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A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) criticou a falta de prioridade do governo federal em relação à nova sobretaxa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras, que afeta setores antes isentos. A entidade também destacou barreiras comerciais de outros países, como a sobretaxa de 55% da China sobre a carne bovina.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) criticou a atuação do governo federal diante da nova sobretaxa imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. A entidade afirmou que a diplomacia brasileira não tratou o tema com a devida prioridade e cobrou uma reação do Executivo.
Além disso, a entidade ressaltou que outros países mantêm barreiras contra produtos brasileiros. Como exemplo, citou a sobretaxa de 55% aplicada pela China sobre a carne bovina do Brasil.
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A Faesp também rejeitou as insinuações de uso de trabalho forçado no Brasil. A entidade destacou os 200 anos de relações comerciais entre os dois países. A entidade afirmou que o agronegócio brasileiro segue parâmetros rigorosos de compliance e regras ESG, que são um conjunto de práticas que medem o compromisso de uma empresa com o meio ambiente (environmental), a sociedade (social) e a governança (governance).
Segundo a federação, a atuação direta do agronegócio, da indústria, do comércio e dos serviços contribuiu para a inclusão de produtos na lista de exceções da nova medida. A entidade avaliou que o setor produtivo atuou para reduzir os impactos da decisão.
Entidade cobra uma resposta de Lula ao tarifaço
Os Estados Unidos impuseram uma sobretaxa adicional de 12,5% sobre as exportações brasileiras. A decisão foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA. A medida passou a tributar setores antes isentos e elevou a taxação de alguns produtos para até 37,5%.
A federação defendeu o uso imediato dos canais de diplomacia comercial para restabelecer a concorrência leal. Segundo a entidade, ainda existe espaço para um diálogo firme entre os países. Por outro lado, a Faesp diz que o momento não exige a ativação da Lei de Reciprocidade Econômica.
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“Com esse cenário, a Faesp manifesta perplexidade diante da falta de diplomacia do governo federal e reitera que o compromisso com os direitos humanos e a dignidade no campo é intransigente”, afirmou o presidente da Federação, Tirso Meirelles.
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