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Agronegócio

EUA ampliam importação de carne bovina brasileira

O Brasil é o principal fornecedor da proteína para os Estados Unidos fora da América do Norte

Exportação carnes
Foto: Alf Ribeiro/Shutterstock

A carne bovina brasileira ampliou a participação em grandes mercados mundiais. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda), houve uma grande evolução, principalmente, no mercado norte-americano.

De janeiro a agosto deste ano, o Brasil foi responsável por 16% de toda a carne bovina que os Estados Unidos importaram. Esse porcentual é bem superior aos 6% de igual período do ano passado.

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Na avaliação do Usda, a carne brasileira teve um aumento de 91% em volume nos oito primeiros meses no mercado dos EUA. O Brasil tomou espaço da Austrália e da Nova Zelândia e foi o principal país fora da América do Norte como fornecedor para os Estados Unidos. Canadá e México lideram as vendas.

Conforme dados da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que traz os números até setembro, as exportações brasileiras de carne bovina para os Estados Unidos aumentaram para 129 mil toneladas no período, quase 60% a mais do que no ano passado.

Do total da carne bovina exportada pelo Brasil, os EUA compraram pouco mais de 7%, contra 5% há um ano.

A União Europeia, como afirmam representantes do bloco, também passou a depender mais da carne do Brasil e da do Reino Unido. Até setembro, a Europa Ocidental importou 89 mil toneladas dessa proteína do país, 10% a mais do que 2021. Neste mesmo período, o Leste Europeu comprou 39 mil toneladas, 2% a mais.

O grande mercado para o Brasil foi a China, que comprou 924 mil toneladas até setembro, 30% a mais do que em igual período de 2021. Com isso, a participação dos chineses foi de 53% no volume exportado pelos brasileiros.

Conforme dados da Abrafrigo, as exportações totais da carne bovina somaram 1,7 milhão de toneladas nos nove primeiros meses, com aumento de 17%. As receitas subiram 36%, atingindo US$ 10,1 bilhões.

A carne que está sendo exportada tem valor médio de US$ 5,9 mil por tonelada, 14% a mais do que em outubro do ano passado.

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