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Agronegócio

Agronegócio bate recordes e cidades do interior veem salto no consumo de luxo

Toda essa riqueza extra se reflete em mais vendas de carros, aviões e também no varejo

Colheita de algodão | Foto: Evelson de Freitas/Estadão Conteúdo

Produtor de soja na divisa do Maranhão com o Pará, Gerson Kyt decidiu fixar a residência da família no condomínio Alphaville Flamboyant, residencial de luxo em Goiânia (GO), a “capital do agronegócio”. Para encurtar o deslocamento para suas fazendas, comprou em junho um avião turboélice da americana Piper, modelo Matrix. Kyt é um exemplo da ascensão de riqueza vivida nos grandes polos de agronegócio do país, após anos de safras recordes e preços nas alturas.

Esse ciclo de bonança teve sua força renovada neste ano. A receita agrícola com a produção de grãos e culturas perenes deve chegar a R$ 787,9 bilhões – um salto de 53% sobre 2020, segundo projeções da consultoria MacroSector, que leva em conta dados de produção do IBGE e de preços da FGV. Os produtores de grãos devem puxar a expansão da renda, com faturamento de R$ 594,1 bilhões, alta de 68% ante o ano anterior.

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Toda essa riqueza extra se reflete em mais vendas de carros, aviões e também no varejo. O desempenho do comércio de janeiro a maio em todo o país foi de alta de 7,2% sobre igual período do ano passado, segundo Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Nos polos do agronegócio, essa alta foi de mais de 18%. O desempenho das vendas de veículos também é bem superior à média nacional nas principais cidades do setor agrícola. Essa prosperidade ainda se reflete no comércio de luxo e na venda de jatos executivos.

No caso de Kyt, o avião vai ajudar a economizar tempo de deslocamentos até suas fazendas no Maranhão, onde ele planta 13 mil hectares de soja.

E ele não está sozinho nessa tendência. O pecuarista e empresário Arlindo Vilela, 52 anos, pretende comprar nas próximas semanas um avião turboélice, na faixa de R$ 4 milhões, para substituir dois monomotores. “As distâncias são grandes e as estradas, bem ruins. O avião dá agilidade. Não é barato, mas tem muita serventia. Os passageiros usam botina no avião, ninguém entra de salto”, disse Vilela, que é dono de uma fazenda em Rondonópolis (MT).

A reportagem é do jornal O Estado de S. Paulo/Estadão Conteúdo.

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