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A safra de grãos na Europa foi severamente afetada por temperaturas recordes, resultando em perdas estimadas em € 2 bilhões e uma redução de quase 9 milhões de toneladas nas projeções para a União Europeia e o Reino Unido, conforme dados da Coceral e do Energy and Climate Intelligence Unit. O mês de junho foi o mais quente já registrado na Europa Ocidental, com temperaturas médias 3°C acima do padrão.
Depois de enfrentar temperaturas recordes, a safra de grãos na Europa foi fortemente impactada, com perdas estimadas em € 2 bilhões e redução de quase 9 milhões de toneladas nas projeções para a União Europeia e o Reino Unido. Os dados são da Coceral e do Energy and Climate Intelligence Unit.
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Segundo a Coceral, culturas como trigo, milho, cevada e aveia foram bastante prejudicadas. O fato deve levar a produção europeia ao nível mais baixo desde 2018. O milho, especialmente afetado durante a polinização, responde por cerca de metade da queda na previsão, principalmente em França e Hungria.
O mês de junho foi o mais quente já registrado na Europa Ocidental, com temperaturas médias 3°C acima do padrão de 1991 a 2020. Na França, os termômetros superaram 43°C, enquanto na Hungria ultrapassaram 40°C. O trigo também sofreu impacto, pois o calor prejudicou o enchimento dos grãos, etapa que exige umidade.
O Energy and Climate Intelligence Unit calcula que o valor perdido representa aproximadamente 5% do valor estimado para a safra de 2025, ao levar em conta os preços atuais de trigo, cevada, milho e outros grãos. O levantamento não inclui prejuízos em hortaliças ou na pecuária.
França lidera perdas na Europa

A França concentra a maior parte das perdas, com corte de 4,1 milhões de toneladas na previsão para a safra de grãos, correspondendo a cerca de € 891 milhões. No milho, a estimativa francesa caiu em 3,35 milhões de toneladas, totalizando apenas 9,4 milhões, valor inferior ao da severa seca de 2022.
Na Hungria, a redução ficou em 2,4 milhões de toneladas, um prejuízo de aproximadamente € 444 milhões. Já a Espanha perdeu mais de 1,4 milhão de toneladas, avaliadas em € 276 milhões. Para a Alemanha, a previsão caiu em volume similar, equivalente a € 233 milhões em produção.
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Com a menor safra de grãos em anos, a Europa pode aumentar sua dependência de importações, especialmente de milho, e diminuir a exportação de trigo francês. Assim, o efeito sobre os preços globais das commodities agrícolas dependerá também do desempenho das colheitas no Hemisfério Sul entre o final de 2026 e o início de 2027.
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