Nos grandes supermercados, a Sadia procura deixar freezers e cartazes à vista para chamar a atenção e despertar o desejo dos clientes. O destaque é o caminho mais rápido para as vendas. No mercado financeiro, não é diferente. E a vitrine mais atraente é a Bolsa de Nova York, onde a dona da marca pretende conquistar espaço.
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Dona da Sadia, a BRF está sob controle da Marfrig, do empresário Marcos Molina. Na sexta-feira, 5, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a fusão entre as duas companhias. É o aval para o nascimento da MBRF.
Em maio, durante coletiva para anunciar o projeto para criar a MBRF, Miguel Gularte, CEO global da BRF, não escondeu a mira na Bolsa de Nova York. “Empresas de proteína listadas nos Estados Unidos, com domicílio nos Estados Unidos, negociam a múltiplos mais altos do que as brasileiras”, disse o executivo. “É uma oportunidade concreta que está no nosso radar.”
MBRF, a nova dona da Sadia
Os dois negócios estão entre os maiores do mundo no ramo de carnes. Separadamente, têm proeminência em mercados distintos. A fama global da BRF se deve ao mercado de suínos e aves. No caso da Marfrig, o ponto forte é o ramo de bovinos. Nele, a empresa conseguiu se tornar grande até mesmo no mercado norte-americano.
A fusão foi planejada, perseguida e concretizada por Molina, da Marfrig. Com a MBRF, o empresário passa a controlar uma máquina de dinheiro capaz gerar R$ 160 bilhões por ano. É tanto dinheiro, que até mesmo o rei da Arábia Saudita quer uma parte — mas, nesse império, ele é apenas um barão.

































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