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Agronegócio

Agro paulista aumenta participação na China e arrecada quase US$ 7 bi

Principal parceiro comercial do setor, o país asiático tem uma participação de 24% nas exportações

O agro paulista
A China é o principal parceiro comercial do Brasil | Foto: Divulgação/Agência SP

Mais uma vez, o gigante asiático foi o maior comprador dos produtos agropecuários do Estado de São Paulo. Em 2025, a China comprou US$ 6,8 bilhões do agro paulista. Os dados foram divulgados na última semana.

O setor de carne foi o destaque do agronegócio e terminou como o mais lucrativo, com um valor de US$ 2 bilhões, um aumento de 24,6% em relação ao ano anterior. O mercado chinês ocupa a primeira posição no ranking de maiores compradores do agro paulista. Aparece à frente de da União Europeia, dos Estados Unidos e da Índia.

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O crescimento da parceria entre a China e o agronegócio de São Paulo foi de 17%, na comparação com 2024. As informações são do Instituto de Economia Agrícola (IEA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) de São Paulo.

“Os dados reforçam não apenas o peso da China como parceira comercial, mas também a forte inserção do agro paulista no mercado internacional”, disse o secretário da SAA, Geraldo Melo Filho. “Quando analisamos os principais produtos da nossa pauta de exportação, ela aparece como o principal destino em todos eles.”

O importante papel do agro paulista no mercado asiático

Na lista dos produtos agrícolas de São Paulo mais enviados à China em 2025, a carne ocupa a primeira posição, seguida da soja (US$ 1,6 bilhão) e do setor sucroalcooleiro (US$ 1,2 bilhão). O segundo e terceiro colocados tiveram um aumento, no período, de 12% e 24%, respectivamente.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, Roberto Perosa, ressalta o bom resultado. De acordo com ele, o avanço dos envios para o mercado chinês ocorreu mesmo diante das adversidades enfrentadas pela cadeia produtiva.

“Mesmo com um cenário mais desafiador, marcado por questões geopolíticas e pela menor produção de carne em vários países”, avalia Perosa. “A carne bovina brasileira está em 177 países, o que ajuda a sustentar o ritmo dos embarques e a presença do produto nos principais mercados”.

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Pesquisador do IEA, Celso Vegro reforça a entrada de café no mercado chinês (6 mil toneladas no ano passado). “Apesar de ser uma nação consumidora de chá, as exportações da bebida brasileira já colocaram a China, em 2025, entre os dez maiores clientes do produto.”

“Em breve, o país se consolidará como um dos principais clientes nos próximos anos”, afirma Vegro. “Devido ao aumento do consumo per capita que saiu de quatro a cinco xícaras em 2020 para 16 a 22 xícaras em 2025.”

Leia também: “Os judeus e a agricultura brasileira”, artigo de Evaristo de Miranda publicado na Edição 306 da Revista Oeste

E mais: “O Fazendeiro de Deus”, por Antonio Cabrera


Estagiária de jornalismo em São Paulo. Sob supervisão de Anderson Scardoelli

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