No interior do Paraná, a Cooperativa Lar abate 500 mil frangos por dia. Embora o suficiente para alimentar um país de médio porte, esse número representa apenas uma fração do imenso volume de carne de aves produzido diariamente no Brasil.
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Todos os dias, frigoríficos brasileiros processam quase 20 milhões de frangos — o equivalente a mais de 40 mil toneladas de carne. No acumulado anual, são 15 milhões de toneladas, apenas dessa proteína. Grande parte dessa produção abastece o mercado interno. Ainda assim, o Brasil se destaca como o maior exportador mundial de carne de frango.
Em 2025, as vendas externas devem se aproximar de 5 milhões de toneladas. Segundo Antônio Cabrera, ministro da Agricultura entre 1990 e 1992, o volume brasileiro supera as exportações combinadas dos Estados Unidos e da União Europeia, segundo e terceiro maiores fornecedores globais. E a tendência é de crescimento.
“Nos próximos dois anos, a carne de frango deve se tornar a mais consumida do mundo”, afirmou Cabrera. “É um alimento sem restrição religiosa, que utiliza pouca terra e praticamente não encontra barreiras de consumo em nível global.”
Mais que carne de frango
O protagonismo brasileiro vai além do volume. Na Cooperativa Lar, por exemplo, a inspeção de qualidade já é feita com inteligência artificial.
“Essa automatização melhora o controle de qualidade”, explica Cabrera. O sistema usa sensores e câmeras para avaliar cada ave individualmente. Com isso, é possível premiar os melhores criadores e elevar o padrão de excelência da produção nacional.
Resultado: a carne de frango brasileira alimenta o mundo — e garante ao país uma receita próxima de US$ 10 bilhões por ano.




































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