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Agronegócio

Chester: o frango gigante criado pela Perdigão

Animal é grande o suficiente para substituir um peru

O Chester é uma dos pratos símbolos do Natal do Brasil | Foto: Reprodução/Perdigão

Há cerca de 40 anos, um produto chegou à ceia de Natal dos brasileiros: o Chester, um frango gigante. A inovação foi criada pela Perdigão para brigar com o peru da Sadia — alguns anos atrás, as duas empresas eram concorrentes. Hoje, ambas fazem parte do mesmo grupo: BRF — um gigante global.

Em 1979, Saul Brandalise, então executivo da Perdigão, recebeu a missão de criar uma alternativa ao peru da Sadia e, para isso, enviou técnicos aos Estados Unidos.

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Geneticamente melhor

O grupo retornou ao Brasil com as primeiras galinhas selecionadas que deram origem ao programa de melhoramento genético do produto. Eram exemplares de uma linhagem escocesa.

A técnica de melhoramento genético é milenar. O processo consiste em selecionar, para a reprodução, os exemplares da espécie com as características mais adequadas com um objetivo determinado. Nesse caso, a escolha era pelos animais maiores e com mais carnes em determinadas partes.

Chester na granja | Foto: reprodução/BRF

Assim, o Chester é um frango grande o suficiente para substituir um peru. Além disso, ele é uma marca registrada pela Perdigão — uma inovação gerada pelo livre mercado, fruto de muita ciência e tecnologia.

Características do Chester: um frango gigante

A ave da marca concentra 70% de sua carne nas coxas e no peito. Ao contrário de boatos, a engorda não envolve hormônios. De acordo com a BRF, a alimentação do animal é 100% natural e baseada em milho e soja. A produção se concentra em Mineiros (GO).

Entre o nascimento e o abate do Chester são 60 dias — o dobro do frango convencional. A produção tem início em março, mas as vendas começam no fim do ano — e ocorrem apenas no Brasil, até o momento.

A formação da empresa BRF

Filhos de imigrantes italianos, membros das famílias Brandalise e Ponzoni fundaram a Perdigão em 1934, em Videira, no interior de Santa Catarina.

Uma década depois, Attilio Fontana deu início à Sadia em Concórdia, no mesmo Estado. Nesse momento, as duas empresas não tinham relação.

Os dois negócios cresceram e começaram a disputar a liderança do mercado brasileiro de carnes de aves e suínos algumas décadas depois.

Em 2001, os concorrentes se fundiram e criaram a BRF. O grupo é um gigante mundial para a produção de alimentos, incluindo o Chester — o frango gigante da Perdigão — e o peru da Sadia.

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