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Agronegócio

Chuvas no Sudeste favorecem trigo, mas podem atrapalhar colheita do café

Frente fria atinge São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo; floradas antecipadas preocupam produtores nas principais regiões cafeeiras

Café - cooperativismo
Grãos de café torrados são avaliados manualmente antes de seguirem para a etapa de embalagem | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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As chuvas e a frente fria que atingem a Região Sudeste nesta semana beneficiam o trigo, mas preocupam os produtores de café em São Paulo e Minas Gerais. Com previsão de precipitação superior a 40 milímetros, a umidade do solo favorece o trigo, enquanto a colheita do café enfrenta riscos de fermentação dos grãos e floradas fora de época. As lavouras de café arábica estão em fase de colheita, e a umidade elevada pode comprometer a qualidade.

As chuvas e a frente fria que atravessam a Região Sudeste nesta semana favorecem o trigo, mas preocupam produtores de café nas principais regiões cafeeiras de São Paulo e Minas Gerais. Os volumes de precipitação podem superar 40 milímetros nas áreas mais atingidas, segundo previsão meteorológica para o setor agropecuário.

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A umidade do solo deve beneficiar o desenvolvimento das lavouras de trigo. Já a colheita do café exige atenção redobrada dos produtores, em razão do risco de fermentação dos grãos e da indução de floradas fora de época.

Chuvas no Sudeste pressionam colheita do café

Grande parte das lavouras de café arábica está em fase de colheita nas principais regiões produtoras do Sudeste. Sul de Minas Gerais, Cerrado Mineiro, Zona da Mata Mineira, Mogiana Paulista e Alta Paulista concentram a produção.

As chuvas previstas podem dificultar as operações de colheita e secagem dos grãos. A umidade elevada também aumenta o risco de fermentações indesejadas, com reflexos negativos na qualidade da bebida.

O período também é sensível para o estágio fisiológico da cultura. Depois da colheita, os botões florais costumam permanecer em dormência durante o inverno seco, condição que garante uma florada principal uniforme no início da primavera.

Produtores de São Paulo e do Sul de Minas Gerais já relatam emissão antecipada de flores. A chuva pode quebrar a dormência dos botões antes do tempo e provocar floradas fora de época.

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Essa antecipação tende a gerar desuniformidade no desenvolvimento dos frutos. O resultado é uma proporção maior de grãos verdes, o que reduz o potencial de qualidade do café.

Chuvas beneficiam lavouras de trigo

Para o trigo, o cenário tende a ser favorável nas áreas cultivadas de São Paulo e Minas Gerais. As chuvas previstas devem contribuir para a manutenção da umidade do solo e para o desenvolvimento vegetativo das lavouras.

Itapeva, no interior paulista, é importante polo produtor da cultura. Entre abril e junho, os volumes de chuva mantiveram boas condições de disponibilidade hídrica na região, sem indicativos de restrição significativa.

As temperaturas mais baixas previstas para os próximos dias também tendem a beneficiar o trigo. A cultura apresenta melhor desempenho sob clima ameno.

Lavouras em estádios iniciais costumam tolerar bem o frio moderado, que pode até favorecer o perfilhamento das plantas. Já as áreas em fases mais avançadas, como alongamento, floração e enchimento de grãos, exigem maior atenção a quedas bruscas de temperatura.

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Os maiores acumulados de chuva devem se concentrar no Sul de Minas Gerais, no norte e nordeste paulista e no Sul Fluminense. Nessas áreas, os volumes podem superar 40 mm.

Depois da passagem da frente fria, uma massa de ar mais frio deve avançar sobre a região. As temperaturas devem cair, principalmente no leste de São Paulo e no Sul de Minas Gerais, com mínimas inferiores a 16ºC.

O tempo mais ameno deve se manter ao longo da semana, com menor demanda evaporativa e maior retenção de umidade no solo. O cenário favorece o desenvolvimento das culturas de inverno, em especial o trigo.

Para o café, o cenário reforça a necessidade de monitorar as lavouras durante esse período. A combinação entre umidade e temperaturas mais baixas pode influenciar tanto as operações de campo quanto a dinâmica fisiológica das plantas.

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