O governo ucraniano está usando um método inédito para identificar as vítimas da invasão russa: o reconhecimento facial por inteligência artificial.
Para isso, a empresa Clearview usa bilhões de fotos colhidas de redes sociais, como Facebook e Twitter. “Funciona como o Google”, declarou o fundador da Clearview, Hoan Ton-That, para a BBC. “Mas, em vez de colocar uma sequência de palavras ou texto, o usuário coloca a foto de um rosto.”
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O uso de fotos das redes sociais já criou algumas polêmicas quanto à ética da empresa. Agora a controvérsia se estende para o uso da tecnologia numa guerra em andamento. Mas, segundo Ton-That, os serviços da Clearview já são usados por 3.200 agências governamentais.
Não é a primeira vez que a tecnologia de reconhecimento facial é usada numa guerra. Em 2019, a empresa Bellingcat identificou um russo que havia torturado e morto um prisioneiro na Síria.
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