Cientistas reativam acelerador de partículas em busca da ‘matéria escura’

Os físicos esperam que a retomada das colisões ajude a solucionar um dos maiores mistérios da ciência atual
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Por meio de experimentos no superacelerador de partículas, pesquisadores tentam detectar a matéria escura e entender o início do Universo
Por meio de experimentos no superacelerador de partículas, pesquisadores tentam detectar a matéria escura e entender o início do Universo | Foto: Divulgação/CERN

Os cientistas do centro de pesquisa de física da Europa vão acionar nesta semana o Grande Colisor de Hádrons (LHC) — o maior acelerador de partículas do mundo, com 27 quilômetros de extensão —, que está instalado na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, na fronteira franco-suíça.

O aparelho foi desligado para manutenção e atualizações, mas o período de inatividade acabou prolongado por causa da covid-19. Agora, os cientistas preparam a reinicialização do sistema.

De acordo com os pesquisadores, reiniciar o colisor é um procedimento complexo. “Não é apenas apertar um botão”, disse Rende Steerenberg, responsável pelas operações da sala de controle, à agência de notícias Reuters.

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Os físicos esperam que a retomada das colisões ajude a solucionar um dos maiores mistérios da ciência atual, a chamada “matéria escura”, que constitui 25% do conteúdo do Universo e só teve sua existência indicada de forma indireta até o momento.

“É nesses 25% desconhecidos do Universo que estamos interessados. Uma das questões mais desafiadoras atualmente na física é o que constitui essa matéria escura. Há muitas atividades experimentais tentando entender isso. No LHC, estamos buscando produzir diretamente essas hipotéticas partículas de matéria escura”, disse Oliver Buchmueller, professor do Imperial College, de Londres, no Reino Unido.

Acredita-se que a matéria escura seja cinco vezes mais prevalente do que a matéria comum, mas não absorve, reflete ou emite luz.

“Vamos aumentar drasticamente o número de colisões e, portanto, a probabilidade de novas descobertas também”, explicou Steerenberg, que acrescentou que o colisor deverá operar até outro desligamento, programado para 2025.

Leia também: “Os construtores de estrelas”, reportagem de Dagomir Marquezi publicada na edição 75 da Revista Oeste

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