Dados do Conselho Internacional de Grãos (ICG, na sigla em inglês), instituição que monitora a produção e o comércio mundial, mostram que o preço do trigo no mercado internacional está caindo. O índice feito pelo órgão para medir o valor do cereal fechou, na segunda-feira 4, pouco acima de 340 — quanto maior o número, mais elevada a cotação. A cifra de ontem corresponde a uma queda de quase 9% sobre o pico de 2022: cerca de 370, em 7 de março. Ainda assim, o acumulado do ano apresenta alta em torno de 60%.
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No caso dos argentinos, maiores fornecedores para o mercado brasileiro, o preço do trigo por tonelada embarcada reduziu aproximadamente 4%, saindo da média de US$ 420, em 10 de março, para pouco menos de US$ 400, ontem. Entretanto, o valor era metade um ano antes: próximo de US$ 260.
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A cotação do grão disparou com o início da invasão russa à Ucrânia, em 24 fevereiro de 2022. Juntos, no ano passado, os dois países controlaram 30% do mercado internacional de trigo, de acordo com a estimativa do IGC. Um dia antes de o conflito ter começado, o indicador marcava cerca de 300. Ou seja: quase 20% menor em relação ao pico deste ano.
O Brasil deve importar 7 milhões de toneladas do cereal ao longo 2022, conforme a projeção mais atual feita pela Companhia Nacional de Abastecimento. Segundo os registros mantidos pelo governo federal, cerca de 1 milhão de toneladas já desembarcaram no país entre janeiro e fevereiro. Em média, o preço do trigo comprado pelo Brasil nesses dois meses ficou em US$ 350 a tonelada.
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