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Agronegócio

Agronegócio exporta US$ 10,8 bilhões em janeiro de 2026

Valor representa o terceiro maior resultado da série histórica para o mês

Foto: Divulgação/Ministério das Comunicações
Com os bons resultados do setor, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta 'tirar uma casquinha' | Foto: Divulgação/Ministério das Comunicações

As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 10,8 bilhões em janeiro de 2026, um montante que equivale a 42,8% do total exportado pelo Brasil no período. Com os números, o setor registrou um superávit de US$ 9,2 bilhões, apesar do recuo de 0,4% na comparação com janeiro de 2025.

O volume exportado cresceu 7%, mas o preço médio dos produtos caiu 8,6%. A redução dos preços internacionais das commodities influenciou esse cenário. O Índice de Preços de Alimentos da FAO também registrou queda em janeiro.

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Além disso, o país obteve o reconhecimento de livre de febre aftosa sem vacinação e recuperou o status de livre de influenza aviária. Os Estados Unidos também retiraram tarifas adicionais de produtos brasileiros, como a carne bovina in natura, o que influenciou no cenário positivo.

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Com os bons resultados do setor, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta “tirar uma casquinha”. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, alegou que “as ações de sanidade e de negociação comercial conduzidas pelo governo do Brasil no último ano têm sido fundamentais para o desempenho positivo das exportações brasileiras.”

Expansão comercial do agronegócio brasileiro

O agronegócio brasileiro abriu 535 novos mercados desde 2023, sendo dez apenas em janeiro de 2026. China, União Europeia e Estados Unidos seguem como os principais compradores. A China lidera o ranking, com US$ 2,1 bilhões em compras. Já os Emirados Árabes Unidos e a Turquia apresentaram altas expressivas de 58,5% e 72,18%, respectivamente.

As carnes lideraram as vendas por setor, com US$ 2,58 bilhões e alta de 24% em relação ao ano anterior. O complexo soja faturou US$ 1,66 bilhão, um crescimento de 49,4%. Por outro lado, os setores de café e sucroalcooleiro registraram quedas superiores a 24%.

Carne bovina bate recorde

A carne bovina in natura foi o principal item exportado, somando US$ 1,3 bilhão. Os embarques atingiram 116 países. As exportações desse produto especificamente para os EUA cresceram 93% no primeiro mês do ano.

Leia também: “Carne Angus ganha destaque no Brasil”

Produtos fora do grupo principal, porém, também alcançaram recordes históricos de valor e volume. A glicerina em bruto rendeu US$ 46,9 milhões, e o óleo de milho cresceu 335,8% em valor. Além disso, outros itens com marcas históricas incluem mamão papaia, pargos, cerveja e ovos.

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