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Agronegócio

Preços dos fertilizantes importados recuam no Brasil

O valor por tonelada retornou ao nível praticado antes da da invasão russa da Ucrânia

Brics fertilizantes
Descarregamento de fertilizantes segue aquecida nos Portos do Paraná | Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Os preços dos fertilizantes importados pelo Brasil caíram pela metade. De acordo com os registros do governo federal, a média caiu de US$ 662 para US$ 362 a tonelada, nas compras de janeiro a novembro.

Com a queda, a média de preços dos fertilizantes voltou ao nível anterior à invasão russa da Ucrânia, um alívio para o Brasil. Esses insumos são vitais para a agricultura nacional, que necessita importar mais de 90% de sua demanda.

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O conflito teve início no fim de fevereiro de 2022. A invasão causou severas sanções comerciais à Rússia, dificultando suas vendas a outras nações. Os russos são grandes exportadores desses insumos no planeta e estão entre os principais fornecedores à agricultura brasileira.

No pico da elevação, em junho de 2022, cada tonelada importada para o território brasileiro entrou no país pelo valor médio de US$ 794, de acordo com os dados oficiais.

Fertilizantes na agricultura do Brasil

A utilização dos adubos foi fundamental para a conversão do país em um dos pilares da segurança alimentar do planeta. O plantio de grãos no Centro-Oeste brasileiro, por exemplo, se tornou viável graças ao uso dos adubos.

Essa porção de terras se converteu em uma grande produtora nacional de grãos como a soja — o carro-chefe do agronegócio brasileiro. E o cultivo local ocorre majoritariamente em áreas de cerrado.

Produção de soja na América Latina
A soja é o carro-chefe do agronegócio brasileiro| Foto: Reprodução/Redes sociais

O tipo de solo desse bioma necessita de correções, conforme explicou Rodrigo Justus, consultor jurídico e de meio ambiente da Coordenação de Sustentabilidade da Confederação Nacional da Agricultura.

A aplicação de fertilizantes tornou a agricultura possível nessas áreas no Brasil. “O cerrado não valia nada, porque dava, no máximo, um gado solto, criado de forma extensiva”, lembra. “Hoje, são plantadas ali duas safras por ano.” Os estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária na correção do solo do cerrado merecem destaque nesse processo.” 

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