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Neurocirurgião explica o que aconteceu com Lula

Paulo Porto de Melo fala sobre o estado de saúde do presidente da República em entrevista ao Oeste Sem Filtro

Paulo Porto de Melo esclareceu que a hemorragia de Lula não foi cerebral, mas dentro do crânio | Foto: Reprodução/Revista Oeste
Paulo Porto de Melo esclareceu que a hemorragia de Lula não foi cerebral, mas dentro do crânio | Foto: Reprodução/Revista Oeste

Em entrevista à edição desta terça-feira, 10, do Oeste Sem Filtro, o neurocirurgião Paulo Porto de Melo explicou o que aconteceu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de os médicos detectarem hemorragia intracraniana, o petista precisou viajar a São Paulo, na noite desta segunda-feira, 9, para se submeter a um procedimento cirúrgico, no Hospital Sírio-Libanês.

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Ao Oeste Sem Filtro, o especialista esclareceu que a hemorragia não foi cerebral, mas dentro do crânio. De acordo com o neurocirurgião, há um espaço entre o crânio e a dura-máter — uma espécie de membrana. À medida que a pessoa envelhece, o espaço se amplia.

Hemorragia pode ter sido ocasionada por acidente que Lula sofreu em outubro

Nesse espaço, há algumas veias que estão esticadas. Quando há um acidente — como aconteceu com Lula em 19 de outubro, quando bateu a cabeça —, algumas dessas veias podem romper. O sangue, portanto, se espalha pelo espaço que há entre o crânio e a dura-máter.

De acordo com Melo, isso pode ocasionar dores de cabeça, fraqueza, além de atrapalhar a fala. É mais comum, no entanto, que esse tipo de rompimento das veias aconteçam com crianças, idosos ou pessoas com problemas com alcoolismo. 

Como é o procedimento cirúrgico

Os profissionais, segundo o neurocirurgião, realizam a cirurgia por meio de uma perfuração na cabeça de quatro ou cinco centímetros. Depois, o médico abre um orifício de aproximadamente dois ou três milímetros no crânio.

Ainda segundo o especialista, em 30 anos de profissão, nunca viu um procedimento como esse deixar sequelas | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ainda segundo o especialista, em 30 anos de profissão, nunca viu um procedimento como esse deixar sequelas | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Feito esse procedimento, o profissional ingere soro fisiológico sob pressão dentro do crânio. Como o líquido é posto sob pressão, o hematoma que está na parte interior é expulso para fora. “Você substitui o hematoma pelo soro fisiológico”, afirma Melo. 

Ainda segundo o especialista, em 30 anos de profissão, nunca viu um procedimento como esse deixar sequelas. O presidente ainda deve ficar de 48 a 72 horas internado no hospital.

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5 comentários
  1. Oswaldo Galvão Carvalho
    Oswaldo Galvão Carvalho

    apenas especulando …. não teria sido um AVC ?
    Avançada Vontade de Cachaça.
    …..
    a propósito, estão colocando o alkimin para escanteio ou é somente minha impressão ?
    colegiado de ministos para comandar a agenda do 9 dedos, enquanto se recupera do AVC, e não o vice presidente do galinheiro ?
    …..
    estamos assistindo muitas inovações no comando político da república das bananas.
    POBRE E PODRE BRASIL

  2. José Angelo
    José Angelo

    No caso do ladrão injetaram cachaça, e fizeram dois orifícios na testa para desobstruir o crescimento do chifre

  3. Antonio Celso Tavares
    Antonio Celso Tavares

    Favor corrigir: O neurocirurgião “injeta”e não “ingere” soro fisiológico.

  4. José Rubens Medeiros
    José Rubens Medeiros

    OESTE: Sugiro correção do artigo na parte em que constou equivocadamente o seguinte: “Feito esse procedimento, o profissional INGERE(sic) soro fisiológico sob pressão dentro do crânio”.

    1. Gladner Cardeal Stasiuk Paes
      Gladner Cardeal Stasiuk Paes

      Pois é, dá a entender que o médico tomou um porre de soro após ingerir.

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