Startup compra rostos para edição de vídeos

Técnica conhecida como 'deepfake' utiliza inteligência artificial para alterar faces de pessoas
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Com uso da inteligência artificial, mulher teve o rosto alterado com a técnica Deepfake | Foto: Mídias Sociais
Com uso da inteligência artificial, mulher teve o rosto alterado com a técnica Deepfake | Foto: Mídias Sociais

A startup israelense Hour One está comprando rostos de pessoas para edição de vídeos educacionais e de marketing. Para isso, ela utilizará a tecnologia deepfake — técnica que usa recursos de inteligência artificial para substituir rostos em vídeos e imagens. O propósito é chegar o mais próximo possível da realidade. Atualmente, o banco de dados da startup, que tem sede em Tel Aviv, conta com ao menos 100 registros de faces, mas eles querem aumentar o portfólio.

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Segundo a empresa, o interesse em vender o rosto para se tornar um personagem de deepfakes, ultimamente, é grande. Outras companhias interessadas poderão comprar os personagens gerados com base no rosto das pessoas e inserir o que elas quiserem por meio de vozes geradas por inteligência artificial.

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Os candidatos interessados em vender o rosto devem preencher um formulário no site da empresa, com o nome, endereço de e-mail e perfil no Instagram. Hour One reforça que procura por “pessoas reais”, uma vez que a intenção da empresa é ter representatividade: pessoas de diferentes idades, gêneros e raças são bem-vindas — a ideia é gerar maior identificação com o público e potenciais clientes.

 

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3 comentários

  1. Só os mais inacreditáveis profetas e visionários conseguiriam prever coisa tão assustadora. A humanidade dissolveu as fronteiras do real. Toda a tecnologia para criar uma MATRIX já está disponível.

    1. De fato, isso que você disse já é feito há muito tempo. A diferença é que o deepfake é capaz de fazer isso com video e em tempo real, sem intervenção humana. Não é um processo de edição manual de um quadro ou quadro a quadro, que depende do talento de uma pessoa. Pode-se receber uma chamada de video e conversar com uma pessoa que não é quem parece ser (um parente sequestrado, por exemplo). A TV pode transmitir, ao vivo, um ato ilegal, imoral ou impróprio sendo cometido por pessoa que não é quem o público vê. Uma autoridade fake pode proferir um discurso ao vivo enquanto o original está preso incomunicável ou morto. O potencial disso para o mal é muito grande.

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