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Agronegócio

Combustível do agro é a aposta para repaginar os carros elétricos no Brasil

O etanol é a cartada da Geely e da Renault para ganhar mercado — e ainda mais lucro — no país

O EX5, da Geely, já desembarcou no Brasil | Foto: Reprodução

Apostar tudo num só motor caiu de moda. A nova jogada é híbrida: carros com o torque instantâneo dos elétricos e a liberdade dos combustíveis. Nesse jogo, o Brasil leva vantagem com uma solução verde para alimentar as baterias: o etanol. Ao menos essa é a cartada de dois gigantes globais: a francesa Renault e a chinesa Geely.

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O par uniu forças para vencer no mercado brasileiro. A princípio, os carros da chinesa serão vendidos nas concessionárias da marca francesa. primeiro modelo já desembarcou no país e chega aos showrooms em julho: o EX5, 100% elétrico: o EX5, 100% elétrico. Mas a parceria vai além da vitrine.

As duas fundaram a Horse Powertrain, joint venture criada exclusivamente para o desenvolvimento de motores. Com foco em modelos híbridos, a grande liga da parceria é o etanol — combustível cuja produção o agro brasileiro domina como poucos.

Etanol: o trunfo verde dos carros elétricos

“Se pegarmos um carro elétrico e instalarmos um extensor de autonomia pequeno e eficiente, movido a etanol, é o melhor dos mundos”, disse Matias Giannini, CEO da Horse, à revista Fortune. “Você reduz o tamanho da bateria e o custo do carro, e ainda assim ele é quase 100% energia limpa.”

O acordo ainda precisa superar a burocracia — falta o aval de autoridades reguladoras. Mas as fichas estão na mesa. Por meio da Horse, Geely e Renault devem compartilhar a rede de concessionárias da francesa, desenvolver tecnologias de motorização sustentável no Brasil e até fabricar carros da marca chinesa por aqui. A montagem será na fábrica da Renault em São José dos Pinhais, interior do Paraná.

Para turbinar o projeto, a iniciativa também atraiu sócios de peso no setor de petróleo. A petroleira Saudi Aramco, da família real da Arábia Saudita, detém 10% da joint venture. O recado é claro: a indústria fóssil não quer sair de cena com os carros elétricos — e a repaginada pode acontecer com a energia do agro brasileiro.

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1 comentário
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    Apenas uma cortina de fumaça … sem condições de prosperar nesse caos vigente atualmente !

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