O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, abriu uma empresa na Espanha depois de ter o nome citado nas investigações sobre as fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os inquéritos apuram se ele teria atuado como “sócio oculto” no esquema.
Batizada de Synapta, a empresa iniciou suas atividades em 13 de janeiro e foi registrada em 6 de fevereiro no Registro Mercantil de Madri, sob o número 877616, segundo documentos obtidos pela emissora CNN.
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De acordo com os registros, a companhia do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sediada na Rua Agustín de Foxá, nº 4, 5º andar, em Madri, e opera como sociedade limitada voltada a serviços tecnológicos.

O objeto social abrange atividades de tecnologia em sentido amplo, incluindo consultoria técnica e de informática, além de planejamento e desenvolvimento de sistemas que integrem equipamentos, softwares e soluções de comunicação. O capital social declarado é de € 3 mil — o mínimo exigido pela legislação espanhola — equivalente a cerca de R$ 18 mil.
A abertura da empresa acontece enquanto o nome de Lulinha aparece em inquérito da Polícia Federal (PF). O advogado Marco Aurélio Carvalho, integrante da defesa, afirmou que a empresa ainda não está em operação e que não há irregularidade na sua constituição.
“Abrir empresa não é crime; crime é não registrar. Ele age com transparência”, disse à CNN. “Talvez venha a empreender no futuro, a médio ou longo prazo.” O advogado afirmou que não há motivo para “perseguição”.
PF identificou pagamentos destinados a Lulinha
A Polícia Federal, em fevereiro, listou supostos pagamentos destinados a Lulinha e encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de quebra de seu sigilo bancário.

Segundo relatório sigiloso, a PF aponta indícios de repasses mensais de Antônio Camilo Antunes, o “careca do INSS”, a Lulinha, por intermédio de uma amiga. Os valores, estimados em R$ 300 mil por mês, seriam, de acordo com investigação preliminar, para facilitar o acesso do lobista a determinados ambientes em Brasília — o que é negado pelas defesas.
Os investigadores também mencionam a apreensão de um envelope com o nome de Lulinha durante a quinta fase da Operação Sem Desconto, além de depoimentos de um ex-funcionário de Antunes à PF e à CPMI do INSS, nos quais ele afirma que o lobista citava pagamentos ao empresário com frequência.
Em outro documento enviado ao STF, a PF chegou a levantar a hipótese de que Lulinha pudesse deixar o Brasil. A possibilidade, revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo, foi utilizada para fundamentar o pedido de quebra de sigilos fiscais e telemáticos.





































É a oficialização da bandidagem.