Uma parceria entre a Embrapa Trigo e a Cooperativa Agropecuária Regional de Campos Novos (Copercampos) vai gerar estratégias para qualificar o manejo do solo na produção rural na região do Planalto Serrano de Santa Catarina. A fase de diagnóstico iniciou no fim de março, com ações previstas até 2026.
Técnicos estão coletando amostras de solo para fazer o diagnóstico físico e químico das áreas. “As coletas permitem avaliar fatores relacionados aos processos de degradação, como erosão hídrica, compactação, níveis de fertilidade e matéria orgânica no perfil do solo”, conta o pesquisador André Amaral.
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O projeto pretende promover a conversão do formato atual de semeadura — chamado de plantio direto — para o sistema plantio direto. Introduzido na Região Sul há mais de 50 anos, o plantio direto é uma técnica alternativa de preparo reduzido do solo, especialmente no cultivo de grãos, onde se acreditava que o uso de trigo ou aveia no inverno e soja no verão seriam suficientes para manter as propriedades físicas e químicas do solo.
Contudo, com o passar dos anos, o monocultivo de soja em sequência a culturas de inverno, associado ao uso intensivo de corretivos e adubos na superfície, levou à degradação do solo.
Sistema de plantio direto para manejo do solo

Como alternativa, a pesquisa conduzida pela Embrapa Trigo e pela cooperativa Coopercampos gerou conhecimentos que aprimoram a técnica, compondo o sistema de plantio direto, que é conceituado como a conjugação de práticas conservacionistas destinadas ao manejo de sistemas agrícolas produtivos, envolvendo erradicação da queima dos restos de cultura e mobilização de solo restrita à linha de semeadura, entre outras, adaptadas às realidades regionais.
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