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Política

Lulinha abre empresa na Espanha em meio a investigação da PF

Filho do presidente é citado em inquérito sobre fraudes no INSS; defesa nega irregularidades

O filho do presidente
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/Redes sociais

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, abriu uma empresa na Espanha depois de ter o nome citado nas investigações sobre as fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os inquéritos apuram se ele teria atuado como “sócio oculto” no esquema.

Batizada de Synapta, a empresa iniciou suas atividades em 13 de janeiro e foi registrada em 6 de fevereiro no Registro Mercantil de Madri, sob o número 877616, segundo documentos obtidos pela emissora CNN.

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De acordo com os registros, a companhia do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sediada na Rua Agustín de Foxá, nº 4, 5º andar, em Madri, e opera como sociedade limitada voltada a serviços tecnológicos.

Careca do INSS citava Lulinha ao tratar com parceiros comerciais, diz testemunha
Lulinha mudou-se para Madri em 2025 com a família | Foto: Reprodução/YouTube/Metrópoles

O objeto social abrange atividades de tecnologia em sentido amplo, incluindo consultoria técnica e de informática, além de planejamento e desenvolvimento de sistemas que integrem equipamentos, softwares e soluções de comunicação. O capital social declarado é de € 3 mil — o mínimo exigido pela legislação espanhola — equivalente a cerca de R$ 18 mil.

A abertura da empresa acontece enquanto o nome de Lulinha aparece em inquérito da Polícia Federal (PF). O advogado Marco Aurélio Carvalho, integrante da defesa, afirmou que a empresa ainda não está em operação e que não há irregularidade na sua constituição.

“Abrir empresa não é crime; crime é não registrar. Ele age com transparência”, disse à CNN. “Talvez venha a empreender no futuro, a médio ou longo prazo.” O advogado afirmou que não há motivo para “perseguição”.

PF identificou pagamentos destinados a Lulinha

A Polícia Federal, em fevereiro, listou supostos pagamentos destinados a Lulinha e encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de quebra de seu sigilo bancário.

À esquerda, Lulinha, filho de Luiz Inácio Lula da Silva; à direita, o lobista conhecido como Careca do INSS
À esquerda, Lulinha, filho de Luiz Inácio Lula da Silva; à direita, o lobista conhecido como Careca do INSS | Fotos: Reprodução/Internet e Agência Senado

Segundo relatório sigiloso, a PF aponta indícios de repasses mensais de Antônio Camilo Antunes, o “careca do INSS”, a Lulinha, por intermédio de uma amiga. Os valores, estimados em R$ 300 mil por mês, seriam, de acordo com investigação preliminar, para facilitar o acesso do lobista a determinados ambientes em Brasília — o que é negado pelas defesas.

Os investigadores também mencionam a apreensão de um envelope com o nome de Lulinha durante a quinta fase da Operação Sem Desconto, além de depoimentos de um ex-funcionário de Antunes à PF e à CPMI do INSS, nos quais ele afirma que o lobista citava pagamentos ao empresário com frequência.

Em outro documento enviado ao STF, a PF chegou a levantar a hipótese de que Lulinha pudesse deixar o Brasil. A possibilidade, revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo, foi utilizada para fundamentar o pedido de quebra de sigilos fiscais e telemáticos.

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