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8 de janeiro: pérola que o Catar deu de presente para o Brasil segue desaparecida

Pérola foi presente do Catar para o então presidente da Casa, Rodrigo Maia

The Pearl
Valor estimado da peça é de R$ 5 mil | Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados

A polícia ainda não encontrou a peça The Pearl (A Pérola, em português), que sumiu do acervo da Câmara dos Deputados há um ano, depois dos atos do 8 de Janeiro. Presente do ministro de Relações Exteriores do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani, ao então presidente da Casa, Rodrigo Maia, a peça tem um valor estimado em R$ 5 mil.

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Durante a invasão às sedes dos três poderes do estado, mais de 30 obras de arte foram danificadas e estão em processo de restauração. Uma delas é o relógio que pertenceu a Dom João VI, do século 17.

A Embaixada da Suíça no Brasil deve oferecer técnicos especializados para o ajuste do objeto de valor histórico.

8 de janeiro
Manifestantes durante invasão aos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Do total, 15 peças pertenciam ao Supremo Tribunal Federal (STF), dez no Palácio do Planalto, seis à Câmara dos Deputados e duas ao Senado Federal. 

Leia também: “Relatoria da CPMI do 8 de Janeiro nunca ouviu falar de plano de matar Alexandre de Moraes”

Segundo o STF, mais de 951 peças foram furtadas, quebradas ou destruídas pelos invasores. Desse total, 116 foram já estão renovadas.

Processo de restauração

Dos 21 itens do patrimônio do Senado que sofreram algum tipo de dano,19 passaram por reparos. Nessa lista estava a tapeçaria de Burle Marx, que já está de volta ao patrimônio do Senado.

Ainda precisam passar por reparos a pintura a óleo Ato de Assinatura da Primeira Constituição, do século 19, e um painel de Athos Bulcão, que teve avarias por causa dos estilhaços de vidro e espumas de extintores de incêndio. O custo para a conserto desses dois itens passa dos R$ 946 mil.

Acervo da Câmara

Com relação aos objetos que pertencem ao acervo da Câmara, dos 46 danificados, 38 já estão prontos e seis ainda passam por restauro. 

Das 13 obras que pertencem ao Planalto, já passaram pelo processo de correção uma escultura de ferro, de Amilcar de Castro; uma marquesa em metal e palha, de Anna Maria Niemeyer; e uma mesa-vitrine, de Sérgio Rodrigues. 

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A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) ficará responsável pela reforma das outras obras valiosas, como a pintura sobre tela As Mulatas, de Emiliano Di Cavalcanti, e a escultura de bronze O Flautista, de Bruno Giorgi.

Estima-se que o prejuízo ao patrimônio público seja de mais de R$ 22 milhões.  

2 comentários
  1. Sonia Maria Baptista Mendes
    Sonia Maria Baptista Mendes

    Esse povo dos 3 poderes nunca ouviu em câmeras?

  2. Mario Hugo Ladeira Filho
    Mario Hugo Ladeira Filho

    E só dar uma batida no Alvorada.
    Ta fácil essa.

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