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Política

Flávio Bolsonaro fala em 'guerra espiritual' e em retirar o 'mal do governo'

Pré-candidato à Presidência da República participou da Marcha para Jesus, ao lado do governador Tarcísio de Freitas e do prefeito Ricardo Nunes

Flávio Bolsonaro Tarcísio de Freitas Ricardo Nunes Guilherme Derrite Marcha para Jesus
Flávio Bolsonaro e aliados participaram da marcha evangélica | Foto: Facebook/Flávio Bolsonaro

Na Marcha para Jesus realizada nesta quinta-feira, 4, em São Paulo, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que o Brasil vive uma “guerra espiritual” e declarou que o “mal” será retirado do governo federal neste ano, em referência indireta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Em discurso no trio elétrico, Flávio pediu orações pelo país e disse que a mobilização dos evangélicos representa uma resposta ao “mundo do mal”. Mais tarde, ele solicitou orações para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), repetiu o slogan “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” e afirmou que o Brasil “vai voltar a ser a nação de Israel”.

O evento reuniu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), parlamentares e pré-candidatos aliados de Jair Bolsonaro, como Guilherme Derrite (PP-SP), pré-candidato ao Senado. Tarcísio declarou que “São Paulo é do Senhor Jesus” e defendeu uma transformação baseada na fé. No palco principal, cantou uma música gospel e voltou a fazer referências religiosas. Na fala de Nunes, o público vibrou quando ele citou a presença de Flávio.

Foi a 34ª edição da Marcha, que teve o tema “todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Senhor”. O apóstolo Estevam Hernandes, presidente da marcha, afirmou que a escolha ocorreu em função do versículo em que Jesus prega: “Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura”.

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça participou da marcha e afirmou que a luta dos cristãos não é contra homens, mas contra “os principados deste mundo”. Representando o governo federal, o advogado-geral da União, Jorge Messias, transmitiu uma mensagem enviada por Lula ao público evangélico e afirmou que a celebração não deveria ser usada para campanha eleitoral. “Aqui não é lugar para comício”, disse.

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Antes do início da marcha, Hernandes, afirmou que sua tendência é apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro e atribuiu essa posição ao cenário de polarização política. Questionado por jornalistas sobre temas políticos e sobre sua relação com o empresário Daniel Vorcaro, o senador evitou responder. Depois do percurso, Flávio, Tarcísio e Ricardo Nunes participaram das atividades no palco principal. Nunes elogiou os dois aliados e disse que ambos defendem a família, o combate às drogas e o direito à vida.

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