Argentina suspende exportações de óleo e farelo de soja

Mercado teme aumento de impostos sobre a produção
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O presidente da Argentina, Alberto Fernández
O presidente da Argentina, Alberto Fernández | Foto: Divulgação/Casa Rosada

O Ministério da Agricultura da Argentina suspendeu o registro de vendas de exportação de óleo e farelo de soja. A decisão foi comunicada no domingo 13.

Segundo informações do jornal Clarín, o anúncio foi feito no início da colheita, para evitar que os itens saíssem do país. A medida impede as exportações da safra atual antes mesmo de os embarques físicos serem iniciados. De acordo com dados do governo, cerca de 5 milhões de toneladas de óleo e farelo de soja foram formalmente registrados para exportação neste ano.

A Argentina é responsável pela maior parte das exportações de óleo e farelo de soja. Em 2022, o país deverá responder por mais de 40% das exportações globais de farelo de soja e 50% das de óleo de soja, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

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A Câmara de Processadores e Exportadores de Oleaginosas da Argentina classificou a decisão como “ilegal”. “É totalmente contrário ao interesse exportador da Argentina”, publicou, em nota.

“Fomos surpreendidos com o fechamento do registro de exportação do complexo soja”, disse José Martins, presidente da Bolsa de Cereais de Buenos Aires e porta-voz do Conselho Agroindustrial Argentino. “Nós expressamos nosso repúdio a qualquer mudança nas regras do jogo e qualquer tentativa de aumentar a carga tributária sobre o setor agropecuário, principalmente em uma safra atingida por uma seca severa, que reduziu significativamente a nossa produção”.

O mercado teme o aumento dos impostos sobre a produção. Atualmente, a alíquota sobre do farelo e do óleo de soja é de 31%, enquanto a do grão paga 33%.

Leia também: “O Brasil vai alimentar o mundo”, entrevista concedida por Celso Moretti, presidente da Embrapa, para  a Revista Oeste

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11 comentários Ver comentários

  1. Buenas, mais uma medida para acabar com um país produtivo, se a Argentina vai mal, nós brasileiros também seremos prejudicados. O um dos problemas do vizinho é o excesso de gastos do governo governos das províncias com funcionários públicos.
    Na política o ajuntamento com políticos e criminosos dá nisso.

  2. Tá certo, vamos por um cabresto nesses fdps, que não olham o mercado interno e depois o governo que tem que fd* para normalizar o consumo interno, principalmente se for exportar para os desgraçados americanos.

    1. O governo argentino tem é que deixar de fazer trapalhadas econômicas para evitar uma inflação que já passou de 50% no último ano, assim o povo terá uma moeda de verdade e compensará aos produtores vender no mercado interno (já que eles não são trouxas).

    2. Então, tá: Veja a queda gigantesca no plantio de soja que acontecerá na Argentina na próxima safra.
      Não haverá dólares para o governo cobrir rombos e nem farelo ou óleo de soja para o consumo dos argentinos.

  3. Esse será o futuro do Brasil se o pessoal da “direita limpinha” continuar com esse nojinho do Bolsonaro, nada é tão ruim que não possa piorar mais um pouco!

    1. Precisa analisar o trabalho do ministério da agricultura (além da boa integração com outros ministérios).
      Os gigantescos saldos a favor do Brasil quando é agronegócio.
      Ideologia não enche barriga. Trabalho sério, competente, não corrupto e integrado sim.
      Observe onde a Argentina vai chegar ano que vem…

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