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Agronegócio

No Paraná, empresa quer transformar esgoto em adubo

Projeto é uma parceira da Sanepar com um empresa japonesa

ETE Belém. Curitiba, 23/05/2018 | Foto: Maurilio Cheli/Divulgação

Parte do esgoto de Curitiba, capital do Paraná, virará fertilizante. O processo usa tecnologia japonesa, e as operações devem começar em 12 de abril.

O projeto-piloto tem previsão para durar 24 meses. As operações para transformação do esgoto em fertilizante fazem parte de um acordo de cooperação entre a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e Kyowa Kako Co. Ltda.

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De acordo com a Sanepar, a Kyowa Kako é empresa-referência em processos de tratamento de resíduos orgânicos. A sede fica na cidade japonesa de Mashiko, na província de Tochigi.

Transformar esgoto em fertilizante

A primeira leva, com 60 toneladas do reagente para fazer o tratamento, chegou a Curitiba na última terça-feira, 13. De Moshiko à capital paranaense foram cerca de dois meses de travessia, celebrada em abril de 2022.

A Sanepar, com a presença do vice-governador Darci Piana, assinou o Acordo de Cooperação Técnica com a empresa japonesa Kyowa Kako – 20/3/2023 | Foto: Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

Os trabalhos ocorrerão na Estação Tratamento de Esgoto (ETE) Belém. Ela recebe os dejetos de quase 1 milhão de paranaenses e é capaz de processar 2,5 mil litros por segundo.

A empresa japonesa acredita que o projeto sirva como exemplo para o restante do país, conforme disse Yasuhiro Matsuzawa, diretor Desenvolvimento de Negócios da Kyowa Kako, quando o contrato foi assinado. “Esperamos que a nossa tecnologia ajude o Paraná a colocar em prática os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, principalmente ao diminuir os gases de efeito estufa, tornando esse tratamento de esgoto um modelo mais sustentável para o Brasil e o mundo”, afirmou.

A iniciativa é mais um avanço no programa para o uso sustentável de lodo e esgoto na agricultura da Senepar, comentou Claudio Stabile, diretor-presidente da companhia paranaense.

“Há mais de duas décadas, a Sanepar desenvolve o programa Uso Agrícola do Lodo, que destina o material a agricultores para ser utilizado como adubo orgânico, com ganhos de produtividade”, disse Stabile. “Avançamos para o processo de secagem térmica do lodo e agora estamos na rota do biofertilizante.”

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4 comentários
  1. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Acontece que não há, que eu saiba, como separar os dejetos orgânicos das substâncias químicas presentes neste esgoto. Como os Japas vão fazer isso? Se fosse apenas dejetos orgânicos, seria “sopa no mel”, até eu que sou um Mané sei como fazer, que é só direcionar esse esgoto para um biodigestor de dimensões colossais e… “voilá”!.

  2. Marcos Antônio de Carvalho
    Marcos Antônio de Carvalho

    Espera pra ver: espalhem o adube na propriedade e espere pela primeira chuva. Depois vejam o que acontece!!!

  3. José Garcia Matos
    José Garcia Matos

    É uma ótima alternativa pra todos, uma saudade mestre para os dejetos até então subutilizados

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