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Agronegócio

Gigante do agro vai usar biodiesel de soja em embarcações

A empresa pretende avançar na descarbonização das operações

Embarcação da Amaggi para o transporte de grãos | Foto: Reprodução/Amaggi

A Amaggi usará o B100 — biodiesel 100% de soja — em sua frota de embarcações. Na quinta-feira 11, a empresa recebeu a autorização da Agência Nacional de Petróleo (ANP) para utilizar esse tipo de biocombustível.

“A autorização da ANP para uso experimental de biodiesel B100 foi concedida para uma viagem específica, com informações definidas quanto à origem e ao destino, bem como à quantidade de biocombustível necessário”, informou a companhia. “No caso, o deslocamento será entre Porto Velho (RO) e Itacoatiara (AM), percorrendo os Rios Madeira e Amazonas, com consumo de 150 mil litros do biocombustível.”

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Com a decisão, a empresa pretende avançar na descarbonização de suas operações. A companhia firmou o compromisso de chegar a emissão de carbono zero até 2050.

Essa não é a primeira iniciativa para incentivar o uso dessa matriz energética na empresa. Em dezembro, por exemplo, o grupo anunciou que o B100 será o único combustível na operações em sua propriedade em Diamantino (MT) — a Fazenda Sete Lagoas. São 3,6 mil hectares de área que produz milho e soja — o desenvolvimento das máquinas em operação no local, de acordo com a companhia, ocorreu em parceria com a John Deere.

Colheitadeira em atividade na Fazenda Sete Lagoas | Foto: Reprodução

Amaggi deu início aos testes para a adoção de biodiesel B100 na frota em março de 2022. Eles começaram na Fazenda Itamarati, em Campo Novo dos Parecis (MT).

Amaggi fabrica o próprio biodiesel

O B100 utilizado pela Amaggi é proveniente da fábrica de biodiesel do grupo em Lucas do Rio Verde (MT). Nessa área, a companhia opera uma indústria esmagadora de grãos e de onde sai matéria-prima para a produção do biocombustível. Por ser 100% de soja, trata-se de uma fonte renovável de energia.

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1 comentário
  1. Paulo Cesar de Saboia Mont'Alverne
    Paulo Cesar de Saboia Mont'Alverne

    No primeiro Lulado, o governo incentivou o aumento da produção de mamona – que já era uma cultura tradicional no Nordeste. Distribuiu toneladas de “fertilizantes” nas fazendas sem nenhuma orientação aos pequenos produtores. Forneceu sementes e construiu uma milionária usina de esmagamento para biodiesel em Quixadá-Ce. Pouco tempo depois, por falta de matéria-prima passou a importar da Bahia sementes de algodão. Nada deu certo, claro, e a usina hoje virou sucata. Coisas de governo.

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