Mesmo sem terras exclusivas, produção nacional de amendoim dobra em dez anos

Produtores aproveitam a 'renovação ou replantio dos canaviais para cultivar a leguminosa', conta Evaristo de Miranda
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Brasil é o quinto maior exportador de amendoim em grão do mundo | Foto: Elder Martins/Flickr
Brasil é o quinto maior exportador de amendoim em grão do mundo | Foto: Elder Martins/Flickr

A evolução da produção nacional de amendoim foi tema do mais recente artigo de Evaristo de Miranda, chefe-geral da Embrapa Territorial e colunista de Oeste. “A cultura teve grande evolução em produtividade, industrialização e exportação”, afirma o pesquisador. Contudo, como lembrado por Evaristo, “a coisa mais rara de se achar na agricultura brasileira é uma fazenda de amendoim”. Isso porque não existe propriedade que destina uma área de cultivo somente para o plantio da leguminosa.

Como o amendoim dobrou sua produção nos últimos 10 anos? “Graças a uma espécie endêmica de sem-terra: as empresas cultivadoras de amendoim”, escreve Miranda. “Os grandes plantadores de amendoim são gente sem-terra ou pequenos produtores de cana, cultivando terras alheias. Mas atenção: não são os sem-terra do imaginário midiático. São empresas com máquinas, plantadeiras, colhedeiras e pessoal qualificado”. Miranda conta também que parte desses equipamentos fica em galpões na periferia de cidades e não em fazendas. “É estranho ver essas máquinas reunidas num ambiente quase urbano”, observa. “A cada seis anos, os canaviais são renovados e replantados. Nessa ocasião, a terra é utilizada para o plantio do amendoim (ou soja), em rotação vantajosa para a cana”.

Leia o artigo completo, “O amendoim doce ou salgado dos sem-terra”, publicado na Edição 71 da Revista Oeste

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