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Austrália lança 1º foguete nacional, que cai depois de 14 segundos no ar

O veículo espacial Eris, que tem 23 metros de altura e pesa 30 toneladas, partiu do Bowen Orbital Spaceport, o primeiro centro comercial de lançamentos do país

Foguete Eris | Gilmour Space/Divulgação
Foguete Eris | Gilmour Space/Divulgação

O lançamento do primeiro foguete desenvolvido na Austrália entrou para a história na terça-feira 30, mas durou apenas 14 segundos antes de cair, sem causar feridos. O teste, considerado um marco pelo setor aeroespacial australiano, ocorreu no norte de Queensland e foi conduzido pela Gilmour Space.

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O foguete Eris, que tem 23 metros de altura e pesa 30 toneladas, partiu do Bowen Orbital Spaceport, o primeiro centro comercial de lançamentos do país. O objetivo do projeto é viabilizar o envio de pequenos satélites à órbita terrestre por valores mais acessíveis, atendendo à demanda crescente do mercado, conforme explicou a empresa.

O foguete foi desenvolvido majoritariamente na Austrália

Desenvolvido majoritariamente no território australiano, o Eris contou com recursos bem inferiores aos de outras empresas internacionais. “Passar pela torre foi um marco importante para a nossa equipe”, disse Adam Gilmour, CEO da Gilmour Space. “Isso mostrou que a Austrália é capaz de projetar, construir e lançar foguetes aqui mesmo, em casa.”

O governo local destinou US$ 5 milhões ao projeto por meio do Programa de Crescimento Industrial. Depois do lançamento, Tim Ayres, ministro da Indústria e Inovação, declarou: “A confiança adquirida e as lições aprendidas vão impulsionar a Gilmour e o ecossistema espacial. Agora eles podem partir desse ponto e continuar inovando – gerando novas oportunidades que ajudarão nossa economia a crescer e a criar mais empregos qualificados e bem remunerados.”

Investigação e próximos passos

Segundo informações preliminares, a ignição, a decolagem, a propulsão inicial, o rastreamento e a telemetria ocorreram normalmente até o momento da falha. Em nota, a Gilmour Space afirmou que “a equipe está agora revisando os dados de voo para entender a causa da anomalia que levou ao encerramento antecipado, com as lições já sendo aplicadas ao próximo veículo, que está em produção”.

O próximo lançamento de teste, chamado TestFlight 1, está previsto para acontecer entre seis e oito meses, conforme o cronograma da equipe técnica da empresa.

Leia também: “O negociador”, reportagem de Adalberto Piotto publicada na Edição 280 da Revista Oeste.

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