O Queijo Canastra produzido pela Fazenda Roça da Cidade, em São Roque de Minas, foi considerado um dos cem melhores queijos do mundo. A classificação é do TasteAtlas, que posicionou o alimento brasileiro em 80º lugar no ranking. Além disso, o guia colocou o tipo Canastra em 18º colocado no quesito “melhor tipo de queijo”.
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“Para nós é uma honra estar entre os melhores do mundo”, afirmou João Carlos Leite, que liderou a 4ª geração da família na fazenda, a Oeste. “Mostra que estamos dando continuidade no legado dos nossos antepassados, que criou essa preciosidade.”
O queijo recebe esse nome pois a produção ocorre na região da Serra da Canastra, no sul de Minas Gerais. A região ecoturística, que abriga a nascente do Rio São Francisco, é composta por seis municípios: São Roque de Minas, Vargem Bonita, Delfinópolis, Sacramento, São João Batista do Glória e Capitólio.
O diferencial deste laticínio está no uso de leite cru durante o processo de produção. O tempo de maturação do queijo, que é quando o alimento cresce e se desenvolve, pode passar dos 20 dias. Em 2008, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional classificou o Queijo Canastra como patrimônio cultural.
Veja os dez melhores queijos do mundo, segundo o guia TasteAtlas:
- Gruyère D’Alpage AOP Caves de la Tzintre (Suíça);
- Roquefort Selection AOP (França);
- Graviera Naxou PDO 12 Month Matured (Grécia);
- Rogue River Blue (Estados Unidos);
- Charles Arnaud Comté Extra (França);
- Parmigiano Reggiano Oltre 40 Mesi (Itália);
- Epoisses Perrière Berthaut (França);
- Brun Geitost (Noruega);
- Kraftkar (Noruega); e
- Parmigiano Reggiano Vacche Rosse 40 Mesi (Itália).
Queijo Canastra e o cooperativismo
O produtor João Carlos Leite participou do programa Oeste Negócios com Adalberto Piotto em 9 de fevereiro. Ele está à frente do Sicoob Sarom, que fomenta e desenvolve a economia de São Roque de Minas por meio do cooperativismo.
O produtor criou a instituição em 1991, depois que o Banco Central liquidou o banco estatal Minas Caixa. Com o encerramento das atividades, os comerciantes de São Roque de Minas ficaram sem local para realizar as movimentações financeiras.
Mais de 30 anos depois, a cooperativa financia o agronegócio e parte da educação da população sanroquense. O volume financeiro total da instituição é de R$ 1,8 bilhão.
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