasileira do que a oração suprema da “gestão” da covid: “Fique em casa”. É o Padre-Nosso e a Ave-Maria do “distanciamento social”, a única ideia que passou até agora pela cabeça dos que foram encarregados pelo STF de combater a covid — e que conseguiram, até agora, somar mais de 350 mil mortos (170 mil apenas neste ano), destruir a economia brasileira e arruinar milhões de vidas.

“Fique em casa”? Como alguém que precisa trabalhar todos os dias para sustentar a si ou à sua família pode “ficar em casa”? É um dos grandes clássicos de todos os tempos em matéria de atitude elitista diante da vida: “Vamos adotar a regra que seja melhor para nós; fora do nosso mundinho não existe nada, nem ninguém, que possa interessar.” É a convicção religiosa, arrogante e autoritária de quem se dá ao direito de decidir sobre a vida social no Brasil de hoje — com o apoio quase integral da mídia, das classes intelectuais e de tudo o que descreve a si próprio como “campo progressista”. Mas as pessoas que não pertencem à elite, essa elite que já está com a vida ganha, simplesmente não podem ficar em casa: não podem, ponto-final. São obrigadas a utilizar diariamente o transporte público; só em São Paulo, e só no sistema de metrô e de trens metropolitanos, são cerca de 8 milhões de passageiros por dia. Precisam abrir seus negócios para sobreviver, para pagar aos funcionários e para pagar as verbas rescisórias quando são obrigados a demitir esses funcionários. Precisam, em resumo, ir ao trabalho — inclusive para fornecer à minoria que tem o privilégio de fazer “distanciamento social” a alimentação, os remédios, os serviços de água encanada, luz elétrica e gás de cozinha, o delivery e tudo o mais que a elite confinada precisa e deseja 24 horas por dia.

Desde o primeiro decreto que os governadores e prefeitos, mais os seus secretários, médicos-burocratas e gerentes de marketing, baixaram na sua tentativa de “gerir” a covid, tudo foi feito para a minoria que forma a elite. Você sabe muito bem quem são eles — os ricos em geral e a classe média alta das cidades, em primeiro lugar. A maioria dos 12 milhões de funcionários públicos. (Os policiais, enfermeiros ou agentes da alfândega, por exemplo, continuam pegando no pesado todos os dias; para eles, e muitos outros, não há os luxos do home office.) Executivos de multinacionais, de bancos e de grandes empresas. Professores públicos e particulares. Cem por cento dos intelectuais, políticos e magistrados. Em suma: todos os que não precisam comparecer diariamente ao local de trabalho para ganhar salário ou prover a própria renda. É neles, e só neles, que as “autoridades locais” pensam dia e noite; são eles o público-alvo, e único, das entrevistas coletivas quase diárias que os governadores, os prefeitos e os seus “cientistas” dão em seu cenário de máscaras fashion e adereços variados de propaganda — tudo pago com o dinheiro da maioria, por sinal. (Só o governador João Doria, até agora, deu 200 entrevistas sobre o assunto; São Paulo, com 85 mil mortes, é o maior cemitério da covid em todo o Brasil, até porque é o Estado mais populoso.)

Para a elite que vai de luva ao supermercado e está preocupada em pegar covid no botão do elevador, as “autoridades locais” garantem que estão cortando o transporte público, para ver se forçam a pobrada a viajar menos; em São Paulo, já conseguiram eliminar 40% da frota de ônibus. Asseguram que a polícia está em cima da lojinha de bairro que pode, quem sabe, carregar o vírus até as coberturas. Os fiscais também estão ligadíssimos a tudo — aliás, esta é uma época de ouro para os fiscais, e para os chefes dos fiscais. Mandam prender, algemar e agredir quem vai à praia; querem reprimir o ar livre. Vendedor ambulante, que não tem onde cair morto? Nem pensar. Cogitam em cortar a venda de carvão para impedir o churrascão na laje — e, com isso, evitar que o vírus viaje até os bairros bons. Proíbem a venda de vassouras, panos de prato e raladores de queijo nos supermercados, e dizem que assim haverá menos gente disputando espaço nos corredores com a turma do “trabalho a distância”. Vetam a entrada do povo nas cidades: para eles, só quem tem casa de praia e de campo precisa ir do ponto “A” ao ponto “B” e, neste período em que a elite consciente, a favor da vida e socialmente responsável está evitando “deslocar-se” (ou permanece trancada nos lugares para os quais se mudou), o povão não tem nada de ficar andando de um lugar para o outro. As escolas têm de continuar fechadas para proteger a saúde dos professores e funcionários. E por aí vamos, até o infinito.

O estado da arte em matéria de incompreensão sobre como vive o Brasil real é a obsessão dos governadores, dos prefeitos e de seus comissários pelo “trabalho remoto”. Todas as vezes em que falam da epidemia, insistem na necessidade de valorizar o “escritório virtual” e de trabalhar “em casa”; não conseguem mudar de ideia nem de assunto. Não lhes ocorreu até agora, com um ano e tanto de covid, que a imensa maioria da população brasileira simplesmente não pode fazer home office tem de guiar ônibus, pendurar-se no poste de luz, carregar batata para o mercado, atracar navios no cais do porto e um milhão de outras coisas. Ou se faz isso, ou o país morre. Não entendem, de jeito nenhum, que o Brasil não é a Holanda; não admitem que é impossível fazer aqui exatamente o que se faz lá.

Nas periferias, não há entrevista com “cientista” nem editoriais contra o “genocídio”

É extraordinário que o comissário-chefe da covid em São Paulo tenha dito, na frente de todo mundo, que não estava “satisfeito” com a conduta dos cidadãos em matéria de transporte público — disse, com todas as letras, que há gente “demais” no metrô. Estão de tal forma fanatizados pelo “distanciamento social” que nem percebem mais quanto o seu discurso está ficando elitista, irreal ou apenas estúpido quando falam na epidemia. Tanto não percebem que deram, ultimamente, para jogar em cima da população a culpa por ficar doente. As pessoas não deveriam se aglomerar. Teriam de ficar mais “em casa”. Deveriam usar duas máscaras ao mesmo tempo, uma em cima da outra.

Após mais de 350 mil mortos e com taxas de infecção cada vez mais altas, as “autoridades locais” continuam convencidas, desesperadamente, de que o confinamento radical e o “fecha tudo” são as respostas mais corretas para a covid; quanto mais os seus métodos dão errado, mais elas insistem em continuar repetindo o que fazem. Como pode dar certo, se aplicam métodos iguais na esperança de obter resultados diferentes? O ciclo é aquilo que os norte-americanos chamam de no win situation. Fecham cada vez mais. Morre cada vez mais gente. Fecham mais ainda. É, também, a melhor tradição da elite brasileira — a mesma que faz o país combater a seca com um Departamento Nacional de Obras contra a Seca, ou tratar o desastre mortal da educação pública dando cada vez mais dinheiro às universidades. É muito simples: veja, em todas as soluções preferidas pelos governos, quem ganha e quem perde. Só ganham os ricos, os aproveitadores do atraso e os ladrões de dinheiro público. A “gestão” da covid não é nem um pouco diferente.

O “distanciamento social” em São Paulo, para ficar na calamidade número 1 da epidemia no Brasil, só dá certo nos Jardins, em Higienópolis e no Itaim. Funciona também no Morumbi, é verdade, mas atenção — só na parte boa do Morumbi. A 100 metros das casas e dos apartamentos da classe média alta (e dali para cima), entre os 100 mil cidadãos que se aglomeram na favela de Paraisópolis — uma das concentrações demográficas mais altas do Brasil — o pau canta. Ali não há governo. Não há entrevista com “cientista” nem editoriais contra o “genocídio”. O “distanciamento social”, tão precioso na hamburgueria da Faria Lima, é equivalente a três vezes zero. É assim ali e é assim nas quebradas da São Paulo real, onde vivem 70% dos 12 milhões de habitantes do município e onde os sermões sanitários, morais e cívicos do comissariado de vigilância da quarentena não querem dizer nada. A título de ilustração, sugere-se uma visita ao Rodoanel, um favelaço contínuo e a olho nu que se estende, quase sem interrupção, por mais de 130 quilômetros nos dois sentidos da estrada — através de 16 municípios da área metropolitana, nos três trechos que foram construídos até agora. É lá que está a São Paulo de verdade — não a São Paulo de Doria, dos seus gerentes de covid e dos seus especialistas em comunicação social.

Os governadores e prefeitos, como sempre, não levam em conta ao baixarem as suas ordens que a maioria absoluta da população brasileira é pobre. Por que iriam perceber agora, se nunca perceberam? Receberam todo tipo de poder possível para combater a epidemia — inclusive o direito de expropriar imóveis, o de suprimir as liberdades de reunião, de ir e vir e de comércio, o direito de fechar igrejas e o de fazer compras sem licitação. Não foram incomodados, nem por um minuto, pela mídia ou pelo Ministério Público nos escândalos de corrupção que pipocam sem parar desde que receberam do STF a autonomia completa no trato da covid, sem nenhuma interferência do governo federal. Há mais de um ano, aliás, esse governo só serve para liberar verbas — que podem ser gastas sem prestação de contas pelas “autoridades locais”. Por que elas iriam querer outra vida?

É justamente nisso, por sinal — comando total, responsabilidade zero —, que está uma das marcas mais agressivas do elitismo radical que torna a vida pública no Brasil a calamidade que ela é. Plenos poderes para os governos estaduais e municipais quer dizer, na prática, plenos poderes para a elite. O que existe de mais elitista no Brasil do que uma “autoridade local”? Pense dois minutos no governador Doria, naquele outro que escolhe o que a população pode comprar no supermercado, ou nos senhores de engenho que governam os Estados do Nordeste. Mais elite que isso? Ou, fazendo outra pergunta: quanto, exatamente, você confia nessa gente? Acha, mesmo, que eles têm competência para tomar decisões que podem arrasar com a sua vida?

O fato, impossível de ser negado em qualquer sistema lógico de pensamento, é que a covid foi a primeira ameaça real, direta e imediata que a elite brasileira viveu em seus 520 anos de história. Saúde pública, até então, era problema do povão, só dele — portanto, que se danem o problema e o povão, como ficou provado pelo estado lamentável apresentado no início da pandemia pelos hospitais que se destinam a atender 90% da população do Brasil. Saúde pública? O que a elite protegida por planos médicos privados tem a ver com isso? E, se a elite nunca deu a mínima para a questão, por que raios algum governo, local, nacional ou universal, haveria de dar? O resultado é que, ao tornar-se um problema para os ricos e para a classe média, a covid passou a ser tratada como prioridade sacrossanta — e com soluções voltadas unicamente para o interesse das elites. Os demais que se arranjem — e os que não conseguem se arranjar, na cabeça dos “gestores” da epidemia, podem ir para o diabo que os carregue. É o Brasil da covid. É o Brasil de sempre.

Leia também “Loquidau, a hipnose”

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80 comentários Ver comentários

  1. EXCELENTE, BRAVO, MAGNIFICO, REQUINTADO, EXCEPCIONAL.

  2. penso assim desde o começo, mas me sentia de outro planeta, sendo contra esse lockdown de elite, e eu mesma sendo de elite!
    meus amigos nem tinham essa consciência
    que bom que alguém lucido, pensa como eu.
    que alívio!!

  3. Guzzo, por isso o senhor é tido por muitos como sendo o dono do melhor texto do Brasil. Para mim, é o melhor. Sua capacidade de enxergar, analisar e expor cenários é impressionante. E tudo isso de uma forma tão acessível, didática. A Revista Oeste está de parabéns por ter em seu quadro um gigante do jornalismo como o J. R. Guzzo.

  4. EXCELENTE ARTIGO!!!
    Os governadores e Prefeitos não estão preocupados
    A vossa pandemia já FOI GARANTIDA COM O DINHEIRO ENVIADO PELO BOLSONARO.
    CADË O MINISTERIO PUBLICO PARA INVESTIGAR ESTE DINHEIRO PERDIDO sic sic

  5. J. R. Guzzo, mais uma vez, brilhante. Os gestores do país esqueceram as nossas limitações, somos um país pobre. É preciso enfrentar a Covid-19, mas com o nosso modelo próprio, respeitando a nossa realidade. Os nossos governantes preferiram tomar a medida mais simplória: o fechamento de tudo, mas não avisaram ao vírus. A nossa sensação é que prender todos em casa era a única alternativa eficaz, e não é. Há exemplos no Brasil de enfrentamento inteligente da doença e com resultados animadores. O maior problema é o cidadão pagar com a vida reiterados equívocos de gestores públicos, já são mais de 12 meses nesse calvário, não é?
    Portanto, PARABÉNS pela brilhante matéria, pegou na veia com vontade.

  6. Ah, se pelo menos boa parte da “imprença” militante de necrotério tivesse a sobriedade de pessoas como você, grande Guzzo! Arrependimento zero de ter assinado a Revista Oeste! Só fera! Aplausos, muitos aplausos!

  7. Parabéns Mestre Guzzo. Mais um excelente artigo, que desnuda a real situação da incompetência das “autoridades locais” em gerir essa crise.

  8. Ótimo texto, mostra como nossos governadores e prefeitos são despreparados para combater uma PANDEMIA, estamos como sempre abandonados e o pior de tudo, com a cumplicidade do STF.

  9. Análise perfeita!… E a pergunta que não quer calar é: Haverá alguma forma de justiça contra tantos desmandos?…D U V I D O…afff

  10. Excelente! Deixa muito bem caracterizado nossa realidade e a hipocrisia dos mandantes. Fiquei de alma lavada com esse texto. Exatamente o que penso. Parabéns!

  11. ….excelente artigo Guzzo !! com tudo aquilo que tbm endossamos…cujo dever de casa precisa ser revisto e redirecionado pelos irresponsáveis governantes estaduais e municipais !!

  12. Acabei de assinar a Oeste por 1 ano e o primeiro texto que leio foi este primor de lógica e de clareza de ideias. Já pagou a assinatura. Precisamos de cérebros como o seu. Parabéns e muito obrigado.

  13. É a elite de facínoras, corruptos, fascistas, genocidas, mentirosos, ladrões, covardes, nazistas, satânicas, traidores, assassinos e covardes.

  14. O texto “O lockdown da elite” do brilhante jornalista Guzzo está muito bom. Esta pandemia chamada COVID é a primeira enfrentada pela parte mais rica da população. Enquanto não a atingia não havia preocupação maior com a sua repercussão. Sempre a população mais pobre enfrentou os problemas da saúde pública. Acredito que houve até uma certa melhora, por isto não vemos revolta desta como ocorre com a nossa chamada “elite”. Ao mesmo tempo em que prefeitos e governadores se utilizarem de recursos indevidamente, observo que recentemente alguns prefeitos muito atuantes em “lockdown”foram eleitos em primeiro turno, como se fosse um respaldo para seus desmandos. Não sei se um dia teremos solução para este descalabro.

  15. Excelente artigo. Perfeita a analogia da eficiência das medidas de combate ao covid e a seca nordestina, ambas utilizadas para oprimir e escravizar a população por governos corruptos e covardes. Esses dias estão acabando.

  16. Foi o texto mais inteligente, esclarecedor e lúcido que li até agora.

  17. Muito bom o artigo. Entretanto faltou dizer e entender, que estes governantes sempre foram eleitos pela maioria pobre. Como resolver este problema é a verdadeira questão.

  18. Esplêndido, Guzzo! Está tudo aí. Mais um texto admirável. Abração

  19. Excelente análise. Completo 70 anos no próximo dia do descobrimento, e me entristece ver o Brasil que construímos para nossos filhos e netos. Tudo porque desistimos da política, e fomos trabalhar duro acreditando que os governos do PSDB e PT fariam o melhor pela Pátria. Acho que temos que acabar com a Câmara e o STF se queremos mudanças.

  20. Tenho a impressão que no médio prazo este artigo vai ser o obituário do período Dória, para ficar só em São Paulo.

  21. Um verdadeiro espetáculo de lucidez e verdade como sempre. Obrigada.

  22. Lúcido e preciso como sempre, Mestre Guzzo.
    Sua fala é a nossa, que não temos o mesmo talento genial seu para nos expressarmos.
    Parabéns !

  23. Beleza de texto meu caro Guzzo escrito com uma precisão cirúrgica!
    Grande abraço!!!

    1. Caríssimo Pisti

      Imenso prazer em ouvi-lo ! Muitíssimo obrigado e um forte abraço
      G.

  24. Se Bolsonaro mantiver o discurso contra esses absurdos de estados e municípios garante eleição no primeiro turno. Por favor, sonhares governadores e prefeitos, continuem com essa estratégia e coloquem Bolsonaro nos braços do povo em 2022. Nem precisa ir a debates para ser massacrado… esse lockdown absurdo é a versão elitista da facada de Adelio.

    1. Venho dizendo o mesmo, Daniel. Capitão mata no primeiro turno.

    2. Infelizmente não acredito nas urnas. Fraude e o nosso Capitão, perde

    3. estou contigo no PRIMEIRO TURNO

  25. Excelente artigo! Traz a lucidez, que está muito em falta!

  26. Grande Mestre Guzzo,
    Preciso como sempre, sem contestação e o povão que se dane ( gostaria muito de usar um palavrão)! Estamos fadados a continuar, para sempre, como o “ País do Futuro”. Um grande abraço

  27. Que artigo fantástico. Chega-se ao final quase sem fôlego, tal a qualidade do texto do Guzzo. Um artigo essencial para se entender a extensão da calamidade que está sendo patrocinada pelos tiranetes de plantão. Guzzo é imprescindível.

  28. Excelente artigo. O último parágrafo é realmente a síntese do que está acontecendo. Eu mesmo ainda não tinha chegado a essa conclusão. Mas é claro como aguá. Parabéns

  29. Preciso e esclarecedor, joga luz na escuridão que vivemos desde sempre, obrigado Guzzo. Tu és um brasileiro de quem me orgulho

  30. Como sempre, um artigo necessário. Fundamental, devastador e correto. As elites ainda estão pensando que “o choro é livre”.

  31. Intelectual é você, Guzzo, com seu brilhantismo e independência de pensamento. O resto é um bando de cordeiros.

  32. Parabéns! Mestre GUZZO como sempre de uma precisão cirúrgica em seus escritos.

  33. Pois é… Mas, se “o resultado é que, ao tornar-se um problema para os ricos e para a classe média, a covid passou a ser tratada como prioridade sacrossanta”, quem sabe as prioridades daqueles que “podem ir para o diabo que os carregue” ajude na mudança de nosso país, nas próximas eleições? Penso que este período pode estar sendo particularmente “instrutivo” para aqueles que não eram enxergados, mas que atualmente têm como perceber seu real valor.

    1. Verdade. Período mais didático que esse não houve. Espero que os brasileiros, diante de todas essas barbáries abordadas no texto do Guzzo, possam fazer uma demissão em massa de todos os ‘gestores’ que possuam o selo João Doria Jr de “gestão” nas próximas eleições.

  34. “É o Brasil da COVID. É o Brasil de sempre”. As frases finais do artigo definem nosso país é nos dão a certeza que absolutamente nada vai mudar. Assim como nada vai mudar a opção da América colonizada pelos ibéricos pela mediocridade, incompetência, atraso e desonestidade.

  35. MESTRE GUZZO, DESTA VEZ VOCÊ SE SUPEROU. SÓMENTE UMA PESSOA ILUMINADA E COM TAMANHA SENSIBILIDADE PODERIA RETRATAR COM TAMANHA PERFEIÇÃO ESTE QUADRO DANTESCO QUE ESTAMOS VIVENDO. EXTREMAMENTE TRISTE, CHOCANTE, REVOLTANTE E TANTOS OUTROS ADJETIVOS MAIS.

  36. Análise mais que precisa Guzzo, eu ainda não havia linkado esse “fique em casa” com o fato de a elite estar ficando doente, e a melhor maneira de se livrar é manter o povo trancado. Só não conseguem perceber que pra eles se isolarem, o povo trabalhador tem que fazer a comida deles, entregar no ifood, rappi da vida, etc.

  37. Artigo PRIMOROSO! O problema é que os burocratas dos governos eswtaduais e municipais não o lêem. Os governadores e os prefeitos. muito menos. Aliás. nenhum deles lê a Revista Oeste, uma revista “de direita”, ” conservadora”? Jamais! É tanta BURRICE que dá nojo. Basta lembrar a parte da elite que faz HOME OFFICE, que fica em casa por puro diletantismo que não se dá conta de que os seguranças dos condomínios. os entregadores dos I-FOOD da vida, os empregados domésticos , etc, etc, n~çao podem deixar de usar o transporte público apinhado para chegar aos condomínios de luxo. Só êste pequeno detalhe já dá uma idéia do tamanho da burrice e da insensibilidade dessa pequena parte da elite, pois não dá para falar no todo dela. O artigo chama a atenção para isso e muito mais. Enfim, artigo primoroso. Só a Revista Oeste poderia tocar nesses problemas.

  38. Muito bom mestre Guzzo, teus últimos artigos permitem entender que Bolsonaro tem certa razão desde o principio desta pandemia, por demonstrar como poucos que conhece a miserável e pobre sociedade brasileira, que sequer tem saneamento básico para ficar em casa, desempregado, e para sobreviver como nossa nobre classe social muito bem destacada por você, consegue e quer doutrinar. Bolsonaro sempre defendeu o isolamento das pessoas mais vulneráveis e o tratamento precoce que seguramente recuperaram quase 90% dos casos notificados, seja com hidroxicloroquína, ivermectina e outras drogas, e com coragem e trabalho impediu o desabastecimento da população. Lamentavelmente, mentes insanas de políticos e notáveis do STF, desde logo o qualificaram como genocida, nazista, fascista sem que tivesse tomado qualquer ato antidemocrático.
    Guzzo, recentemente vi entrevista do diretor geral do Sírio Libanês, dr. Paulo Chap Chap que nos revelou importantes resultados obtidos para mais de 3.500 pacientes hospitalizados, com letalidade inferior a 4% e para os casos graves e entubados de 12%. Penso importante que o teu excelente jornalismo nos ofereça levantamento da média letalidade nos hospitais privados, inclusive o resultado obtido pela Prevent Senior, que o ex ministro Mandetta investigou e o silenciou porque foi pioneiro no tratamento inicial com hidroxicloroquina e outras drogas. Ora, se comparada aos lamentáveis resultados de alta letalidade nos hospitais públicos e da falta de hospitais de campanha bem estruturados para tal atendimento, e com importantes recursos federais desviados, não poderemos concluir quem são os verdadeiros genocidas nesta pandemia brasileira?
    Forte abraço Guzzo

  39. Espetacular, como sempre! A Revista Oeste é a Veja dos melhores tempos.

  40. Voce foi perfeito quando apontou para o motivo desse desespero da elite. O ” medinho ” da falta de leitos nós hospitais particulares, já que os publicos sempre estiveram abarrotados.

  41. Os genocidas são os prefeitos e governadores. E só se investiga a falta de oxigênio em Manaus….. Acho que é fake news da imprensa o noticiário que aponta o caos em várias cidades.

  42. Espetacular! Se existisse um prêmio, esse texto deveria ganhar com todo louvor. Fantástico! Sem palavras.

    1. Será que a CPI da Covid, apesar de ser composta por inimigos do presidente, mostrará quem são os vermes governantes estaduais e prefeitos imbecilizados. Está na hora de por um fim nisso, por bem ou na marra !

  43. A exposição do texto,verídica é muito triste.O que deve preocupar é o final.E quando esta população de pobres,cansada de tanto apanhar de cassetete e ter roubada suas chances de sobreviver vivendo de pequenos negócios,se cansar dos fiscais e da Polícia Municipal?Disse bem mestre GUZZO,é a primeira vez no país um enfrentamento deste porte.Como a elite sairá dessa?

    1. Os venezuelanos me aconselharam em 2010 a cuidar do meu rincão. Num mea culpa doloroso, confidenciaram me que foram isentões!!!
      Mas não posso adentrar as FFAA, apenas chegar aos seus portões.
      E isso não é uma “sinalização” presidente?
      Minha senha passei no final de 2018, junto com 58 milhões de brasileiros!!!
      Hoje toda a classe média em extinção encontra-se estupefata.
      Quer entender o que é DEMOCRACIA .
      Esse estado democrático de direito é uma empulhação macabra.
      Sejamos tuaregs, não deixemos destruírem o nosso CÓDIGO DE HONRADEZ.

      1. JOSÉ ÂNGELO, POR NÃO EXISTIR A DEMOCRACIA HOJE NO BRASIL, TENHO AFIRMADO DESDE HÁ MUITO TEMPO, DE QUE, A DESOBEDIÊNCIA CIVIL É NOSSO ÚLTIMO E ÚNICO CAMINHO PARA A NOSSA LIBERDADE E DO NOSSO POVO ORDEIRO E TRABALHADOR. PORTANTO, POVO NAS RUAS, JÁ. ABAIXO COM ESSES TIRANETES DE PLANTÃO, HIPÓCRITAS, CANALHAS E MENTIROSOS. VAMOS MANDÁ-LOS PARA AS LONJURAS SIDERAIS DA PUTA QUE OS PARIU !!! CHEGA, BASTA DE TANTOS DESMANDOS, ARROGÂNCIA E DESPREPARO DESSES VERMES RASTEJANTES !!! PÚSTULAS, IMPOSTORES, CANCRO QUE CORRÓI A NAÇÃO !!!

  44. Brilhante, os políticos só pensam no pobre no período das eleições, exceção ao Presidente Bolsonaro que tenta salvar os brasileiros pobres desde o início da pandemia e vem travando uma batalha com o establisment criminoso.

  45. Excepcional, como sempre.
    Mestre Guzzo insuperável.
    Pergunta_se, a propósito: o q se pode fazer com essa oligarquia
    corrupta e malandra ?

  46. ¨FIQUE EM CASA ¨ mas jamais esqueça de pagar IPVA, IPTU, luz, agua, gas, boletos ,etc.

    Ahh não se esqueça que serviços essenciais como radares, pedagios,etc, estão isentos de limitação

    1. Sim Lockdown só para quem é rico,mora em casa própria e tem muito dinheiro no banco.Lockdown para pobre é uma grande ficção, não existe.Enfrentam ônibus e trens lotados e trabalham sim, quando existe qualquer tipo de trabalho.Pior gestão da pandemia:estado de São Paulo, é tão confuso que poucos entendem.Faixas de cores variadas,pode chegar até ao preto (acho que seria a morte de toda população).Nunca vi tantas arbitrariedades,o coitado que consegue fazer um bico qualquer leva pancada por não obedecer o toque de recolher,se vc precisar sair para uma emergência,tem que levar atestado.A grande pergunta: atestado de quem?

  47. Como sempre um texto perfeito, uma fotografia de nossa realidade atual.

  48. PQP!!!! Espetacular!!!!!!!!!!!!!!!!! Não há nada mais a dizer, só me resta aplaudir.

    1. Que linguagem clara, direta e corajosa, sem firulas retóricas! Parabéns, grande mestre J.R. Guzo!

    1. Como sempre, um artigo necessário. Fundamental, devastador e correto. As elites ainda estão pensando que “o choro é livre”.

    2. Exatamente para poder ler os artigos do J. R. Guzzo e dos demais articulistas assinei a Revista Oeste. Acertei.

  49. O Presidente Jair Bolsonaro desde o inicio tinha razão. TEMOS QUE PENSAR NA COVID E NA ECONOMIA AO MESMO TEMPO.

    1. Análise perfeita, Guzzo. Como sempre, aliás. Parabéns!

      1. Sr Guzzo, a sua imensa lucidez e a sua honestidade intelectual são um alento em meio à pandemia de fake news e manipulação. Muito obrigada por compartilhar conosco a verdade que precisa ser dita.

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